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FEVEREIRO COM MUITA ARTE

São muitos os motivos para sair de casa e visitar as Galerias de Arte e outros espaços culturais de Albufeira nesta altura do ano.

Lídia de Almeida

Pintura de Lídia de Almeida

Logo no primeiro dia do mês, 1 de fevereiro, Lídia Almeida vai levar à Galeria de Arte Pintor Samora Barros a exposição intitulada “Mosaico”, uma mostra coletiva que tem por objetivo apresentar ao público os trabalhos executados pelos seus alunos, com vista a incentivar o talento, o empenho e o desenvolvimento artístico de cada um deles, “sempre com o cuidado de que cada obra apresentada tenha a qualidade e originalidade suficientes para dignificar a Arte na sua melhor expressão estética”.

Lídia Almeida é natural de Faro, licenciada pela Escola Superior de Belas Artes da Venezuela e mestre em Arte Inca. Especializou-se em diversas técnicas, entre as quais: pastel seco, vitral, pintura sobre porcelana, escultura, pintura sobre tecido e seda, artes decorativas, azulejos, entre outras. De regresso ao País abraça diversos projetos. Leciona na Universidade, é formadora, pintora oficial da Faber Castel e Pebeó em Portugal, participando em várias exposições a nível nacional e em Espanha. Em 1990 concretiza um sonho e assim nasce o seu Atelier de Ensino, frequentado por pessoas de diversas profissões e faixas etárias que ali procuram alcançar diferentes objetivos, que vão do lazer até ao aperfeiçoamento de inúmeras técnicas. Para ver até dia 25 de fevereiro.

"Raízes", da autoria de Zorba

“Raízes”, da autoria de Zorba

O edifício dos Paços do Concelho também acolhe exposições com regularidade. A partir do próximo dia 3 e até 28 de março, quem por lá passar pode aproveitar para apreciar a Exposição de Pintura “Raízes”, da autoria de Zorba, o nome artístico de Luís Romão. Natural de Lisboa, mas algarvio de coração, Zorba reside em Albufeira desde os dois anos. Autodidata, utiliza muito pouco os pincéis, uma vez que o que lhe interessa essencialmente são as texturas e movimentos que os materiais possam criar quando utilizados de forma “grosseira”. As espátulas, a projeção de tinta ou “drip painting” são alguns dos mecanismos utilizados para chegar ao objetivo, quase sempre final e não pré-definido.

Contrastes - Carla Ribeiro

Contrastes – Carla Ribeiro

Na Galeria Municipal de Albufeira, junto ao edifício dos Paços do Concelho, ainda é possível ver, até ao dia 8 de fevereiro, a Exposição “Contrastes”. Pintura, escultura, fotografia, instalação, desenho e ilustração são as propostas apresentadas pelos “5 Contrast”, um grupo de jovens recém-licenciados da Universidade do Algarve que se juntaram para criar as suas próprias obras de arte, que vão da produção mais tradicional até às formas mais contemporâneas.

"Percursos", de Susana Gonçalves

“Percursos”, de Susana Gonçalves

A partir do dia 14 de fevereiro até 15 de março, a Galeria Municipal acolhe a Exposição “Percursos”, de Susana Gonçalves. Trata-se de uma mostra composta por aguarelas e um óleo sobre tela, onde a artista procura realçar, sob diversas perspetivas, a beleza da região algarvia. Susana Gonçalves nasceu em Johannesburg, na África do Sul, em 1969, e reside em Albufeira desde 1980, onde concluiu os estudos secundários e iniciou a sua formação artística. Começou por frequentar um curso de verão com o pintor Álvaro Mota e Sousa. Em 2006 iniciou o seu percurso artístico num Atelier de Belas Artes com a professora Lídia Almeida, onde aprendeu diversas técnicas e estilos de pintura. Simultaneamente dedicou-se a aprender a técnica de aguarela com o Mestre de Belas Artes, o arquiteto Manuel Hilário de Almeida. Os seus trabalhos refletem o espírito de serenidade e o equilíbrio nas formas, sendo estes os elementos comuns que marcam toda a sua obra.

Cortiça – da terra ao céu

Cortiça – da terra ao céu

No Museu Municipal de Arqueologia, continua patente, até dia 2 de março, a Exposição de Apoema Calheiros “Cortiça – da terra ao céu”, uma mostra de 30 fotografias sobre o descortiçamento e as diferentes fases do processamento industrial da cortiça.

"Desenhos da Prisão", de Álvaro Cunhal

“Desenhos da Prisão”, de Álvaro Cunhal

Na nova sala de leitura do Arquivo Histórico, que abriu recentemente na Rua João Bailote, nas antigas instalações da Ludoteca de Albufeira, está a decorrer a Exposição “Desenhos da Prisão”, uma mostra que se insere no âmbito das Comemorações do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. A experiência plástica do líder político e pensador português vai estar retratada através de um conjunto de desenhos que criou na prisão, entre 1951 e 1959. Os desenhos de Cunhal não têm título, transmitem uma mensagem que não precisa de título para ser percebida por quem a “lê”. O povo é a grande temática, mas também o são o trabalho, a luta, o sofrimento, a miséria, a alegria, a festa e a mulher. Executados a grafite ou carvão sobre papel, os trabalhos apresentam um dramático jogo de luz/sombra sob influências neorrealistas mais evidentes nos primeiros desenhos como se pode ver através do exagero no volume dos braços, pernas, mãos e pés, instrumentos de trabalho do povo. Esta influência vai-se atenuando e os últimos desenhos revelam uma clara evolução nas figuras isoladas que nos olham, e que estão duma forma singular, diferentes de outros desenhos, estáticas e que parecem em constante diálogo com o autor. Tal como o próprio definiu, as suas pinturas são “a representação do drama, das margens entre o sofrimento e o amor”. A exposição está aberta ao público até dia 9 de junho.

Por: Município de Albufeira

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