Loulé

Movimento de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública denuncia irregularidades e anuncia nova greve de fome

O Movimento de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública denuncia que na noite de segunda-feira, 1 de outubro, o gabinete da direção do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita foi ocupado por três familiares de uma das crianças durante 30 minutos e só foi desocupado com a intervenção da GNR.

Escola n.º 4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita em Loulé

Escola n.º 4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita em Loulé

A direção da escola abandonou o respetivo gabinete justificando que já passava da hora de trabalho (enquanto o diretor esperava por uma resposta da DGEST que tardava em chegar) e que tinha que ir jantar, deixando os familiares de uma das crianças sozinhos no gabinete diretivo, telefonando depois para a GNR a informar da ocorrência.

O diretor da escola quis impedir a tia da criança em causa de estar presente no local, invocando que a mesma não era encarregada de educação.

Já entrados na terceira semana de aulas depois de uma orientação emanada da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, ao fim da primeira semana letiva, o diretor da escola, não se percebe porque razão, não dá seguimento a esta orientação emanada superiormente.

Os pais das crianças que transitaram para o 3.º ano e cujos filhos foram colocados numa turma do 4.º ano (com uma turma do 3.º ano só com 11 crianças na mesma escola) viram assim de novo goradas as suas expetativas depois de, no dia 20 de Setembro de 2013, o diretor da escola ter informado publicamente, numa reunião da associação de pais deste agrupamento escolar, que a solução para o caso teria chegado através da respetiva orientação da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares.

Na sequência de mais de duas semanas de terrorismo psicológico e pedagógico praticado pela escola sobre as crianças e os seus familiares, informa-se que o pai de uma das crianças, João Martins, decidiu entrar de novo em greve de fome na próxima sexta-feira (recorda-se que este pai já esteve em greve de fome em frente à escola n.º 4 quase 48 horas seguidas) e os pais destas crianças vão fazer um apelo para a realização de uma manifestação à porta da escola n.º 4 nessa mesma sexta-Feira, dia 4 de outubro, pelas 8h30m.

Perante este caso da mais absoluta falta de humanidade por parte dos responsáveis educativos da escola e do Ministério da Educação, os pais das crianças envolvidas informam que irão recorrer a todos os meios, até às últimas consequências, para que os seus filhos sejam colocados corretamente no ano de escolaridade para o qual transitaram, não admitindo, de forma alguma, que com uma turma com 11 crianças no 3.º ano de escolaridade os seus filhos sejam colocados numa turma do 4.º ano de escolaridade.

Pelo Movimento de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública, Ana Catarina Rodrigues; Elsa Martins; Fernanda Firmino Martins; Joel de Brito; João Martins

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