Loulé

Enfermeiros do INEM Algarve despedidos

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3 Enfermeiros em regime de subcontratação pelo INEM que prestavam cuidados na âmbulancias SIV de Loulé, Tavira e Vila Real de Sto António foram despedidos a partir do início de janeiro sem que até ao momento tenha sido encontrada, para 2 deles, uma solução para a sua recolocação.

Em 2010 eram 10 os enfermeiros nesta situação. O SEP denunciou no final desse ano o despedimento da maior parte dos enfermeiros. NADA foi feito e o INEM nem reconheceu publicamente a sua existência.

A inoperância do Ministério da Saúde e do INEM em encontrar uma solução definitiva para um problema que se arrasta desde 2008 é inadmissível e inexplicável, mas já todos percebemos quais as opções deste e do anterior governo para a área do pré-hospitalar. Não interessa um socorro seguro, mas sim barato!

As âmbulancias SIV são obrigatoriamente tripuladas por um enfermeiro e, como tal, a decisão destes despedimentos irá sobrecarregar ainda mais os enfermeiros que se mantêm nos postos de trabalho e que já de si são poucos, tendo em conta as mais de 500 horas extra/mês em Vila Real de St.º António, as mais de 600 horas extra/mês em Loulé e as 88 horas extra que agora surgem em Tavira. Terá também consequências na SIV de Moura, já que são também os profissionais do Algarve que fazem parte da escala. Sobrecarrega obviamente o erário público.

O INEM não demonstra o mínimo respeito por estes profissionais que, apesar da situação precária, mantiveram o sentido de responsabilidade e profissionalismo na entrega à população alvo do seu socorro.

O INEM nem sequer deu a oportunidade a estes profissionais que pudessem concorrer ao concurso que está a decorrer para 8 vagas, uma vez que só podem concorrer enfermeiros que já detenham vínculo à Função Pública.

O INEM não demonstra igulamente respeito pela população ao privá-las de recursos humanos com anos de experiência e competências adquiridas.

A implementação deste projecto SIV nos Açores mereceu o prémio Hospital do Futuro 2011/2012 e pode ler-se no site do Governo dos Açores:

“Neste projeto destaca-se a capacidade de transmissão de dados clínicos em tempo real, do local da ocorrência para qualquer computador com acesso à internet e o atendimento das chamadas 112 por enfermeiros que é também uma inovação em Portugal, uma vez que nas restantes localidades o atendimento é feito por operadores de central de emergência. A utilização de profissionais de saúde permite um melhor reconhecimento dos sinais e sintomas, a pesquisa de queixas específicas e a tomada de decisões clínicas sobre o tipo de resposta à chamada”.

Estranhamente, o Governo da República segue em sentido contrário quando retirou os enfermeiros da central de emergência (CODU) no passado recente e agora reduz o número de enfermeiros tripulantes das âmbulancias!!!

O SEP exige, naturalmente, o reingresso destes enfermeiros nos seus postos de trabalho

A Direcção Regional de Faro do SEP

Categories: Loulé, Tavira, VRSA

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