As recentes eleições para o Parlamento Europeu, onde a CDU alcançou todos os objectivos traçados (mais votos, maior percentagem e mais eleitos), constituíram uma importante derrota dos partidos do Governo para a qual a luta dos trabalhadores e do povo português e a intervenção coerente do PCP e dos seus aliados da CDU deram a mais decisiva contribuição.
No Algarve, a CDU obteve 14 906 votos, correspondendo a 14% dos votantes, confirmando um crescimento sustentado em sucessivas eleições – Assembleia da República, Autarquias Locais e Parlamento Europeu – e o crescente apoio dos trabalhadores e das populações algarvias, às posições e propostas do PCP e dos seus aliados da CDU. Chamamos ainda atenção para o facto de a CDU ter subido a sua votação nestas eleições em 15 dos 16 concelhos, com um crescimento global de 24% da sua massa eleitoral, tendo sido a segunda força política mais votada em Aljezur, Silves e Vila Real de Santo António, facto tanto mais valorizável quanto se assistiu a um crescimento dos níveis de abstenção.
No Concelho de Lagos a CDU obteve 1071 votos, correspondendo a 15,14% da votação, o que significa um aumento de 204 votos e de 4,16% em relação as anteriores eleições para o Parlamento Europeu.
De realçar que os partidos que suportam o Governo – PSD/CDS registaram uma estrondosa derrota com a perca de mais de 10% da sua votação correspondendo a menos 949 votos, sendo a maior derrota de sempre registada no concelho de Lagos pelos partidos da direita, mas também, a perda significativa de votos pelo conjunto dos partidos da troika interna -PS, PSD e CDS – que, somados, ficaram abaixo dos 50% no concelho. Estes resultados, para além de confirmarem o crescente reconhecimento das responsabilidades destes três partidos no caminho de desastre nacional que tem sido imposto ao país, inserem-se também, na cada vez maior consciência quanto à necessidade de uma ruptura com a política de direita, que abra caminho, a uma política patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo português.
Os resultados alcançados pela CDU no concelho, na região e no país dão mais força à luta dos trabalhadores e do povo. Uma luta que, tendo como objectivo imediato a demissão deste Governo e a convocação de eleições antecipadas – e daí a apresentação de uma moção de censura que irá ser discutida dia 30 na Assembleia da República -, coloca no centro das suas prioridades a exigência da renegociação da dívida pública nos seus prazos, juros e montantes; o aumento dos salários e pensões e a valorização dos direitos dos trabalhadores; a promoção da produção nacional; a valorização dos serviços públicos; a taxação efectiva da banca, da especulação financeira e dos grandes negócios e o alívio dos trabalhadores e dos micro, pequenos e médios empresários; a recuperação para o controlo público dos sectores básicos e estratégicos da nossa economia; a afirmação da nossa soberania e o respeito pela vontade e aspirações do nosso povo.
Em Lagos, ao mesmo tempo que reafirma o seu compromisso com os trabalhadores e as populações, patente na sua activa intervenção ao longo dos anos e que esteve muito evidente na recente campanha eleitoral onde contactou largos milhares de algarvios, o PCP intensificará a sua acção pela abolição de portagens na Via do Infante, pela requalificação da EN 125, pela defesa do Serviço Nacional de Saúde, pela defesa do Hospital de Lagos, contra o encerramento de serviços públicos designadamente escolas, repartições de finanças e tribunais, pelo aproveitamento das potencialidades regionais nas pescas, na agricultura e na indústria, pelo combate ao desemprego que atinge esta região como mais nenhuma outra.
Aos muitos eleitores que confiaram o seu voto à CDU em Lagos, o PCP reafirma o seu compromisso e dos seus agora três eleitos no Parlamento Europeu de, no seguimento da sua intervenção de sempre, honrar o voto e a palavra dada e trabalhar para defender os interesses de Portugal e do povo português perante a União Europeia.
Por: Comissão Concelhia de Lagos do PCP
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