Falando sobre o actual estado da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Gilberto Viegas considera imprescindível que quem esteja na presidência do município garanta uma gestão rigorosa, com absoluta definição de prioridades e contenção de despesas supérfluas e desnecessárias.
Na sua abordagem a este tema, o candidato apresentou como compromissos da sua candidatura a reestruturação da atual dívida da Câmara Municipal, quer em acordos mais adequados e favoráveis com os credores, quer na negociação com a banca e a captação de novos financiamentos comunitários, a fundo perdido, que permitam aliviar os encargos da autarquia com custos de contexto e de funcionamento.
O candidato social democrata relembrou que nestes 4 anos em que a autarquia esteve sob a gestão de Adelino Soares, a Câmara entrou num descontrolo financeiro total, traduzido num balanço final de endividamento de 15 milhões de euros, principalmente à custa de graves erros cometidos como é o caso mais flagrante a compra do Monte de Santo António para o qual foi efetuado um pagamento ilegal de 250 mil euros e o assumir de uma dívida de um milhão e 250 mil euros (250 mil contos na moeda antiga) para o próximo mandato, sem que ao longo de 3 anos se tenha conseguido fazer a escritura de posse municipal do património. Gilberto Viegas considera, assim, que muito do esforço de realização e da estruturação da Câmara e do concelho, concretizados ao longo dos 12 anos em que esteve na presidência deste órgão, foram destruídos em apenas 4 e a credibilidade e imagem de um município que cumpria os seus compromissos a empreiteiros e fornecedores e que pagava a 23 dias, foram desbaratadas num ápice.
Na sua intervenção, o candidato apresentou, igualmente, como uma das suas prioridades o controlo apertado sobre os consumos correntes, que concorrem decisivamente para as despesas correntes da autarquia, como são o caso dos combustíveis, comunicações ou energia, facto que permitirá libertar verbas para o investimento e para o apoio social. Esta redução irá refletir-se, também, nos resultados na baixa dos impostos municipais, como o IMI, que tem vindo a subir sucessivamente desde 2009, quer com o aumento da taxa, quer com a reavaliação dos prédios. Assim, é sua proposta a ajustar a taxa do IMI até atingir o valor mínimo legal.
De acordo com Gilberto Viegas, “faremos uma gestão até garantir que em 2015 a dívida atual do município esteja confinada ao endividamento de médio / longo prazo com a banca e outros credores, sem dívidas de curto prazo aos empreiteiros e aos fornecedores, como sempre foi regra na câmara entre 1998 e 2009”.
A direção de candidatura
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