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ALBUFEIRA | Janeiro com Pintura e Teatro

Três propostas culturais para o primeiro mês do ano de 2022 no concelho de Albufeira: a obra a partir de uma investigação sobre a forma do círculo, de Noélia Encarnação, na Galeria Samora Barros, para ver até ao dia 29, sob o título “Circular com sentido”. As outras propostas são a abertura de uma exposição de pintura coletiva no dia 14, “Salpicos do Algarve”, na Galeria Municipal João Bailote e o regresso ao palco do Auditório da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, com “A Noite de Molly Bloom”, numa adaptação do dramaturgo espanhol José Sanchis Sinisterra da obra “Ulisses”, de um dos mais importantes nomes da literatura moderna, o irlandês James Joyce. Sobre o palco, os atores Glória Fernandes e Bruno Martins numa encenação de Luís Vicente. Vai ser na noite do dia 29.

A pintura é a expressão artística que faz abrir as portas da Galeria Samora Barros no início deste ano. Patente até ao dia 29 deste mês de janeiro, está a exposição “Circular com sentido”, de Noélia Encarnação. Natural de Lisboa, mas a residir atualmente m Silves, a autora é licenciada em Design da Comunicação e integrou já vários projetos no âmbito da ilustração infantil, design de moda e design gráfico. Lecionou o 1º ciclo a disciplina de Oficina de Artes durante vários anos.  Nesta exposição há para apreciar diversas obras criadas a partir de uma investigação que a artista a partir de diversos eixos relacionados com circularidade e centralidade, no âmbito da sacralidade e da sua relação com o sentido da vida. “Interpreto obras já existentes produzidas ao longo dos tempos e a natureza onde a geometria sagrada faz parte de uma forma extraordinariamente evidente. Baseio-me na numerologia, no simbolismo das cores dos sete chacras, cores que produzem diferentes frequências de ondas de energia enaltecendo sensações e emoções”, diz a autora, que recorre ainda à geometria sagrada e à simbologia dos elementos individuais e das formas. “Na minha investigação destaca-se a forma circular que simboliza a origem de todas as formas subsequentes a esta. O círculo simboliza também o primeiro, a semente, a essência, a base, o construtor e a unidade”.

Por seu turno, a Galeria Municipal João Bailote abre as portas no dia 14, a uma exposição coletiva de pintura dos alunos da Academia de Artes de Lídia de Almeida. O tema é a paisagem algarvia e daí o título “Salpicos do Algarve”. Lídia Almeida é natural de Faro, licenciada pela Escola Superior de Belas Artes da Venezuela e mestre em Arte Inca. Especializou-se em diversas técnicas, leciona e é formadora, participando em várias exposições a nível nacional e em Espanha. Em 1990 concretiza um sonho e assim nasce o seu Atelier de Ensino, frequentado por pessoas de diversas profissões e faixas etárias. Segundo o texto que acomoanha esta exposição, na  “Academia de Arte que Lídia de Almeida criou há mais de 30 anos já passaram dezenas de alunos. Crianças ou adultos de idade avançada, mulheres ou homens, com maior ou menor vocação, todos, continuam a ter aí uma oportunidade de aprender” num “encontro com a dinâmica transformadora da Arte”. Para ver até 11 de fevereiro.

Quase no final do mês, a 29, o teatro regressa ao Auditório Municipal de Albufeira, com o espetáculo “A Noite de Molly Bloom”, pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve. Sobre o palco, os atores Glória Fernandes e Bruno Martins dão vida às personagens extraídas do romance mais notável do irlandês James Joyce, “Ulisses”, numa adaptação cénica feita pelo dramaturgo e encenador espanhol, José Sanchis Sinisterra. Leopold Bloom é casado com Molly e faz um períplo de 20 horas pela cidade de Dublin. Chega extenuado a casa e quando adormece, a mulher é acometida por uma insónia. E assim começa um solilóquio torrencial, fragmentado, sobre sexo, matrimónio e relações conjugais. Molly queixa-se ainda das infidelidades do marido e das suas manias e ao dar conta dos efeitos que o passar do tempo opera no corpo das mulheres, lembra as imposições das convenções sociais e religiosas. Tudo isto, sem sair do quarto, num texto à altura da obra que o inspirou. A encenação tem a assinatura de Luís Vicente, o diretor da ACTA. Com início às 21h30, o espetáculo é para maiores de 16 anos de idade e os bilhetes, a 5 €,  já podem ser adquiridos na Galeria Municipal João Bailote (dias úteis das 9H30-12H30; 13H30-17H00) ou no dia do espetáculo, no Auditório Municipal (das 19H30 às 20H30). Mais nformações através dos contactos 289 599 645 ou 289 246 948.

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