Opinião de Francisco Costa, fundador e CEO da Odisseias: A responsabilidade do sucesso omnicanal

Entramos em 2026 num mercado mais maduro, mais informado e, acima de tudo, menos paciente. O consumidor evoluiu. Está mais atento ao preço, mais crítico e mais exigente, mas isso não significa que não esteja disposto a pagar. Pelo contrário. Continua disposto a investir quando reconhece valor, quando sente que a marca simplifica escolhas, respeita o seu tempo e entrega experiências que fazem sentido.
Esta realidade traz uma responsabilidade acrescida para as marcas que cresceram e se afirmaram nos últimos anos. Na Odisseias, temos sido frequentemente apontados como um caso de sucesso omnicanal. Esse reconhecimento orgulha-nos, mas também nos obriga a ser mais exigentes. O desafio já não é provar que o modelo funciona. É garantir que continuamos a crescer de forma equilibrada, sem fricções, sem canibalização entre canais e sem perder de vista aquilo que realmente importa: o cliente e a confiança que deposita em nós.
Acredito cada vez mais que o futuro não está em escolher canais, mas em saber orquestrá-los com inteligência. Online e offline não podem competir entre si. Têm de trabalhar juntos, de forma coerente, fluida e orientada para a mesma experiência. Isso exige decisões mais conscientes, uma leitura integrada dos dados e, sobretudo, a coragem de simplificar. Num mundo saturado de opções, a simplicidade tornou-se uma vantagem competitiva.
Um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto marca é ligar todas as peças do ecossistema digital. Dados, canais, momentos de compra, pós-compra e relação de longo prazo ainda vivem, demasiadas vezes, em silos. Transformar compradores pontuais em clientes recorrentes e quem recebe uma experiência em futuros compradores exige mais do que campanhas. Exige programas de fidelização relevantes, simples e verdadeiramente úteis, que criem valor real para o cliente e sustentabilidade para o negócio.
Em 2026, a digitalização e a simplificação dos processos continuam a ser pilares estratégicos da Odisseias. O digital deixou de ser apenas uma ferramenta de eficiência interna. Hoje é parte integrante da experiência do cliente e da relação com os nossos parceiros. O nosso foco está numa digitalização de ponta a ponta, intuitiva e sem fricção, desde a inspiração até à vivência da
experiência, acompanhada por ferramentas mais ágeis e simples para quem trabalha connosco diariamente.
Num mercado de experiências, a reputação e a confiança são especialmente difíceis de conquistar.
Resultam da soma de milhares de experiências diferentes, cada uma com sensações e sentimentos próprios. Cada interação conta. Cada experiência vivida tem impacto na perceção da marca.
Queremos trabalhar de forma consciente a reputação da Odisseias, reforçando a credibilidade através de testemunhos reais, histórias autênticas e, idealmente, com conteúdos gerados por clientes e embaixadores que vivem as nossas experiências. Num contexto cada vez mais influenciado pela inteligência artificial, esta dimensão humana torna-se ainda mais relevante.
Falando de tecnologia, acredito que a inteligência artificial só cria valor quando é usada com critério, visão e impacto real no negócio. Não se trata de automatizar por automatizar, mas de tomar decisões melhores, mais rápidas e mais informadas. E isso só é possível com pessoas preparadas. Por isso, continuaremos a investir na capacitação das equipas, numa cultura orientada a dados e em modelos de decisão mais ágeis.
Em 2026, o foco da Odisseias é crescer com equilíbrio, fortalecer relações de longo prazo e continuar a simplificar a experiência para clientes e parceiros. Mas esta ambição estratégica só faz sentido porque está ancorada no nosso propósito. Na Odisseias não vendemos apenas experiências. Criamos memórias, momentos de pausa e histórias que ficam. Num mundo cada vez mais rápido, digital e automatizado, o verdadeiro luxo continua a ser sentir, partilhar e viver algo que faz sentido. É essa responsabilidade que assumimos e é com essa convicção que entramos em 2026.
Categorias:Opinião



