No âmbito das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril, a música vai ecoar na Casa Memória do Século XX (edifício Eng.º Duarte Pacheco), onde está patente ao público a exposição “A Revolução da Esperança: Memórias do 25 de Abril no concelho de Loulé”.
Sérgio Rita Silva abre ciclo de concertos
Esta sexta-feira, 10 de abril, pelas 18h00, terá lugar um concerto intimista protagonizado por Sérgio Rita Silva. O espetáculo foi pensado para ser um momento de partilha e reflexão, com um repertório focado nos ideais e nos acontecimentos que definiram o 25 de Abril de 1974. O público será convidado a revisitar canções imortalizadas por vozes como Zeca Afonso, Duo Ouro Negro, Carlos Paião e Roberto Carlos, cujas composições se tornaram símbolos da liberdade e da identidade lusófona.
Sérgio Rita Silva é um artista carismático e multifacetado. Apesar do seu percurso profissional na Medicina — tendo exercido durante vários anos na freguesia de Alte —, a música sempre foi uma paixão central, sendo um dos fundadores do conhecido Grupo Erva Doce. A sua versatilidade permite-lhe transitar por vários géneros, trazendo uma interpretação autêntica e próxima ao público louletano.
Luís Galrito dá voz à memória histórica

Já no dia 17 de abril, também às 18h00, o concerto será assegurado por Luís Galrito, intérprete com um percurso amplamente reconhecido na área da poesia musicada e da criação artística associada à memória histórica. O repertório do espetáculo será focado nos acontecimentos e no espírito da Revolução de 1974, oferecendo uma ponte emocional entre as memórias locais exibidas na exposição e o contexto nacional da época.
Música e memória em diálogo
Para o Museu Municipal de Loulé, esta é uma oportunidade de celebrar a identidade coletiva e manter viva a herança histórica do concelho junto de diferentes gerações. A iniciativa surge como um complemento artístico à exposição “A Revolução da Esperança – Memórias do 25 de Abril no Concelho de Loulé”. Através destes momentos musicais, pretende-se aprofundar a experiência dos visitantes, cruzando os conteúdos históricos da mostra com o património imaterial da música de intervenção, criando um espaço de diálogo intergeracional em torno da memória local e nacional.
A entrada nos eventos é gratuita.


