Algarve

3.º dia de GREVE – ARS do Algarve | Enfermeiros em Greve pela valorização dos Enfermeiros Especialistas e pela exclusividade remunerada de todos os enfermeiros

Ontem, dia 16, nas 4 reuniões efetuadas nas instituições do Alentejo, e à semelhança do que tinha acontecido em Lisboa e Vale do Tejo, os enfermeiros verbalizaram a sua total disponibilidade para agudizar as formas de luta caso o Ministro da Saúde não resolva os graves problemas com os quais estão confrontados.

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Hoje, no Algarve, cumpre-se o 3.º dia de greve e o tema em discussão prende‐se com a necessidade de revalorizar os enfermeiros especialistas e de ser implementado o regime de exclusividade remunerada para todos os enfermeiros.

O aumento da esperança média de vida dos cidadãos é, para além de outros fatores como a melhoria dos hábitos alimentares, das condições de saneamento, etc, uma consequência lógica decorrente do avanço da medicina e da tecnologia ao serviço da saúde.

Significa isto que a necessidade de dar resposta integradas e mais especializadas, em cuidados de saúde, passou também a ser uma especificidade dos serviços nacionais de saúde.

Os profissionais de saúde, em concreto os enfermeiros, têm apostado de forma significativa e relevante no aumento das suas qualificações e no desenvolvimento de competências que permitam dar as respostas que os cidadãos precisam.

O diagnóstico e as prescrições de enfermagem, e a avaliação das intervenções dos enfermeiros são, hoje, uma realidade em qualquer país desenvolvido, também em Portugal.

O reconhecimento do atrás referido tem permitido, por diversa vezes que Paulo Macedo, declare publicamente que os enfermeiros são um dos pilares do SNS aos quais podem ser atribuídas outras e mais responsabilidades.

Contudo, estas afirmações governativas não têm qualquer tradução na prática! A maioria dos enfermeiros especialistas, em Portugal, continuam a ser vítimas de uma vergonhosa exploração. Na verdade, essa maioria de enfermeiros tem remunerações escandalosas que varia entre os 980 e os 1300€.

Este é um problema que urge resolver caso contrário, podemos estar confrontados com a possibilidade de êxodo destes profissionais para o setor privado ou para outros países. Compete ao ministério demonstrar disponibilidade para resolver este problema, cuja exclusividade remunerada para todos os enfermeiros pode ser uma solução para além de colocar um fim à promiscuidade que continua a existir entre o setor público e privado.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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