Turismo

Regiões de Turismo: Proposta de lei é incompreensível e um erro estratégico

A proposta de lei sobre a reorganização das regiões de turismo anunciada pelo Governo é incompreensível e um erro estratégico, afirma o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, em entrevista à Revista Turismo de Lisboa.

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“Discordo em absoluto da proposta do Governo. É uma daquelas medidas incompreensíveis. Diria que é uma reforma de três d’s: dispersa meios, desperdiça oportunidades e que, na verdade, disforma”, frisou.

Instado a comentar se mantém a opinião de que a proposta de lei “peca por excesso de intervenção”, o autarca respondeu afirmativamente, acrescentando que “parte de um mau princípio: o Estado mete-se onde não é chamado e, para piorar as coisas, num sector que funciona com um sucesso assinalável para o país (…)”.

Para Carlos Carreiras, a proposta de lei é um erro estratégico também porque falha clamorosamente na interpretação do princípio da igualdade. Equipara, na estrutura da futura Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, os votos de concelhos com grande expressão turística nacional, como Lisboa e Cascais, a concelhos como os de Vila Franca, Arruda dos Vinhos e Alpiarça.

“Apesar de ter um melão famoso e de merecer todo o nosso respeito, o voto de Alpiarça não pode valer o mesmo que o de Lisboa ou Cascais. Igualdade não significa tratar tudo pela mesma medida: significa, isso sim, tratar de forma igual o que é igual e diferente o que é diferente”, salientou.

Carlos Carreiras disse ainda temer que o gigantismo da futura estrutura, a sua desconexão com o terreno, e o princípio de “um tamanho serve todos”, sejam os principais inimigos de uma promoção eficaz das regiões que, dentro das suas diferenças, se complementam de forma notável.

Revista Turismo de Lisboa

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