
A Plataforma Água Sustentável[1] considera que o conteúdo do documento divulgado pelo Governo relativamente à Estratégia Agua que Une é incompleto e contraditório, pelo que deixa demasiadas questões por esclarecer.
Como aspectos positivos da Estratégia “Água Que Une”, salientamos as medidas previstas para redução das perdas de água nos Sistemas Urbanos e nos Aproveitamentos Hidroagrícolas Públicos, bem como todas as medidas para melhorar a monitorização e a gestão desses sistemas (e.g. Programa para a Digitalização Integral do Ciclo da Água). Consideramos igualmente positiva a proposta de aumentar a disponibilização de Água para Reutilização (ApR) – Programa Água + Circular.
No entanto, apesar das boas intenções expressas pelos dois Ministérios (MAEN e MAP), a PAS constata que a linha mestra de atuação, particularmente no Algarve, continua a ser prioritariamente, o aumento da oferta de água para a agricultura intensiva, cada vez mais dependente de volumes crescentes deste recurso.
O aumento da oferta de água alimentará um ciclo vicioso que gera ainda maior consumo, ao invés de o diminuir, como seria desejável, para enfrentarmos os desafios que as alterações climáticas colocam, nomeadamente o aumento da escassez de água.
[1] A Plataforma Água Sustentável (PAS) é composta por: A Rocha Portugal; Água é Vida; Associação Amigos da Formoa– Associação de defesa do património ambiental e cultural; AlBio-Associação Agroecológica do Algarve; Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve; CIVIS – Associação para o Aprofundamento da Cidadania; Ecotopia – Associação Ambiental e de Desenvolvimento Sustentável; FALA – Fórum do Ambiente do Litoral Alentejano; Faro 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro; Glocal Faro; LPN – Liga para a Proteção da Natureza; Probaal – Associação para o Barrocal Algarvio; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Regar; ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.
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