Saúde

Nova esperança no tratamento da insuficiência cardíaca, desenvolvida pela Novartis, pode prevenir 1 em cada 5 mortes

  • Pela primeira vez, passados mais de 20 anos, uma nova terapêutica, demonstra resultados superiores à terapêutica de 1ª linha atualmente utilizada em pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca1
  • No estudo PARADIGM–HF doentes com Insuficiência Cardíaca (IC) tratados com LCZ696 sofreram menos hospitalizações e apresentaram menor risco de morte por causas CV e de mortalidade por qualquer causa1
  • A insuficiência cardíaca caracteriza-se pela incapacidade do coração bombear sangue suficiente para todo o corpo e causa mais mortes do que alguns tipos de cancro em estádios avançados, como o cancro da mama e o cancro do cólon4
  • Em Portugal estima-se que mais de 300 mil pessoas* sofrem desta doença17

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No decorrer do Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, a Novartis anunciou os resultados do estudo PARADIGM–HF, o maior ensaio clínico alguma vez realizado em pessoas que sofrem de Insuficiência Cardíaca.

O PARADIGM-HF avaliou a eficácia e segurança do LCZ696, um fármaco em investigação e o primeiro de uma nova classe que atua em múltiplas vias dos sistemas neurohormonais do coração5.

Cerca de 26 milhões de pessoas vivem com Insuficiência Cardíaca (IC) na Europa e EUA2, com um elevado risco de morte e baixa qualidade de vida3,4. A doença é um elevado fardo para a economia mundial, custando mais de 81 mil milhões de euros/ano, valor que se poderá duplicar em 20303,12,13,14,15.

Os dados agora publicados no The New England Journal of Medicine1 revelam que o LCZ696 reduziu o risco de morte por causas cardiovasculares em 20% (p<0.001); o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca em 21% (p<0.001) e o risco de morte por todas as causas em 16% (p<0.001).

O Coordenador Nacional do estudo PARADIGM-HF, Prof. Silva Cardoso, do Hospital de São João, considerou que “este estudo, que comparou uma nova terapêutica com o tratamento standard, revelou-se plenamente positivo e é suscetível de alterar o paradigma vigente do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção deteriorada”.

A Prof. Cândida Fonseca, do Hospital São Francisco Xavier, investigadora do estudo, considera que “no contexto da terapêutica da IC com fração de ejeção reduzida, uma polifarmácia de difícil adesão para os doentes, os resultados deste estudo são impressionantes quanto à eficácia na redução da mortalidade, não só cardiovascular como por todas as causas, e da re-hospitalizacao por IC, bem como na demonstração da segurança nos vários sub-grupos de doentes e contextos da doença (co-morbilidades)”. Acrescentou também que “de suma importância é ainda o facto de não se tratar de adicionar mais um fármaco à terapêutica convencional da IC com fração de ejeção reduzida, mas sim de uma proposta de substituição de IECA/ARA (pedra basilar da terapêutica atual) por um só fármaco com duplo mecanismo de ação e mais-valias comprovadas”.

O LCZ696 é o primeiro fármaco de uma nova classe com um mecanismo de ação único e que se julga ser capaz de reduzir a sobrecarga do coração em falência5,6,7. Atua aumentando os efeitos protetores do sistema neurohormonal cardíaco (o sistema NP, péptidos natriuréticos) enquanto suprime simultaneamente o sistema prejudicial (o sistema renina-angiotensina-aldosterona, SRAA) 5,7.

Os fármacos disponíveis para o tratamento da Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida apenas atuam pelo bloqueio dos efeitos prejudiciais5,7. Apesar das terapêuticas disponíveis, a mortalidade permanece muito elevada com mais de 50% dos doentes a não sobreviver nos 5 anos após o diagnóstico de insuficiência cardíaca8,9,10,11.

Sobre a Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma situação clínica debilitante e potencialmente fatal, em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para todo o corpo. Sintomas como dificuldade em respirar (dispneia), fadiga e retenção de líquidos podem surgir lentamente e agravar-se ao longo do tempo, com um impacto significativo na qualidade de vida3,13. A IC é um problema significativo e crescente de saúde pública com uma elevada necessidade terapêutica. Em cada ano, a IC tem um impacto de 108 mil milhões de dólares/ano na economia mundial, sendo que 60-70% destes custos são relativos a hospitalizações15,16.

Sobre a Novartis

A Novartis fornece soluções de saúde inovadoras destinadas a dar resposta às necessidades em constante evolução dos doentes e da sociedade. Sediada em Basileia, na Suíça, a Novartis dispõe de um portefólio diversificado para responder da forma mais adequada a essas necessidades: medicamentos inovadores, cuidados oculares, genéricos económicos, vacinas preventivas e medicamentos de venda livre e produtos de saúde animal. A Novartis é a única empresa global com posições de liderança em todas estas áreas. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 135 mil colaboradores, desempenhando as suas atividades em mais de 150 países. Para obter mais informações, visite http://www.novartis.com.

*de acordo com a prevalência determinada pelo estudo EPICA aplicada à população censos 2011

Referências:

  1. McMurray JJV et al. Angiotensin-Neprilysin Inhibition versus Enalapril in Heart Failure, N Engl J Med 2014; DOI: 10.1056/NEJMoa1409077 e Jessup, M. (2014). Editorial Neprilysin Inhibition — A Novel Therapy for Heart Failure, 1–3.
  2. Ambrosy AP et al. J Am Coll Cardiol 2014;63:1123–33. doi: 10.1016/j.jacc.2013.11.053
  3. Gheorghiade M, Pang P, Acute heart failure syndromes, Journal of the American College of Cardiology 2009; 53 (7):557-73
  4. Harrison’s ‘Principles of Internal Medicine’, Seventeenth Edition pages 1442 – 1455
  5. McMurray JJ, Packer M, Desai AS, et al. Dual angiotensin receptor and neprilysin inhibition as an alternative to angiotensin-converting enzyme inhibition in patients with chronic systolic heart failure: rationale for and design of the Prospective comparison of ARNI with ACEI to Determine Impact on Global Mortality and morbidity in Heart Failure trial (PARADIGM-HF). Eur J Heart Fail 2013;15,1062–1073 (doi:10.1093/eurjhf/hft052)
  6. Langenickel TH et al. Angiotensin receptor-neprilysin inhibition with LCZ696: a novel approach for the treatment of heart failure. Drug Discovery Today: Therapeutic Strategies.2012, Vol 9. No.4
  7. Solomon SD et al. The angiotensin receptor neprilysin inhibitor LCZ696 in heart failure with preserved ejection fraction: a phase 2 double-blind randomised controlled trial. Lancet. 2012;380:1387–95
  8. Lloyd-Jones et al. Heart disease and stroke statistics–2010 update: a report from the American Heart Association. 2010;121:e46-215
  9. Zannad F. et al, Heart failure burden and therapy, Europace 2009, 11; v1-v9.
  10. Loehr LR, Rosamond WD, Chang PP, Folsom AR, Chambless LE. Heart failure incidence and survival (from the Atherosclerosis Risk in Communities study). Am J Cardiol. 2008;101(7):1016
  11. Doughty R.N., The survival of patients with heart failure with preserved or reduced left ventricular ejection fraction: an individual patient data meta-analysis, European Heart Journal (2012);33(14):1750-1757
  12. Novartis press release ‘PARADIGM-HF trial of Novartis’ LCZ696 for chronic heart failure stopped early based on strength of interim results’ issued on March 31, 2014
  13. Mosterd A, Hoes, A, Clinical epidemiology of heart failure, Heart 2007;93:1137
  14. Cook C, Cole G, Asaria P, Jabbour R, Francis DP. The annual global economic burden of heart failure. Int J Cardiol. 2014.;171(3):368-76
  15. Neumann T, Biermann J, Erbel R, Neumann A, Wasem J, Ertl G, et al.,. Heart failure: the commonest reason for hospital admission in Germany: medical and economic perspectives. Dtsch Arztebl Int. 2009;106:269–75.
  16. Stewart S, Jenkins A, Buchan S, McGuire A, Capewell S, McMurray JJ. The current cost of heart failure to the National Health Service in the UK. Eur J Heart Fail. 2002 Jun;4(3):36-71.
  17. Ceia F, Fonseca C, Mota T, Morais H, Matias F, de Sousa A, Oliveira A; EPICA Investigators. Prevalence of chronic heart failure in Southwestern Europe: the EPICA study. Eur J Heart Fail. 2002 Aug;4(4):531-9

Por: Gabinete de Comunicação Novartis e LPM Comunicação

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