Algarve

Os deputados do PCP estão ao serviço do Povo e não dos concessionários das autoestradas

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Na passada semana, o Partido Comunista Português levou à votação na Assembleia da República dois projetos de resolução que propunham a abolição de portagens na Via do Infante e a retoma das obras de requalificação na EN 125. Ambos os projetos, que correspondem a uma legítima e justa aspiração das populações do Algarve e à resolução de dois gravíssimos problemas que afetam a região, acabariam por ser chumbados. No caso das obras de requalificação, com os votos contra do PSD e do CDS, no caso da abolição de portagens, com o voto contra também do PS.

Para o PCP, quer a posição assumida pelos partidos que suportam o governo – PSD e CDS – quer a posição assumida pelo Partido Socialista, só poderá surpreender quem andar distraído ou eventualmente iludido.

É neste quadro que as declarações dos 4 deputados eleitos pelo PSD no Algarve, acusando o PCP de “demagogia” nas propostas que apresentou, devem ser enquadradas da seguinte forma:

1- Seguramente que quer os eleitos do PSD, quer também os do CDS e do próprio PS, gostariam de não ser confrontados com as suas responsabilidades, facilitando, isso sim, a permanente demagogia de quem na região faz declarações inflamadas contra o governo, mas sempre que é confrontado – como tem sido e bem pelo PCP – na Assembleia da República com propostas concretas como estas, metem a “viola no saco” e votam contra os interesses das populações e da região.

2- Na declaração dos deputados do PSD, adianta-se que o PCP oculta a fonte das receitas para que se adotassem tais medidas – abolição de portagens, obras e investimentos na EN125. É a velha tese do “não há dinheiro” que, na ótica destes partidos, justifica sempre o saque à população, o desinvestimento e a degradação dos equipamentos públicos. Sobre isto, convém uma vez mais relembrar as muitas propostas apresentadas pelo PCP – renegociação da dívida, fim do off-shore da Madeira e paraísos fiscais, renegociação e cancelamento das PPP e das Swaps, tributação dos lucros da banca, etc – que permitiriam ir buscar muitos milhões aos bolsos cada vez mais cheios dos grupos económicos e financeiros. Mas esses, como já sabemos, para o PSD, o CDS e também o PS, são, não apenas intocáveis mas a voz de comando para as decisões que tomam contra a população e o país.

3- O PCP reafirma que o seu compromisso é com os trabalhadores e o povo deste país e não com os grandes interesses, com as potências estrangeiras, ou com os “mercados”, como agora lhes querem chamar. Os deputados do PCP que estão na Assembleia da República estão lá para servir o povo que, de uma forma clara, rejeita as portagens e clama pelo fim do inferno em que a EN 125 se está a transformar e não para servir os interesses das empresas que ganham milhões com as concessões das autoestradas ou da rede viária nacional, pelo que apresentará, todas as vezes que forem necessárias, as propostas que defendam aquilo que é justo e necessário para a região.

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP

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