A Associação Teatro Experimental de Lagos acolhe a peça performativa SEM TÍTULO, de Sofia Brito e Susana de Medeiros, nos dias 27 e 28 de Setembro, pelas 21h00. No dia 28 haverá lugar para uma oficina pelas 17h00 sobre o espetáculo.
O espetáculo é fruto de uma residência artística de longa duração no Espaço Cultural do TEL.
Bilhetes à venda no local.
SEM TÍTULO – Sinopse
Sem Título (2013) é uma peça performativa criada por Sofia Brito e Susana de Medeiros a partir da obra de ficção ‘Os Guarda-Chuvas Cintilantes’ da escritora portuguesa Teolinda Gersão.
Interligar a nossa interpretação das palavras, das frases contidas e escolhidas no livro ao silêncio, às pausas, aos intervalos, aos ruídos ao corpo, aos gestos, ao movimento e fazer nascer algo que resulta do encontro de duas imaginações, de duas vontades e vivências distintas; foi necessário ‘abotoar’ as imagens dadas pelas palavras e pelos sons das palavras às imagens dadas pelos gestos.
O corpo no espaço. O Espaço pressupõe o Tempo ou mais precisamente vários tempos e uma velocidade, a velocidade de percepção. Há o corpo a lidar com a consciência de si e dos outros e o corpo sem consciência, em potência. Há a construção de dualidades – consciência versus inconsciência, racional versus irracional, opaco versus transparente, peso versus leveza, movimento interno versus movimento externo, lento versus apressado, organizado versus desorganizado – e o acto de colocá-las em causa. Sempre presente está o jogo que cria uma fenda, uma brecha, uma frecha, uma racha na gravidade da quotidianidade. Mas não será tudo um jogo?
Sofia Brito
Nasce em Lisboa e vive atualmente no Algarve.
Licenciada em Dança Contemporânea e Coreografia pela P.A.R.T.S. (Performing Arts Research and Training Studios), Bruxelas.
Formação de Instrutora de Yoga pela KHYF (Krishnamasharia Healing and Yoga Fundation). Formações complementares em Body-Mind Centering e Authentic Mouvement. Estudou Contact Improvisation com Randy Warshaw e Nancy Stark Smith; Material for the Spine com Steve Paxton.
Estudou Teatro com Frank Vercruyssen (tg STAN) e Jan Ritsema
Desenvolveu o seu trabalho artístico na Bélgica e em França entre 1999 e 2009. Ensina desde 2003 metodologias de dança de Improvisação e investigação criativa pelo movimento. Colaborando com projetos pedagogicos como ABC (ARTS BASICS FOR CHILDREN), L’Espace Catasstrophe e La roseraire.
Projeto de criação prefomativa na comunidade entre 2010 e 2013 com o Grupo de Teatro Sénior de Portimão.
Na sua pesquiza artística interessa-se sobre a confrontação de diferentes universos. Assim o desafio de colaborar com artistas de diferentes áreas, e com expressões artísticas muito distintas da sua, é um caminho.
Susana de Medeiros
Nasce em Ponta Delgada (São Miguel, Açores). Vive atualmente no Algarve. Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e em Artes Plásticas pela ESTGAD (Caldas da Rainha), é também bacharel em Belas Artes pela Universidade de Nottingham Trent, tendo sido aí Bolseira no âmbito do programa europeu Aprendizagem ao Longo da Vida-Erasmus/Sócrates.
Na área da dança e movimento (contemporâneos) frequentou algumas formações com Clara Andermatt, Madalena Victorino, Margarida Mestre, Vera Mantero, Sílvia Real, Helena Flôr Dias, entre outros.
Lecciona actualmente no ensino universitário (na Universidade do Algarve) e desenvolve projectos de educação não-formal nas áreas das artes visuais, teatro e da mediação e promoção da leitura.
Integra a Xerem -uma associação cultural com sede em Lisboa.
Entre os locais onde desenvolveu projectos como artista plástica destacam-se Cuenca (Espanha), Maputo (Moçambique), Nottingham (Inglaterra), Nova York (E.U.A.), São Petersburgo (Rússia) e Angra do Heroísmo, Caldas da Rainha, Coimbra, Lagos, Lisboa, Portimão e Sines (Portugal). Artista multidisciplinar o trabalho que desenvolve procura lançar pontes entre diferentes linguagens e meios expressivos, anunciar outras possíveis relações : 1.entre o corpo, os objectos e as imagens que deles fazemos 2.entre a linguagem falada, escrita ou gestual 3. entre ‘aquilo’ que entra pelos sentidos e a que chamamos real e a sua ‘tradução’.




