Foram anunciados, esta sexta-feira, os finalistas da 10ª edição dos Iberian Festival Awards. Os eventos organizados pela Câmara Municipal de Loulé aparecem 11 vezes nesta shortlist, em diferentes categorias. Festival MED, Som Riscado – Festival de Música e Imagem de Loulé, Carnaval de Loulé e Noite Branca Algarve – Loulé concorrem ao lado de outros grandes eventos da Península Ibérica.

O público votou e elegeu o Carnaval de Loulé e a Noite Branca Algarve – Loulé para figurarem na final na categoria de Melhor Festividade. Foi também por decisão do público que o fotógrafo David Pereira, vencedor em 2025 da Melhor Foto, volta a ter uma fotografia finalista nos Iberian Festival Awards. Desta vez com uma imagem captada no Festival MED, que retrata um momento do concerto que juntou em palco a espanhola Sílvia Pérez Cruz e o português Salvador Sobral.
Em 2025, o Som Riscado venceu um Iberian Festival Award na categoria de Melhor Atuação Eletrónica com o Branko a ser distinguido. Este ano está na final de Melhor Atuação Nacional (PT/ES), com o espetáculo de Capicua, que decorreu no Cineteatro Louletano, a 22 de novembro, no âmbito do programa deste festival que alia as novas tendências do som e imagem.
No que respeita à Melhor Atuação Internacional, as atenções voltam-se para os Ferro Gaita, mais um dos finalistas. Os cabo-verdianos voltaram ao MED em 2025, para um concerto com casa cheia, em que estes verdadeiros embaixadores de Cabo Verde – o “País Convidado” nesta edição do festival -, trouxeram sonoridades festivas a este evento multicultural.
Numa categoria votada pelo júri, são três as hipóteses de Loulé arrecadar o prémio de Evento Seguro. Isto porque o Festival MED, o Carnaval de Loulé e a Noite Branca Algarve – Loulé são finalistas nesta categoria. Uma área em que o trabalho do Município é particularmente relevante, o que reflete também esta preocupação com a segurança nas iniciativas que promove.
Com um riquíssimo património histórico, em que se destacam mais completos Banhos Islâmicos da Península Ibérica, a Zona Histórica de Loulé está nomeada para Melhor Espaço de Acolhimento. Este é o palco natural do Festival MED, que no final do mês de junho junta pessoas de todo o mundo que aqui vêm vivenciar um ambiente mediterrânico singular e experienciar um programa cultural de excelência. Programa cultural esse que, para o júri, mereceu uma presença na final dos Iberian Festival Awards. Além da música, o cinema, a poesia, a literatura, a gastronomia ou o artesanato enriquecem a oferta cultural deste festival
Por outro lado, o MED também é finalista para Melhor Promoção Turística, categoria em que já se sagrou vencedor por duas vezes.
Recorde-se que a entrega dos 10ªs Iberian Festival Awards acontece a 14 de março, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, Açores.
Sobre os nomeados
Festival MED
O MED é um festival de World Music que se afirma como uma referência europeia, com um conceito diferenciador e uma forte identidade que lhe permitiu alcançar elevados níveis de notoriedade internacional. Anualmente, no final do mês de junho, a Zona História de Loulé é invadida por sonoridades de vários pontos do globo mas também por cores, sabores e cheiros que espelham a diversidade cultural que é imagem de marca do evento. Para além de um alinhamento musical que traz a Portugal os melhores nomes da chamada indústria das músicas do mundo, este festival passa também por uma fusão de manifestações culturais que vão desde a gastronomia às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, teatro, cinema, poesia, workshops e muito mais, com um claro objetivo de divulgar a interculturalidade e de promover a união dos povos e a tolerância.
Som Riscado – Festival de Música e Imagem de Loulé
Evento multidisciplinar, no Som Riscado a música, o som, a imagem, a experimentação e a Cultura multiplicam-se e disseminam-se durante alguns dias por vários espaços da cidade, incluindo, claro, a sala-mãe, o Cineteatro Louletano. A aposta nos concertos, performances, instalações sonoras interativas, talks e workshops fazem do Som Riscado um conceito único a sul do país, com uma programação arrojada e inovadora envolvendo, entre outras, a comunidade escolar. As encomendas provocam os artistas a sair das zonas de conforto e a criar peças culturais “fora da caixa”. Dos cruzamentos experimentais entre música e imagem até a novas abordagens exploratórias à arte sonora, muitos são os motivos para rumar a Loulé nestes dias de descoberta.
Noite Branca Algarve – Loulé
Considerada como a festa oficial da despedida do verão algarvio, a Noite Branca Algarve, criada em 2007, desenrola-se numa área aproximada de 125.000 m2, no coração de Loulé, e propõe um programa cultural com momentos únicos. O branco é obrigatório e transversal às várias manifestações que aqui têm lugar reservado, da música à animação de rua, da moda à pintura, do novo circo às artes plásticas.
As ruas, ruelas e pracetas da cidade ganham uma nova vida, vestidas de branco e com uma surpresa a cada esquina, apresentando performances em que, por vezes, os visitantes são também protagonistas. Mais de uma centena de artistas de rua dão alma e cor à festa, e por todos os cantos deste centro urbano ecoam os sons de DJs e bandas.
A aposta na dinamização do comércio é um dos pontos fulcrais da Noite Branca. As lojas estão abertas ao longo da noite, com montras decoradas a rigor, e descontos nos seus produtos.
Considerando que o fator surpresa é uma das imagens de marca desta festa, a programação integral só é divulgada no dia do evento.
Carnaval de Loulé
Durante três dias, Loulé recebe o mais antigo e famoso Carnaval de Portugal. Uma enorme parada constituída por carros alegóricos, grupos de samba e de animação, cabeçudos e gigantones desfilam na principal Avenida da cidade, numa festa cheia de cor, música e alegria.
O Carnaval de Loulé é, há largos anos, considerado como o maior cartaz turístico da região durante a chamada época baixa do turismo algarvio e constitui um fator dinamizador da economia da região nesta altura do ano, com impacto bastante significativo na hotelaria, restauração, comércio e noutros setores económicos. Anualmente são perto de 100 mil visitantes que, ao longo dos três dias, são esperados no “sambódromo louletano”, vindos de vários pontos do país, e de outros países. São espetadores efusivos, autênticos foliões, curiosos por assistir a uma manifestação com larga tradição.

