Loulé

“Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental” | Workshop deu a conhecer resultados para Loulé

No âmbito do projeto “Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental”, Loulé recebeu um workshop técnico com o biólogo André Carapeto, membro da Sociedade Portuguesa de Botânica e coordenador desta ação de âmbito nacional, cujo principal objetivo foi dar a conhecer o projeto, iniciado em 2016, como ferramenta para a conservação das plantas ameaçadas no nosso país, em particular no município de Loulé.

Neste momento foram apresentados os principais resultados deste projeto para Loulé: 1160 plantas têm ocorrência registada no concelho, isto é, cerca de 35% do total de plantas vasculares registadas em Portugal continental, sendo que 94 destas plantas foram avaliadas no âmbito do projeto da “Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal”. Por outro lado, segundo as categorias e critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza, 39 destas plantas encontram-se ameaçadas (criticamente em perigo, em perigo e vulnerável), 24 quase ameaçadas, 29 pouco preocupantes e 2 com informação insuficiente.

Quanto ao workshop, realizado no Centro Ambiental de Loulé, o primeiro dia, mais de carácter teórico, foi dedicado aos conceitos base, ao projeto em si, à situação no município de Loulé, com a apresentação das plantas ameaçadas e quase ameaçadas e das principais ameaças e medidas de conservação. Já no segundo dia, realizaram-se saídas de campo, para a observação de áreas de dunas e pinhal, em bom estado de conservação (Zona do Litoral – Ancão), e para a observação de matos mediterrânicos, em bom estado de conservação (Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola) e respetivas espécies a conservar. Refira-se que esta primeira edição do workshop técnico dedicado a esta temática contou com 18 participantes, entre técnicos e chefias da autarquia de Loulé (Divisão de Ambiente, Unidade Operacional de Ação Climática e Economia Circular, Divisão de Urbanização e de Edificação, Unidade Operacional de Proteção Civil) e representantes do Conselho Consultivo, das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola, nomeadamente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, da Agência Portuguesa do Ambiente, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão e da Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

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