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Loulé: Polícia Judiciária localiza corpo do empresário desaparecido e investiga morte violenta

Ricardo Claro, de 50 anos, gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo, estava desaparecido desde 13 de março; suspeito de 39 anos, brasileiro, funcionário do restaurante, já se encontra em prisão preventiva; outros dois suspeitos, igualmente brasileiros, fugiram para o Brasil, mas antes terão usado terceiros como peões. Na zona da Grande Lisboa, pediram a pessoas alheias ao sequestro para efetuarem levantamentos e compras com os cartões roubados.

Ricardo Claro

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Sul, localizou hoje, num terreno baldio e de mato na zona do Esteval, em Loulé, o cadáver de um homem que se encontrava desaparecido desde o passado dia 13 de março.

O corpo foi encontrado manietado, em avançado estado de putrefação e com sinais de violência extrema.

A morte terá ocorrido no dia em que desapareceu, mas não no local onde foi encontrado, tendo o corpo sido colocado ali posteriormente.

A localização do cadáver foi possível graças ao rastreamento dos telemóveis e localizações celulares, que apontavam para aquela zona, segundo ainda foi possível apurar.

Uma discussão com um dos raptores, que foi despedido do restaurante, terá levado ao crime violento. Por um lado, o atacante exigia uma indemnização. Por outro, Ricardo disse-lhe que nada lhe devia, uma vez que não havia um contrato de trabalho. O plano de ataque começou nesse momento, com várias ameaças a Ricardo.

O desaparecimento do cidadão português, de 50 anos, foi comunicado à PJ a 17 de março. Ao longo das investigações, e após diversas diligências de caráter técnico e operacional, apurou-se indiciariamente que o homem terá sido vítima de crimes de rapto e roubo.

Fortes indícios de morte violenta

Após a realização da competente inspeção judiciária à zona onde o corpo foi encontrado, com apoio da Guarda Nacional Republicana, o cadáver será removido para o Gabinete de Medicina Legal, onde será realizada a autópsia médico-legal.

Na observação ao cenário identificado, resultam fortes indícios de morte violenta, que tudo indica terá ocorrido na data do desaparecimento, 13 de março.

Suspeito em prisão preventiva

No âmbito desta investigação, está já identificado um suspeito, de 39 anos, que se encontra em prisão preventiva.

A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária, com a finalidade de esclarecer cabalmente todos os factos, no âmbito de inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro.

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