Teve lugar no dia 23 de março, nas instalações de Albufeira da Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação Silves-Albufeira), a cerimónia de admissão de novos membros ativos da instituição.
No início da cerimónia, foi referido que “os novos candidatos a membros ativos dispõem-se a servir a Cruz Vermelha Portuguesa de forma solidária e desinteressada, contribuindo com o seu patrocínio, os seus saberes e o seu esforço para a manutenção e funcionamento da instituição com o respeito pelas Convenções de Genebra, pela proteção dos distintivos da Cruz Vermelha e servir com prontidão em caso de emergência. Compromisso consciente e voluntário em que acatem, respeitem e pratiquem os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha, os Estatutos, os Regulamentos e demais normas que regem a Cruz Vermelha Portuguesa. Têm como deveres especiais os da Lealdade, Obediência, Solidariedade e Zelo no momento do seu ingresso e após uma fase de formação. Comprometem-se a colaborar com os serviços da instituição, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra. Baseiam a sua atuação de acordo com os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha, do Direito Internacional Humanitário, dos Direitos Humanos Fundamentais, dos Ideais da Paz, do Respeito Mútuo e do Entendimento Universal entre os homens e os povos. A Cruz Vermelha identifica-se pela cruz vermelha em fundo branco, conforme a Convenção de Genebra de 26 de agosto de 1949. O distintivo privativo da Cruz Vermelha tem a sua designação e emblema inalteráveis e é objeto de reconhecimento universal como significado da neutralidade, assume os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha e confere a quem estiver autorizado a usá-lo, proteção nos termos do disposto nas Convenções de Genebra”.
Em seguida, o Major Luís da Silva Marques proferiu então uma alocação de Homenagem ao Voluntário.
Seguiu-se a apresentação da Bandeira da Cruz Vermelha Portuguesa com a Dr.ª Vânia, coordenadora da Área Social.
O representante da Comissão Administrativa agradeceu a presença de todos, sublinhando que a Cruz Vermelha Portuguesa “é uma instituição humanitária de caráter voluntário pela atitude de voluntariado que constitui a sua essência”, realçando o papel dos voluntários da instituição, que é “a maior rede humanitária do mundo”, fazendo de seguida um pouco de história sobre o trabalho humanitário que esteve na origem e continua a estar no cerne da ideia base da construção da Cruz Vermelha, co-fundada pelo primeiro Nobel da Paz, Henry Dunant, felicitando “a direção da delegação na pessoa do seu presidente, Sr. António Pontes, bem como o coordenador local de emergência, Sr. Rui Martins, e ainda o diretor executivo, Dr. Rui Paixão por terem tornado possível mais este ato de renovação de membros da Cruz Vermelha Portuguesa, dando-lhes competência para servirem, em geral, a comunidade e, em especial, as pessoas que têm o seu centro de vida nos concelhos de Albufeira e de Silves”.
Seguidamente, o coordenador local de emergência, Rui Martins, leu os Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha.
Origem da Cruz Vermelha
Ao presenciar o sofrimento na frente de combate na Batalha de Solferino em 1859, Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros. Desta sua experiência resultou o livro Un souvenir de Solferino, publicado em 1862, onde sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra, e propunha a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra.
Em 1863, incitado por Gustave Moynier e apoiado por Guillaume-Henri Dufour (o General Dufour) e os médicos Louis Appia e Théodore Maunoir – o chamado O Comitê dos Cinco – criam o que se chamava na altura comité international de secours aux blessés (Comité internacional de socorro aos feridos) reconhecida no ano seguinte pela Convenção de Genebra e que viria a ser o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
De personalidade altruísta, Dunant não teve sorte nos seus negócios, acabando por se isolar em Heiden, na Suíça. Após adoecer, esteve internado no hospital desta vila Suíça, onde veio a falecer em 1910.
Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve





