- Nova criação de dança contemporânea de José Laginha e Marlene Vilhena
- “… e vi o céu” olhar para além das bombas, para as estrelas
- Estreia a 5 de outubro no Cineteatro Louletano

| sinopse o astrofísico Suleiman Baraka pôs crianças palestinianas a olhar para lá das bombas, para as estrelas, é a maneira de se sentirem livres no seu próprio território; look up here, i’m in heaven, escreveu David Bowie antes da sua morte para nós escutarmos depois, podia ter sido um verso do seu haiku final, mas fez diferente; o príncipe Andrei em Guerra e Paz, é atingido, cai para trás, e deitado deixa de ver a guerra, só vê o céu e as nuvens. “Não se olha nunca para trás. É isso que distingue a guerra de outras maneiras de morrer. Nuns casos diz-se adeus e noutros, não. Na guerra, o que está dentro da pessoa tem que se atirar para a frente, como pedras. Cada um vem a ser a própria pedra, de modo a não ter fome, não ter frio, não ter medo. A pedra é o milagre.” “Um bailarino na batalha”, Hélia Correia |
| “… e vi o céu” propõe uma reflexão não linear sobre a superação e a transcendência, partindo de memórias, de experiências pessoais, mas também de acontecimentos reais que impelem a contemplar e a celebrar a vida e a natureza. A nova criação de José Laginha e Marlene Vilhena convoca também a palco a música de José Salgado e excertos de SUPERNATURAL, filme de Jorge Jacóme e André e. Teodósio. A guerra, a luta por um território e até pelo mais básico são uma realidade que se pode transmutar num projeto de superação e elevação como o do astrofísico palestiniano Suleiman Baraka, que nos desafia a olhar para além das bombas, para as estrelas. “…e vi o céu” é uma coprodução do Teatro das Figuras e do Cineteatro Louletano, com estreia a 5 de outubro, às 21h00. «Preparar o inevitável poderá ajudar-nos a acolher de forma mais pacífica o futuro e a viver melhor o presente, mas também a apaziguar-nos, a encontrarmo-nos nas perdas e a superar a dor dos que nos deixam, celebrando-os em gestos criativos que potenciam a (nossa) vida. Apesar do desconforto, este é um assunto cada vez mais falado pelos profissionais de saúde – exemplo disso é a carta que o Dr. Mark Taubert, médico de cuidados paliativos, escreveu a David Bowie, ouvida na parte final deste espetáculo, e que integrou a edição de 2017 do Festival Letters Live –, assim como pela sociedade civil, particularmente pelos cuidadores informais, ainda tão desacompanhados. Esta temática é também abordada, cada vez com mais frequência, pelo cinema e pelas artes, como é o caso do último filme de Pedro Almodóvar, The Room Next Door (2024). David Bowie preparou-se, despediu-se deixando-nos Blackstar, onde encontramos Lazarus, um dos temas desse álbum que é tocado ao vivo no espetáculo.» José Laginha e Marlene Vilhena Depois da estreia em Loulé, “…e vi o céu” tem uma segunda apresentação no dia 22 de novembro, sexta-feira, às 21h30, no Teatro das Figuras em Faro. |
| ficha técnica “… e vi o céu” José Laginha e Marlene Vilhena dança contemporânea M/ 12 | 50 min. criação e interpretação José Laginha e Marlene Vilhena texto dramatúrgico Miguel Castro Caldas excertos de Um bailarino na batalha, Hélia Correia carta Mark Taubert para David Bowie tradução e leitura da carta André e. Teodósio composição e interpretação José Salgado, música ao vivo música David Bowie, versões filme SUPERNATURAL, excertos espaço cénico José Laginha desenho de luz Hugo Coelho direção técnica António Martins apoio técnico residência Zé Rui imagem IA, Luís da Cruz, José Laginha produção executiva Ana Margarida Rodrigues assistência de produção Vitória Horta e Daniela Molar residência de criação DeVIR/CAPa coprodução Câmara Municipal de Loulé, Teatro das Figuras a DeVIR é uma estrutura financiada por República Portuguesa – Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes |
| informações para aquisição de bilhetes Apresentação no Cineteatro Louletano público em geral 10 € descontos disponíveis reservas e aquisição de bilhetes 289 400 820 | cinereservas@cm-loule.pt |www.bol.pt + informações 289 828784 | 91 8703415 | 96 8478217 |



