Algarve

Deputados algarvios, empresários e entidades reuniram-se na UAlg para discutir o setor do Mar

“A Clusterização do mar e as atividades no mar” serviu de mote para um seminário, organizado pela Comissão de Agricultura e Mar (CAM) – Assembleia da República, que se realizou no dia 20 de janeiro, no anfiteatro Teresa Júdice Gamito (edifício 1), Campus de Gambelas da Universidade do Algarve.

A sessão de abertura foi presidida por Vasco Cunha, presidente da Comissão de Agricultura e Mar, e por António Branco, do Reitor da Universidade do Algarve.

No primeiro painel, onde se pretendia analisar a “realidade internacional versus a realidade nacional”, destacou-se a participação de José Roças Esteves, da Sociedade de Avaliação de Empresas de Risco, que se centrou no ” hypercluster do mar”, composto por 13 clusters. O orador defendeu que os 3 principias clusters da economia portuguesa são: “os portos e transportes marítimos”, a “náutica de recreio e turismo náutico” e a “energia, minerais e biotecnologia.” José Roças Esteves focou ainda a fraca capacidade dos portos portugueses e o potencial económico da aquacultura, que em Portugal é zero, comparando-o com a Grécia, que produz 17 vezes mais, Espanha, com uma produção 40 vezes superior, e a Noruega, que produz 100 vezes mais pescado do que Portugal (7 mil toneladas).

João Vargues, vice-presidente da Maralgarve, Associação para a Dinamização do Conhecimento e da Economia do Mar no Algarve, falou sobre “A experiência do Mar Algarve”, alertando para a urgência de criar um simplex para o setor porque precisa de “uma máquina do Estado, que funcione de forma célere”. Para João Vargues tem de existir uma clara separação entre a administração e as autoridades.

No segundo painel, intitulado “As actividades do mar: a investigação e a preservação dos recursos vivos”, foram apresentadas três palestras: José Guerreiro, professor da Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa, fallou sobre “ A economia do mar e a sua interligação com o território”; Adelino Canário, professor catedrático e coordenador do Centro de Ciências do Mar da UAlg, alertou para a importância da “investigação científica”; e Miguel Sequeira, da direção-geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, focou a relevância da  “preservação ambiental”.

Os vários grupos parlamentares que integraram a comitiva da Assembleia da República, também foram chamados a intervir, num espaço de opinião onde os puderam apresentar a sua perspetiva sobre o tema em destaque.

Para encerrar a sessão, estiveram presentes João Botelho, presidente do Conselho Intermunicipal do Algarve, e David Santos, presidente da Comissão de Coordenação para Desenvolvimento Regional (CCDR).

Por: UAlg

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