Loulé

Rota Loulé Social de visita à Casa da Primeira Infância

O Conselho Local de Ação Social da Rede Social de Loulé efetuou esta sexta-feira, dia 1 de abril, uma visita à Casa da Primeira Infância, em Loulé, integrada na iniciativa ‘Rota Loulé Social’, uma ação que assume um papel impulsionador no fomento de uma articulação próxima entre as várias instituições que operam no Concelho.

Fundada a 10 de Junho de 1945 por Maria José Soares Cabeçadas Ataíde e Ferreira e Catarina do Carmo Pinto Farrajota, a Casa da Primeira Infância, de Loulé, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), de Utilidade Pública, sem fins lucrativos.

No início do século XX, a assistência social era inexistente em Loulé, o que muito dificultava a vida das mães que necessitavam de trabalhar e não tinham onde deixar os seus filhos de tenra idade. Para além deste problema, existiam também outros, relacionados com as crianças abandonadas, os chamados “expostos”, bem como com as crianças oriundas de famílias carenciadas.

Nessa altura, a assistência às crianças abandonadas era feita pelo município, através do pagamento de amas, de tratamentos realizados pelos médicos municipais e do fornecimento de medicamentos gratuitos até aos 8 anos.

Graças à existência de pessoas de boa vontade, muito preocupadas com o bem-estar do próximo e a ajuda aos mais carenciados, principalmente as crianças, nasce em Loulé a primeira associação de solidariedade social criada no período pós guerra no concelho e no Algarve, denominada “Casa da Primeira Infância”, também conhecida como “Creche de Loulé” ou “Centro de Assistência Polivalente de Loulé”, tendo como linhas principais de orientação, proteger, amparar, alimentar e tratar da saúde de crianças pobres, enquanto as mães se ausentavam por motivos de trabalho.

Hoje, tem como objetivos:

– Apoiar a família e colaborar com esta numa participação efetiva no processo educativo da criança;

– Promover o desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social da criança, quer através de experiências individuais quer em grupo, adaptadas à expressão dos seus interesses;

– Assegurar os cuidados de higiene e alimentação adequados à idade das crianças;

– Proporcionar vivências diversificadas de acordo com os interesses e expectativas das crianças, como forma de integração social;

– Desenvolver a auto – estima e a comunicação na criança.

– Detetar deficiências físicas, psicomotoras, sócio-afetivas, social e culturais, despistando inadaptações e deficiências;

– Fazer a articulação entre o Jardim-de-Infância e o Ensino Básico, de modo a que todo o processo de desenvolvimento sócio-educativo e da personalidade da criança, tenha continuidade, permitindo assim uma maior rentabilidade no seu processo educativo;

– Proporcionar às crianças momentos de socialização, de forma a vivenciar novas experiências;

– Prevenir situações de marginalização infantil através de uma atuação adequada;

– Ser agente de divulgação da realidade que é a infância e dinamizador de ações de bem-estar e de desenvolvimento das crianças;

– Integrar a família para que esta tenha um papel ativo e responsável na Educação da criança;

– Educar a criança para uma sociedade em permanente mudança;

– Desenvolver o espírito crítico e a autonomia da criança.

Atualmente, as suas valências são: Creche; Pré-escolar / Jardim de Infância; Atividades de Enriquecimento Curricular; CAT Os Miúdos; Projeto Aprendiz@rte; Apoio Psicológico.

Saiba mais sobre a Casa da Primeira Infância

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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