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Festival de Narração Oral “Contos de Liberdade”

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O Festival de Narração Oral “Contos de Liberdade” acontece em Faro desde 2003. Com regularidade anual, esta será a sua décima primeira edição. O festival “Contos de Liberdade” é assim, a par com as “Palavras Andarilhas” em Beja e as “Jornadas dos Contos” em Braga, um dos poucos festivais dedicados à disciplina no nosso país com regularidade anual e perfazendo já mais de dez anos de existência. Tem trazido ao Algarve artistas nacionais e estrangeiros, com origens tão distintas como os Camarões, o Brasil, a França, entre outros.

Além das parcerias locais, o festival conta ainda com a Biblioteca Municipal José Saramago, em Beja, na programação e partilha de custos inerentes à participação de artistas internacionais. Esta edição, conta também com a parceria da editora de audiolivros BOCA – Palavras que Alimentam e o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve.

Narração Oral é o termo que tem sido utilizado em Portugal, Espanha e América Latina – nos países falantes de Espanhol numa tradução literal, narración oral – para referir a prática de contar histórias oralmente em contexto urbano, em escolas, em teatros, em espaços de cultura e lazer, que se tem desenvolvido, no caso português, nas últimas duas décadas.

Enquanto instrumento pedagógico, por um lado, na mediação da leitura ou na transmissão de conteúdos, enquanto instrumento no trabalho em comunidade, por outro, na valorização de patrimónios imateriais, de relações intergeracionais e de multiculturalidade, a narração oral tem vindo também a afirmar-se enquanto disciplina artística.

Exemplo disso são os diversos certames internacionais de grande visibilidade como o “Beyond the Border”, no País de Gales, o festival internacional de narração oral “Cuenta con Aguímes”, nas Canárias, ou ainda o “St. John´s Storytelling Festival” no Canadá, entre outros.

O festival “Contos de Liberdade” é assim, a par com as “Palavras Andarilhas” em Beja e as “Jornadas dos Contos” em Braga, um dos poucos festivais dedicados à disciplina no nosso país com regularidade anual e perfazendo já mais de dez anos de existência. Tem trazido ao Algarve artistas nacionais e estrangeiros, com origens tão distintas como os Camarões, o Brasil, a França, entre outros

Partindo do prazer de descobrir o que em Portugal, e noutros países perto de nós, algumas pessoas têm vindo a fazer para recuperar uma parte importante das nossas origens, e principalmente recordando o efeito mágico que têm sobre nós os contos e o contar histórias, preparámos esta proposta com os seguintes objetivos:

– Divulgar, junto da população algarvia, quer contos populares de tradição oral, quer os contos de autor;

– Conquistar o público infantil, juvenil e adulto para o “prazer da audição”;

– Apresentar ao público, outros “contadores” e outras “histórias”, oriundos de uma cultura diversa;

– Potenciar o espaço da “palavra” e do “contar “histórias” e o seu contributo na promoção de valores.

Para ajudar a concretizar estes objetivos, definimos três eixos de atuação:

1.            Reavivar a tradição de contar e escutar, fomentando espaços de formação, quer para contadores quer para ouvintes, e planeando atividades de uma forma continuada e estruturada, dando particular atenção às escolas e bibliotecas;

2.            Levar os contos a outros públicos e outros lugares, privilegiando sessões de contos em diversos lugares de interesse patrimonial ou ambiental (levando as pessoas aos contos) e em espaços de lazer já utilizados pelas pessoas (levando os contos às pessoas);

3.            Relacionar os contos e a narração oral com outras áreas e artes, insistindo sempre no papel dos contos como forte instrumento de Educação em Valores (de cidadania, de respeito pela diferença e interculturalidade, de preservação do meio ambiente, do fomentar do espírito crítico em relação ao mundo que nos rodeia, entre outros).

Este Festival pretende também festejar a Liberdade, utilizando o ato de contar como um exercício de diálogo e reflexão sobre as questões que têm vindo a atravessar as sociedades contemporâneas.

PROGRAMA:

Sexta 19 de Abril

23h00 Contantinas

Sessão de Contos com Luís Correia Carmelo e Nuno Morão

Sociedade Recreativa Artística Farense “Os Artistas”

Faro

Sábado 20 de Abril

22h00 Histórias de Saias – com Cláudia Fonseca, Ana Sofia Paiva e Cristina Taquelim

BateoPé Concerto Baile de danças populares

Motoclube de Faro

Faro

Segunda 22 de Abril a Sexta 26 de Abril

Sessões em Escolas de Faro com Tixa e Ana Sofia Paiva

Quarta-Feira 24 de Abril

22h José Campanari (Argentina)

Sessão de contos para adultos

Bar Maktostas

Faro

Quinta-Feira 25 de Abril

22h “Histórias d Ultramar” com Piratas de Alejandria (Espanha)

Sessão de contos

Zem Arte

São Brás do Alportel

Sexta -Feira 26 de Abril

22h “Orilla Sur” com Piratas de Alejandria (Espanha)

Sessão de contos

Sardinha de Papel

Faro

Sábado 28 de Abril

22h00 Carlos Marques

Sessão de contos para adultos | Concerto com Azinhaga

Club Farense – Faro

Organização | ARCA

Piratas de Alejandria

Em parceria com:

Bar Maktostas

Club Farense

Sociedade Recreativa Artística Farense

Moto Clube de Faro

Sardinha de Papel

São Brás em Transição

Zem Arte

Apoios

Direção Regional da Cultura do Algarve

C. M. Faro

RUA Rádio Universitária do Algarve

Mais info em www.associacao-arca.org

https://www.facebook.com/pages/ARCA/107951769234694

Contadores/ Sessões

Contantinas com Luís Correia Carmelo Nuno Morão

Luís Correia Carmelo tem formação de actor mas tornou-se um prodigioso narrador oral e um investigador das formas e conteúdos do seu ofício, com mestrado feito sobre a morte nos contos tradicionais e doutoramento em curso sobre as técnicas interpretativas da narração oral contemporânea.

Felizmente não consegue ficar muito tempo sem contar as histórias que escreve, com personagens que falam das pequenas e maravilhosas coisas humanas, dos mistérios do amor e do poder, ao som da concertina e das melodias que para ela inventa.

São esses “contos à concertina” que aqui vamos ver, numa apresentação de um audiolivro, numa edição que inclui a participação do músico (e editor boquense) Nuno Morão e constitui o 4º título da colecção HOT – Histórias Oralmente Transmissíveis, através da qual a Boca, em parceria com o IELT, pretende registar e actualizar os vários géneros da literatura de tradição oral, homenageando os nossos melhores contadores.

Histórias de Saias com Cláudia Fonseca, Ana Sofia Paiva e Cristina Taquelim

Três mulheres de saias, três mulheres narradoras, três com seus contos e cantes. A Cláudia Fonseca vem do Brasil, mas vive em Portugal desde 1992. É colaboradora do IELT- Instituto de Estudo e Literatura Tradicional e está a preparar um Doutoramento em Estudos Culturais. Começou a contar histórias na Biblioteca Municipal de Oeiras e lá encontrou os seus parceiros nos contos com quem criou os “Contabandistas de Estórias Associação Cultural” A Ana Sofia Paiva diz que é atriz, aprendiz e outras coisas. Dedica-se a fazer recolhas  e transcrições de contos tradicionais e já foi bolseira no Arquivo do Conto Tradicional no Centro de Estudos Ataíde de Oliveira. A Cristina Taquelim conta histórias como quem escreve na areia. O vento, que sempre corre nos areais tratará de apagar esse registo. Conta histórias como quem escreve na areia porque só assim é capaz de se reescrever todos os dias, e as utopias que a iluminam a jornada e lhe permitem estender infinitamente as fronteiras da realidade.

Bateopé Um recente projecto musical algarvio, num conceito de “concerto/baile” informal, que se insere no movimento das danças de tradição europeia de apropriação popular. Trata-se de um movimento musical urbano comum a outros países, com uma vitalidade notável em França e Bélgica. Venha, divirta-se e traga os amigos para bailar!

Tixa

“Conto, porque as histórias moram em mim. Levantam-se de mansinho, uma a uma, e então tenho de contá-las. Às vezes aproximam-se, sem que eu dê conta. Outras vezes gritam e esperneiam… Não escolho as histórias que conto. São elas que me escolhem a mim, para que as conte. Elas precisam do meu corpo e da minha voz. Eu preciso delas.”

José Campanari Argentina

Um observador de situações cotidianas, um amante de pequenos conflitos que nos fazem crescer, um construtor de estradas onde as histórias vão, um caminhante incansável convida-o a dar um passeio pelo mundo da memória. Depois de anos de cenas de movimento como ator e palhaço mudo, em 1990, tomou a palavra para contar suas próprias histórias em voz alta. Em 1995, apanhou um avião para a Colômbia, depois outro avião trouxe-o para a Espanha e, desde então, não para de viajar em todos os modos de transporte, levando as suas histórias para as grandes cidades, pequenas cidades, vilas e até aldeias. Também partilhar a sua experiência em laboratórios de exploração e palestras sobre a arte de contar histórias. Participou em festivais de contar histórias na Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, Equador, Portugal, França e Espanha. Apesar de estar dedicado à arte de contar histórias, não parou de fazer coisas como ator e diretor de teatro.Vieve desde 199 em Santiag de Compostela.Tem publicados em Portugal vários livros para crianças.

Piratas de Alejandria Espanha

Vivem para resgatar um tesouro imenso que são os contos do mundo inteiro. Vêm de Sevilha e trazem a paixão pela narração e pela poesia. Sobre si dizem: “Porque a nossa condição é andar constantemente em vi@gem, por sermos a personificação da @ventura e porque o nosso nome evoca @cção, risco, emoções e lug@res desconhecidos e par@gens inexploradas, fomos recolhendo histórias, experiências e conhecimentos. Somos uma lenda viv@. Por isto somos Piratas. E porque a maior Biblioteca da humanidade foi a de Alexandria. Por tudo isso somos os Piratas de Alejandria.” Este ano, acompanha o Capitão Manuel na tripulação pirata, a grumete Maria del Mar Murial, artista plástica que ilustrará ao vivo, sobre retroprojetor, as histórias trazidas do outro lado do rio em dois espetáculos diferentes “Histórias d Ultramar” e “Orilla Sur” (Margem Sul)

Carlos Marques

Ator, Contador de histórias, músico, encenador, programador, leitor, eleitor e tantas outras coisas. Iniciou um percurso como narrador em 2005 após ter ouvido alguns mestres destas andanças. Chamou às suas performances narrativas MALA de CONTOS e CONTOS CANTADOS (em dueto com Ana Sofia Paiva) e, com elas atravessa todo o país contando e cantando em festivais (Palavras andarilhas, Encontro Int. de Narração Oral de Évora, Contemfesta, etc), bibliotecas, escolas e ainda nos centros de língua portuguesa do Instituto Camões espalhados pela Europa (Polónia, Bulgária e Croácia). É Programador dos Eventos CONTOS DOUTRA HORA e FESTA DOS CONTOS (Festival de narração de Montemor).O seu reportório assenta na reescrita da tradição oral e as suas sessões são caraterizadas pela música, humor e contacto espontâneo com o espetador.

Azinhaga

Novo projeto musical farense é formado por Luís Carmelo, André Capela, Paulo “Strak” e João Melro. Músicos de Jazz, contadores de histórias juntam-se para revisitar músicas populares ou de autores algarvios.

ARCA

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