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MOCHILA 2026: Festival de Teatro para Crianças e Jovens regressa a Faro com mais de 20 propostas

Dino D’Santiago, Sam the Kid, Cláudia Gaiolas e Tiago Cadete inteiram cartaz da 6.ª edição, que decorre de 1 a 10 de maio em nove espaços da cidade

O MOCHILA — Festival Internacional de Teatro para Crianças e Jovens regressa a Faro para a sua 6.ª edição consecutiva, de 1 a 10 de maio, com uma programação que cruza teatro, música, dança, performance, instalação e novo circo. Organizado pelo LAMA Teatro e com direção artística de João de Brito, o festival apresenta mais de 20 propostas distribuídas por nove espaços da cidade, muitas delas de entrada gratuita e em locais ao ar livre.

Dino D’Santiago, Sam the Kid, Cláudia Gaiolas, Tiago Cadete, Terra Amarela e LAMA Teatro são alguns dos nomes que integram esta edição, pensada para crianças e famílias, mas também para públicos de todas as idades.

Música e tradição marcam arranque do festival

A 6.ª edição do MOCHILA arranca a 1 de maio, com o já tradicional Lanche para pais e filhos no Jardim da Alameda João de Deus, acompanhado pela música do DJ Pa’Putos, interpretado por João de Brito.

No dia 2 de maio, sábado, destacam-se dois dos principais momentos musicais do festival. Às 18h30, Sam the Kid e DJ Big apresentam um DJ Set hosted by Sir Scratch — um momento de entrada livre que junta duas gerações do hip-hop português. Às 21h30, Dino D’Santiago sobe ao palco do Teatro das Figuras para um concerto que cruza a tradição cabo-verdiana com a contemporaneidade da eletrónica global.

LAMA Black Box acolhe instalações e espetáculos imersivos

A programação do MOCHILA passa também pelo LAMA Black Box, que acolhe quatro projetos. No dia 2 de maio, Tiago Cadete inaugura a instalação sonora Monumento, patente ao longo de todo o festival.

As companhias LAMA Teatro e Terra Amarela apresentam FOMO, um espetáculo de teatro imersivo criado por João de Brito e Marco Paiva que parte do conceito Fear of Missing Out para explorar o medo constante de ficar para trás, convidando o público a circular, observar, escolher e perder. A companhia Estúdio 13 leva a palco Ponto de Encontro, uma performance destinada ao público escolar que transporta os mais novos para dentro de um teatro momentos antes do espetáculo começar. Já a Estação das Letras traz Branco – Teatro sensorial para bebés e não Só, uma viagem sensorial que convida públicos de todas as idades a explorar o mundo das cores.

Da Ilha da Culatra ao Museu Municipal: festival espalha-se pela cidade

No Polidesportivo da Ilha da Culatra, o LAMA Teatro apresenta Piquenique de Histórias, um formato que junta miúdos e graúdos em torno de narrativas. Já o Museu Municipal de Faro recebe Mochila de Culturas – a arte, o acesso e o encontro, uma conversa sobre o acesso à cultura e as exclusões invisíveis, com moderação de Laure Dewitte e participação de Adilson Correia Duarte, Madalena Victorino, Matilde Caldas e Rita Pires Santos.

Alameda João de Deus: o coração do festival

No Jardim da Alameda João de Deus, um dos principais pontos de encontro das últimas edições, apresentam-se diversos espetáculos e atividades que cruzam novo circo, teatro e performance. Entre eles, destaca-se Walo World, do artista espanhol e chileno Germán Iván Villavicencio (Mr. Copini), uma performance de novo circo que transforma o espaço público num mundo de fantasia. O LAMA Teatro recupera o formato intimista dos microespetáculos com Cine-Teatro Maria Flaminga, enquanto a Companhia AbsurdA apresenta Heqet, um espetáculo de novo circo que imagina uma “máfia” de criaturas mitológicas dedicada à cura do planeta.

Integram ainda este núcleo Antiprincesas: Catarina Eufémia, de Cláudia Gaiolas, que revisita a história da figura de resistência alentejana; Woow!, da companhia italiana Cie BRUBOC, um espetáculo-percurso, surreal e não verbal, que cruza clown e comédia física; e Idiòfona, do espanhol Joan Català, uma instalação que encontra harmonia no meio do ruído, numa ode ao prazer da experiência partilhada.

O programa inclui ainda YouGur, de Carlo Mô, uma comédia física para espaço público centrada na ideia de acumulação e sobrevivência; a instalação e oficina Aletria Biblioteca Itinerante, que convida os mais novos a explorar o parque através de um pedipaper literário; e o Baile Pais e Filhos, promovido pelo LAMA Teatro em colaboração com a companhia de dança Corpo Evolutivo, um momento participativo que promete pôr toda a família a dançar.

Encerramento ao som do samba

A encerrar o festival, no dia 10 de maio, às 17h, no Jardim da Alameda João de Deus, o MOCHILA apresenta Roda de Samba do Coletivo Gira, um espetáculo que reúne sete mulheres e os seus instrumentos numa celebração do samba, entre clássicos e novas sonoridades.

Mediação cultural e envolvimento comunitário

À semelhança dos anos anteriores, o MOCHILA desenvolve ainda ações de mediação cultural como o ESTOJO – Laboratório Pedagógico do LAMA Teatro, uma iniciativa que envolve jovens da comunidade local e que, este ano, apresenta o espetáculo Todos da Terra; e o projeto Gang das Mochilas, que leva cerca de 50 estudantes às ruas de Faro com pequenas performances coreográficas.

Com organização do LAMA Teatro e direção artística de João de Brito, o Festival MOCHILA realiza-se anualmente desde 2021 com o objetivo de promover a descentralização da oferta cultural, a democratização do acesso a uma programação artística multidisciplinar de qualidade e a capacitação do público e das comunidades para o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre o mundo contemporâneo.

O dossier com toda a programação do MOCHILA 2026 está disponível para consulta AQUI.

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