Algarve

“Dia histórico” para o Algarve: assinado acordo estratégico para construção do Hospital Central (Universitário)


Obra vai custar mais de 420 milhões de euros e conclusão em 2031

assinatura do Acordo Estratégico para o novo Hospital Central do Algarve, realizada esta segunda-feira no Parque das Cidades, foi descrita como um “dia histórico” para a região. A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, presidiu à cerimónia, que incluiu também um protocolo com a Universidade do Algarve (UALG) para acompanhamento e integração académica do projeto.

Depois de quase 20 anos de espera – a primeira pedra foi lançada em 2008 –, esta infraestrutura, orçada em 420,6 milhões de euros, deverá ficar concluída em 2031. A obra surge para responder às necessidades crescentes de uma região em forte crescimento demográfico e com pressão turística, onde os atuais hospitais de Faro e Portimão já não conseguem garantir uma resposta adequada.

O futuro hospital, desenvolvido em regime de parceria público-privada (PPP), terá 742 camas18 salas de bloco operatório74 gabinetes de consulta10 salas de partos80 postos de hospital de dia, equipamentos de TAC, ressonância magnética e aceleradores lineares. Incluirá ainda uma resposta integrada em oncologia, com os primeiros equipamentos públicos de radioterapia na região, e áreas como cuidados paliativos e psiquiatria (adultos, infância e adolescência).

A Ministra da Saúde destacou a dimensão universitária do equipamento: “Vai centralizar e reforçar os cuidados de saúde especializados no Algarve, mas é também um hospital necessário ao desenvolvimento e sustentabilidade do curso de Medicina e dos diversos cursos de ciências da saúde que aqui se ministram. (…) O Algarve é uma região universitária e tem todas as condições para aprofundar as suas fileiras de investigação, inovação e desenvolvimento.”

A reitora da UALG, Alexandra Teodósio, referiu a intenção de criar um “campus da saúde” no Parque das Cidades, agregando a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas e a Escola Superior de Saúde – um plano que será revisitado em conjunto com as autarquias de Loulé e Faro.

O concurso público para a PPP será “lançado muito em breve”, prevendo-se a entrada em funcionamento dentro de 4 a 5 anos (1-2 anos para seleção do parceiro privado e 2-3 anos para construção).

Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, afirmou: “Acredito que este é um momento muito especial. Estamos todos alinhados para que este projeto seja uma realidade. Somos visitados por milhões, deixamos também milhões nos cofres do Estado. Temos que ter coragem para priorizar a região (…) Esta iniciativa vai fazer a diferença e constitui a maior ação em décadas na região.”

Já António Pina, presidente da Câmara Municipal de Faro, lembrou que “o SNS não se faz apenas de paredes, faz-se também de profissionais”, sublinhando a importância da formação universitária e a necessidade de continuar a trabalhar para melhorar a resposta em saúde nos anos que antecedem a conclusão da nova unidade.

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