Algarve

Greve geral de 27 de Junho no Algarve | Extraordinária participação dá força à luta pela demissão do Governo

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1- A DORAL do PCP saúda os muitos milhares de trabalhadores que, no Algarve, aderiram e participaram na Greve Geral de 27 de Junho transformando-a numa inequívoca demonstração de força, consciência de classe e determinação e prosseguir a luta pela demissão do governo e por uma ruptura com a política de direita que abra caminho a uma vida melhor, a um futuro de progresso, justiça social e desenvolvimento.

Uma saudação que se dirige igualmente à CGTP-IN que convocou a Greve Geral e a todos os dirigentes e activistas sindicais que na preparação desta luta, nas muitas dezenas de piquetes de greve, no conjunto das concentrações tornaram possível o êxito desta luta.

2- Enfrentando o medo e o conformismo, as ameaças de desemprego e a intimidação nos locais de trabalho, a precariedade e a pressão do grande patronato e do Governo, prescindindo de um dia de salário numa altura em que este – pela crescente degradação das condições de vida – tanta falta faz, os trabalhadores da região, nos vários sectores de actividade, deram mostras da sua disponibilidade para não permitir que prossiga o rumo de exploração e empobrecimento que o governo está a impor ao país. Os trabalhadores e as populações da região querem uma mudança. Uma mudança que passa pela demissão de um governo ilegítimo e por eleições antecipadas, pelo fim do Pacto de Agressão, por uma ruptura com décadas de política de direita ao serviço dos grupos económicos, pelo cumprimento da Constituição da República, por uma política patriótica e de esquerda  que responda aos problemas do país.

3- A Greve Geral teve impacto e assumiu uma elevada expressão em todos os sectores da região, designdamente:

− No sector privado com destaque para a paragem de toda a frota de pesca Algarvia e o encerramento das lotas, mas também: com a crescente adesão dos trabalhadores da Hotelaria de que foi exemplo a participação de 80% dos trabalhadores do Amendoeiras Golf Resort no concelho de Silves, ou a paragem do sector da manutenção do Marina Tivoli Hotel em Loulé; nas grandes superfícies como aconteceu na adesão total dos trabalhadores da Moviflor de Olhão ou do Lidl de Vila Real de Santo António; no sector metalúrgico de que foi exemplo o fecho da empresa Carmix em Portimão ou a grande participação dos trabalhadores da Otis (elevadores) em Albufeira; no sector social com vários infantários das Mesericórdias encerrados casos de Castro Marim, Vila Real ou Monte Gordo;

− No sector dos transportes: com a paragem total do transporte ferroviário não havendo circulação de comboios; com o facto de não terem existido nem entradas nem saídas de navios nos portos algarvios; com o impacto no funcionamento do Aeroporto com o cancelamento de 14 voos; para além de participações diversas nas empresas de transporte rodoviário;

− No sector da administração pública local, cuja participação envolveu milhares de trabalhadores com grande impacto na recolha do lixo – adesões totais ou quase totais em Loulé, Tavira, Vila Real, Portimão, etc.; nas oficinas da maioria das câmaras municipais; no funcionamento de serviços diversos – fecho de mercados como o de Lagos, arquivos, bibliotecas, serviços de atendimento, etc; nas empresas municipais da região; em dezenas de juntas de freguesia que estiveram encerradas; nos Bombeiros Municipais designadamente em Olhão;

− No sector da administração pública: com uma grande participação na área da saúde envolvendo, designadamente, centenas de enfermeiros e auxiliares com adesões em alguns casos superiores a 80% como no Centro Hospitalar do Barlavento em Portimão, bem como o conjunto dos Centros de Saúde; na área da justiça com encerramentos totais e grandes adesões no conjunto dos Tribunais e secções diversas; na área da administração fiscal com muitas dependências das finanças encerradas – casos de Olhão, Tavira, Loulé, Lagoa, etc; na área da educação com muitos auxliares e professores a participarem na greve; Na vibrante e combativa expressão de rua com mais de 50 piquetes de greve que envolveram muitas dezenas de trabalhadores, alguns deles pela primeira vez como: aqueles que se desenvolveram junto aos estaleiros municipais de onde parte a recolha do lixo; no aeroporto de Faro; no Lidl de Vila Real e na Moviflor de Olhão; no Amendoeiras Golf Resort em Silves, na Universidade do Algarve.

E também, o conjunto de concentrações – Faro, Portimão e Vila Real de Santo António – que culminaram o dia de Greve Geral com centenas de participantes, incluindo muitos desempregados, reformados e PME ‘s que aí mostraram a sua identificação e solidariedade com a Greve.

4- A DORAL do PCP, reafirmando a sua solidariedade com todos os trabalhadores em luta, considera que a Greve Geral de 27 de Junho constituiu um momento muito alto da luta dos trabalhadores e das populações no Algarve. Uma Greve que sendo uma grande afirmação de dignidade, cria melhores condições para a derrota da política de desastre nacional e do governo que a concretiza. Uma Greve que exprime de forma singular a força da luta organizada, dos trabalhadores e das suas organizações de classe, das populações da região. Uma greve que tendo sido assumida por um tão elevado número de homens, mulheres e jovens, dá confiança à ideia de que, mais cedo, do que tarde, será possível inverter o rumo do país e afirmar os valores de Abril no futuro de Portugal.

O Secretariado da DORAL do PCP

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