Quarteira

José Cid deslumbrado com Quarteira deslumbrada com José Cid

Muito embora o Dicionário de Língua Portuguesa seja muito rico em adjetivos, é difícil qualificar o momento que Quarteira viveu na noite de ontem, 25 de julho, no segundo dia do Dunas Sunset. José Cid foi a estrela da noite e não precisa de apresentações. Não obstante, o que aconteceu foi muito para além do que se podia esperar.

Do alto dos seus 82 anos, protagonizou um concerto de quase 3 horas, completamente deslumbrado com o público de Quarteira, ele próprio igualmente deslumbrado com o que ia acontecendo em palco.

Um tremendo concerto com José Cid a apresentar uma voz poderosa, acompanhado de músicos de excelência, com música vibrante, muito rock, galvanizando o imenso público que enchia o recinto, cantando em coro praticamente todos os temas.

Ao interpretar o tema “Amanhã de Manhã” (Doce), ligou em direto para Tózé Brito (autor do tema, em parceria com Mike Seargent), dizendo que tinha algo urgente para lhe mostrar, o imenso público em Quarteira a cantar em coro esse tema.

Outro momento marcante foi a portentosa interpretação do tema “Born To Be Wild”, do filme Easy Ryder, em memória dos 3 motards falecidos dias antes aquando da Concentração Internacional de Motos de Faro.

José Cid trouxe alguns convidados, designadamente os irmãos Toni e Vasco Moura, residentes em Portimão, membros da maior banda de rock portuguesa dos anos 60/70, Psico, que levaram o público ao rubro com os temas “Wish You Were Here” (Pink Floyd) e “Smoke on the Water (Deep Purple); e Mário Mata, que interpretou 3 temas, entre os quais o incontornável “Não Há Nada P’ra Ninguém”.

Num concerto com muitas histórias e muito sentido de humor, José Cid revelou que vai estar novamente em Quarteira a atuar na Festa do Pontal (Rentrée do PSD) e que só aceitou com uma condição, que a festa fosse aberta ao público, pelo que se antevê mais uma grande noite na cidade, dessa vez no magnífico cenário do Calçadão.

José Cid revelou ainda que pretende realizar 3 concertos de solidariedade no Algarve (Quarteira, Portimão e S. Brás de Alportel) no próximo ano, com as receitas a reverterem a favor de causas sociais à consideração das respetivas autarquias.

Em conclusão, tratou-se de um concerto bom de mais para ser verdade, ultrapassando as perspetivas mais otimistas, com José Cid melhor que nunca, um artista que atravessa gerações há mais de 60 anos e continua a arrastar multidões.

No final do concerto, o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto, brindou José Cid com uma lembrança dos 25 anos de Quarteira elevada a Cidade.

José Cid, uma lenda viva da música portuguesa, é conhecido por cruzar estilos e atravessar gerações, mantendo o rock como sua base primordial. Há alguns anos, ele se autointitulou “a mãe do rock português”, em resposta à rotulagem de Rui Veloso como o pai desse gênero musical. Embora Rui Veloso tenha desencadeado a explosão do rock em português com o seu álbum “Ar de Rock”, em 1980, José Cid já tinha um currículo ligado ao rock cantado em Português desde os anos 60, incluindo a sua participação no mítico Quarteto 1111. Além disso, o seu álbum “10.000 anos depois entre Vénus e Marte”, lançado na década seguinte, é uma pérola para os amantes do rock progressivo. Atualmente, José Cid continua a fazer rock e o seu álbum mais recente, intitulado “Depois logo se vê”, mistura a sonoridade das guitarras elétricas com elementos da música popular.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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