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Jornadas de História do Baixo Guadiana no Arquivo Histórico Municipal | 1.ª sessão 24 de janeiro

O Arquivo Histórico Municipal de VRSA recebe, esta sexta-feira, dia 24 de janeiro, a primeira sessão do ciclo «Jornadas de História do Baixo Guadiana».

jornadas

As jornadas estão divididas em três sessões, durante as quais investigadores de diferentes áreas historiográficas irão partilhar com o público temas subordinados à história do Baixo Guadiana, onde o Grande Rio do Sul assume um papel central.

O primeiro encontro tem lugar esta sexta-feira, dia 24 de janeiro, tendo como convidada Maria Antónia Moreno Flores, que irá abordar o tema «Portugal – o exílio ayamontino». A comunicação retrata a época em que vários moradores da vizinha Ayamonte tiveram de cruzar a fronteira do Guadiana para encontrar abrigo em terras lusas.

As Jornadas de História do Baixo Guadiana são organizadas pelo Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António e contam, entre outros oradores, com comunicações de Cristina Garcia, arqueóloga da Universidade de Huelva; Hugo Cavaco, Licenciado em História e Mestre em História Moderna; e Fernando Pessanha, Licenciado em Património Cultural e Mestre em História do Algarve.

As próximas sessões estão agendadas para os dias 21 de março e 16 de maio.

As Jornadas de História do Baixo Guadiana estão inseridas na programação da Eurocidade do Guadiana, projeto que envolve os municípios fronteiriços de VRSA, Castro Marim e Ayamonte e tem como missão a partilha de equipamentos e a realização de eventos comuns em ambos os lados da fronteira.

Jornadas de História do Baixo Guadiana

Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António

PROGRAMA

24 de janeiro

10h00 – Receção

10h30 – Abertura

11h00 Maria Antónia Moreno Flores (Arquivista)

Comunicação: Portugal – o exílio ayamontino.

Resumo: Durante a primeira metade do século XIX foram numerosas as ocasiões em que muitos ayamontinos tiveram de instalar-se e expatriar-se para Portugal, devido principalmente a motivos políticos. Através da presente comunicação, observaremos alguns aspetos da história de Ayamonte durante várias décadas e analisaremos a forma como as cidades próximas portuguesas serviram de válvula de escape durante governos absolutistas o conflitos militares.

12h00-14h00 – Visita: Centro Histórico de Ayamonte

21 de março

10h00 – Pedro Pires

(Licenciado em Património Cultural e pós-graduado em Património Imaterial)

Castro Marim na Guerra da Restauração (1640-1668): Praça de Fronteira e Baluarte Defensivo do Algarve

Resumo: Esta comunicação incide sobre o papel de Castro Marim durante o período da Guerra da Restauração, que opôs os reinos vizinhos de Portugal e Castela entre os anos de 1640 a 1668. A estratégia portuguesa assentou num estratagema defensivo que, com base numa linha de fronteira fortificada, procurava conter e repelir os ataques do inimigo castelhano. Deste modo, a estratégia do Algarve recaiu sobre a defesa da sua costa e da linha do Guadiana, onde sobressaía Castro Marim, a principal fortificação da fronteira algarvia e chave da província.

10h45 – Pausa

11h00 – Cristina Garcia (Arqueóloga/Universidade de Huelva)

A população islâmica de Cacela no contexto da reconquista do Baixo Guadiana

Resumo: Apresentam-se os primeiros resultados do estudo arqueológico e histórico de Cacela na Idade Média. As escavações arqueológicas permitiram identificar o nível de ocupação do bairro islâmico do Poço Antigo e o momento de reconquista do castelo pela milícia da Ordem de Santiago, ao serviço dos reinos cristãos peninsulares. O achado de uma necrópole datada da segunda metade do século XIII permitiu identificar os primeiros povoadores cristãos da região do Baixo Guadiana.

12h00 – 14h00 – Almoço

14h00 – Hugo Cavaco (Licenciado em História e Mestre em História Moderna)

Guadiana – O Grande Rio do Sul

Resumo: O Guadiana como via de comunicação entre o hinterland e o litoral. A cabotagem entre os montes do rio. Tipos de embarcações. O Guadiana e o minério de S. Domingos – Os navios da S. G. O transporte de passageiros – Canoas e “gasolina” de Mértola. O contrabando. As cheias e sua construção nas barragens. Os iates e o turismo dos nossos dias.

15h00 – 16h00

Visita: Centro Histórico de Vila Real de Santo António

Guia: José Eduardo Horta Correia

16 de maio

10h00 – Fernando Pessanha

(Licenciado em Património Cultural e Mestre em História do Algarve)

A Expansão para o Norte de África e o Baixo Guadiana Quinhentista

Resumo: Desde os inícios da expansão portuguesa para o norte de África que o Baixo Guadiana e as suas gentes beneficiaram com a política da Coroa portuguesa face a Marrocos. Era do Algarve Daquém que partia parte significativa dos recursos humanos destinados a ocupar os postos de defesa e de administração nas praças norte africanas. É nesse contexto que surge no Baixo Guadiana uma nobreza responsável pelo socorro às praças lusas do Norte de África e pelo combate ao corso e à pirataria magrebina: a nobreza que acumulou honras e títulos no Algarve Daquém, em virtude dos serviços prestados no Algarve Dalém.

10h45 – Pausa

11h00 – Andreia Fidalgo (Licenciada em Património Cultural e Mestre em História do Algarve)

O Papel dos Arquivos Históricos no Âmbito da Investigação Historiográfica

Resumo: O que seria da investigação historiográfica sem a existência dos arquivos históricos que perseverantemente têm contribuído para a salvaguarda das fontes que permitem a reconstrução e interpretação do passado? Certamente, uma tarefa muito mais árdua. Os arquivos históricos nacionais e municipais têm-se progressivamente assumido como equipamentos indispensáveis para a classificação, preservação e valorização do documento escrito. Cumprindo diligentemente as suas funções, os arquivos históricos têm, acima de tudo, a nobre tarefa de preservar a memória coletiva, permitindo o acesso público e, consequentemente, contribuindo de forma fundamental para o desenvolvimento da investigação historiográfica.

11h20 – Madalena Guerreiro (Arquivista)

O Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António. Dez anos a Preservar a História.

Resumo: O arquivo sempre existiu na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Teve, contudo, características diferentes e localizações variadas e múltiplas, nem sempre pautadas pela necessidade de conservação e salvaguarda dos suportes da informação. A especificidade deste serviço transversal aos restantes, a sua missão e os seus objetivos tem implícita a preservação da memória das pessoas, das instituições e das localidades.

12:00 – 14:00 – Almoço

14h00 – 16h00

Visita: Forte de São Sebastião, Castelo de Castro Marim, Bateria do Registo

Guia: Pedro Pires

Por: Município de Vila Real de Santo António

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