Ultrapassar dificuldades. Olhar em frente
NERA: PRESENTE!

Ninguém sabe quando e como vai terminar a crise provocada pela pandemia do COVID-19.
Em poucas semanas a vida do país alterou-se profundamente. A economia está à beira de uma crise de evolução imprevisível. Vivemos um preocupante quadro de incerteza política e económica, europeia e mundial.
Os empresários do Algarve, como cidadãos responsáveis que são, consideram que a questão fundamental e prioritária é sem dúvida a saúde e a vida dos portugueses.
Mas ao mesmo tempo, pela sua responsabilidade social perante o país e a região, têm de ser capazes de enfrentar o quadro económico que aí vem.
Os empresários do Algarve têm de preparar, desde já, uma estratégia de intervenção capaz de responder ao impacto da crise imediata e de médio prazo, na economia do Algarve.
É o futuro das empresas, do emprego e da própria região que o exige.
Pontos de partida incontornáveis
Primeiro. Turismo. O Turismo internacional vai ser um dos setores mais atingidos pelas consequências da epidemia de coronavírus. É a opinião de credenciados economistas e observadores. E também do NERA.
É fácil perceber que uma diminuição das viagens internacionais, nomeadamente na Europa, o maior destino turístico do mundo (50%), terá consequências para Portugal e para o Algarve, pois é daí que provêm mais de 85% dos turistas estrangeiros que recebemos.
Segundo. Portugal. O Turismo é não só um dos principais setores da economia nacional (14,6% do PIB), como o maior setor exportador do país (19 mil milhões euros/2019).
Terceiro. Algarve. O Turismo é não só o principal setor económico, como constitui o motor da economia da Região. Investimento. Empresas. Emprego.
Quarto. O Algarve, além de ser o principal destino turístico do país (de nacionais e estrangeiros), contribui para cerca de metade dos valores referidos.
Uma quebra abrupta de receitas do Turismo teria consequências graves no PIB do país, na sua Balança Comercial de Bens e Serviços e também na dívida externa.
O Algarve seria também a região mais penalizada com consequências incalculáveis na sua economia e, desde logo, nas empresas e no emprego.
O Algarve, por exemplo, no conjunto dos meses de março, abril, maio e junho de 2019, registou 1,8 milhões de hóspedes (80% estrangeiros), com 7,3 milhões de dormidas (80% estrangeiros). Valores que representam cerca de 35% do total do ano na região e de 10% no país.
Se imaginarmos uma acentuada quebra da chegada de turistas, podemos ter uma ideia das graves consequências no plano financeiro, para as empresas e a economia da Região.
O enfraquecimento do Turismo põe em causa dois níveis de realidades.
Uma, é o impacto na Economia não só do Algarve, mas do país.
Outra, tem a ver com a sobrevivência das empresas e o emprego na região.
ALGARVE
A realidade económica e empresarial da região é complexa e não pode ser abordada de forma simplista e superficial.
A Economia do Algarve tem como principal setor, sem qualquer dúvida, o Turismo. Que, por sua vez, é resultante de uma rica e variada constelação de atividades e empresas, que, juntamente com o alojamento e a restauração, convergem no universo do Turismo.
No Algarve existem cerca de 60 mil empresas registadas (40 mil em nome individual e 20 mil sociedades).
Uma realidade que responde não só à procura dos Turistas como da população residente, de nacionais (400 mil) e estrangeiros (dezenas de milhares).
Os turistas no Algarve (5 milhões de hóspedes em 2019, com 21 milhões de dormidas – das quais mais de 70% de estrangeiros) contratam alojamento e consomem bens e serviços nas próprias unidades (sobretudo em hotéis, que representam mais de 90 % das dormidas na região). Mas durante a sua estadia (4-5 dias) consomem também, de forma significativa, fora das unidades de alojamento, em todo o território. Acrescente-se ainda os consumos dos muitos milhares de turistas e visitantes nacionais e estrangeiros que não utilizam o alojamento convencional.
Assim, uma quebra abrupta da chegada de turistas à região tem, em primeiro lugar, um impacto no alojamento (sobretudo nos hotéis) e na restauração, mas também um impacto muito relevante no universo mais vasto de empresas da economia global do Algarve.
A realidade estrutural do Algarve não deixa dúvidas.
Mais de 80% da riqueza produzida no Algarve (VAB) provem não só de setores que constituem diretamente o núcleo base do Turismo (alojamento, restauração, etc.) como também de outros setores relevantes que nele convergem (comércio, serviços, imobiliária, construção, transportes, etc.), sem os quais o universo do Turismo não funcionaria.
É importante defendê-lo e reforçá-lo.
É PRECISO AGIR
Limitar prejuízos. Preparar o futuro
Preocupações
Como garantir meios financeiros para fazer face às responsabilidades por uma quebra de vendas, de negócios e receitas, perante fornecedores, banca, estado, trabalhadores?
Como resolver eventuais situações de excesso momentâneo de mão de obra?
Medidas já anunciadas
As medidas já anunciadas pelo governo no que diz respeito à economia e às empresas são globalmente positivas. Vêm ao encontro das primeiras preocupações das empresas.
Primeira. Apoio financeiro. Linha de crédito (200 milhões para todo o país) para apoiar a tesouraria das empresas que tenham uma quebra abrupta de vendas e de receitas. Positivo.
Segunda. Apoio ao Emprego. Apoio partilhado entre segurança social e empresas, para manter contratos de trabalho (Lay Off) em situações com excesso momentâneo de mão de obra, por quebra de atividade. Positivo.
Terceira. Linha de crédito de 60 milhões de euros para «microempresas do turismo». Positivo.
Preocupações
Primeira: clarificar melhor os pormenores destas propostas.
Segunda: garantir mecanismos de aplicação rápida e simplificada.
NERA PRESENTE!
- Apoiar as empresas da região para aceder a estes programas.
- Atuar junto do governo para a concretização de outras propostas para as empresas da região.
- Colaborar com outras associações e entidades para estes objetivos.

