
Dada a crescente modernização tecnológica, a Stratesys, multinacional tecnológica e um hub digital entre a Europa e a América Latina, alerta para a necessidade de colocar Portugal entre os líderes digitais da Europa até 2030, mantendo as pessoas no centro dos recentes avanços tecnológicos.
O recente anúncio do Governo sobre a Agenda Nacional para a Inteligência Artificial, a Estratégia Digital Nacional e o Pacto de Competências Digitais evidenciam a importância do crescimento económico e da digitalização do país.
Segundo a Stratesys, iniciativas como a formação em IA para as empresas e Administração Pública, o reforço de competências digitais nas PME e o incentivo à inovação responsável representam uma oportunidade para conciliar eficiência tecnológica com humanismo empresarial.
“A inteligência artificial acelera processos administrativos e aumenta muito a eficiência das empresas, mas potencia principalmente o talento humano. Com a sua integração, os trabalhadores podem ganhar tempo para aquilo que é mais importante: resolução de problemas complexos, escuta de clientes, inovação e colaboração”, afirma Tiago Lopes Duarte, Managing Partner da Stratesys em Portugal.
A implementação da IA generativa no setor público e privado, se usado de forma ética e consciente, potencia o bem-estar social e a competitividade da economia portuguesa, a redução de erros, a otimização de operações e a cibersegurança.
A Stratesys, cuja missão é transformar as empresas, orientando os seus investimentos tecnológicos para o futuro, apresenta cinco medidas para que as empresas portuguesas consigam integrar a IA e as tecnologias emergentes de maneira inclusiva, ética e centrada no ser humano:
1. Utilização de modelos de IA transparentes e auditáveis
As organizações devem garantir que os sistemas de IA operam com processos controláveis e alinhados com padrões éticos claros, de maneira a reforçar a confiança interna e externa.
2. Concentração de talento humano através da automação inteligente
A automatização de tarefas rotineiras e operacionais liberta as equipas de processos repetitivos, permitindo-lhes dedicar mais tempo e energia a atividades de maior valor acrescentado. Isto inclui tarefas que exigem pensamento crítico, criatividade e tomada de decisões estratégicas, bem como esforços que promovem a colaboração entre departamentos e a inovação dentro da organização. Ao reduzir a carga de trabalho manual e repetitiva, as equipas podem concentrar-se em desenvolver soluções mais sofisticadas, melhorar processos, explorar novas oportunidades de negócio e contribuir de forma mais significativa para os objetivos estratégicos da empresa, fortalecendo simultaneamente a experiência e a motivação dos trabalhadores.
3. Formação de trabalhadores para trabalhar com IA
A Stratesys recomenda também a valorização de programas de literacia digital para todos, que inclua formação em IA e upskilling para que as equipas se sintam preparadas, seguras e capacitadas para a utilização de tecnologias emergentes.
Para além do aumento da competitividade, as empresas aumentam o número de indivíduos com competências básicas digitais e dão aos trabalhadores competências intermédias e avançadas, fundamentais para impedir a exclusão e garantir uma participação plena na economia digital.
4. Integração de princípios de ética e responsabilidade
É importante que se definam mecanismos de controlo e monitorização de algoritmos, de forma a detetar e mitigar vieses, falhas ou comportamentos inesperados que possam comprometer a segurança das decisões automatizadas. Estes mecanismos podem incluir testes periódicos de performance algorítmica, revisões multidisciplinares e implementação de indicadores de responsabilidade ética, que permitam medir o impacto social e organizacional das soluções de IA.
5. Criação de cultura empresarial que valorize consciência ética
As organizações portuguesas devem fomentar uma cultura interna de consciência ética, abordando o uso responsável da IA e dilemas éticos associados à automação de decisões. Esta abordagem procura proteger a organização contra riscos legais e reforçar a confiança de clientes, parceiros e trabalhadores, promovendo a implementação de IA de forma segura e socialmente responsável.
“A combinação entre tecnologia, talento e ética é o novo motor de progresso. Portugal tem todas as condições para seguir este caminho”, conclui Tiago Lopes Duarte, Managing Partner da Stratesys em Portugal.
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