Hoje no Café Calcinha, em Loulé, entre as 17h e as 19h, irá ser assinalado o 1º Aniversario das Famílias Aleixo (acolhimento familiar no Algarve).

No decorrer do evento, será apresentada a resposta social de acolhimento familiar no Algarve (entidades responsáveis Fundação António “Famílias Aleixo” e AIPAR – Associação de Proteção à Rapariga e à Família em Faro), bem como os dados sobre este 1º ano da resposta social das Famílias Aleixo interveniente nos concelho de Loulé, São Brás de Alportel, Olhão, Albufeira, Lagos, Monchique, Vila do Bispo e Aljezur, sendo os restantes concelhos do Algarve geridos pela AIPAR.
Será também apresentada a campanha de angariação de fundos no decorrer do ALUT (Algarviana Ultra Trail) apadrinhada pelo Filipe Conceição, lida uma historia que aborda o acolhimento familiar e convidadas algumas instituições e individualidades para apadrinhamento das “Famílias Aleixo”.
A Fundação António Aleixo abraçou o desafio de ser instituição de enquadramento da Resposta Social – Famílias de Acolhimento. As Famílias Aleixo são uma Resposta Social de Acolhimento Familiar com a abrangência distrital, em que a entidade de enquadramento é a Fundação António Aleixo.
Tem como principal missão a promoção dos direitos e garantias das crianças, consagrado pela convenção sobre os direitos da criança. “Uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos”.
A referida resposta social surge com a aprovação do decreto lei 139/2019, de 16 setembro e teve início em novembro de 2022, cujo objetivo é promover o acolhimento familiar, no distrito de Faro, de crianças dos 0 aos 6 anos, sendo responsável pela resposta nos concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Olhão, Albufeira, Lagos, Monchique, Vila do Bispo e Aljezur.
Os restantes concelhos serão trabalhados pela AIPAR, com sede em Faro.
A fase inicial da vida é extraordinariamente relevante para a arquitetura do cérebro em maturação, tendo impactos na saúde e no desenvolvimento físico e cognitivo, segurança emocional e apego, identidade cultural e pessoal e desenvolvimento de competência da criança.
“É na família que as crianças se transformam em pessoas com uma vida mental organizada, que aprendem a amar, porque têm a experiência de terem sido, um dia, sonhadas e amadas”.
Os efeitos nefastos da carência ou privação, total ou parcial, dos cuidados maternos, resultantes da interação insuficiente entre a criança e o sujeito, pela ausência de uma figura cuidadora ou pela descontinuidade e insegurança nas relações estabelecida, poderão ser minimizadas quando é oferecida à criança uma figura de vinculação de substituição. Na ausência da figura materna, ela pode estabelecer uma relação estável e reasseguradora, minimizando a experiência de privação e os danos daí decorrentes com figuras parentais de substituição.
Perante esta realidade, o projeto está empenhado em trabalhar para que TODAS AS NOSSAS CRIANÇAS tenham direito a crescer numa família.



