AGENDA

Simpósio sobre o Concílio Vaticano II | 23 e 24 de novembro no Salão Paroquial da Igreja de São Luis.

Esta iniciativa da Igreja Algarvia foi programada no âmbito das ações previstas para assinalar o Ano da Fé e servirá, igualmente, para assinalar o 50.º aniversário do Concílio Vaticano II. Aliás, a proclamação do Ano da Fé teve como acontecimentos eclesiais inspiradores o 50.º aniversário do Concílio Vaticano II e o 20.º da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, acontecimentos que encontraram eco na ação eclesial da Diocese do Algarve, através de diversificadas propostas pastorais sugeridas e implementadas a nível paroquial, vicarial e diocesano.

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Logo na abertura do Ano da Fé, que teve lugar a 14 de outubro de 2012, se anunciou que o seu encerramento seria ocasião propícia para recordar e refletir sobre diversos aspetos transversais à vida da Igreja Diocesana nestes 50 anos de tempo conciliar. Projetou-se, então (dando-se início à sua preparação), este “Simpósio sobre o Concílio Vaticano II”.

Com este evento procurar-se-á promover o debate e a informação sobre as temáticas centrais que resultaram da reunião magna da Igreja, que decorreu entre 1962 e 1965, ao longo de quatro sessões, aproximadamente uma por ano, em geral de outubro a dezembro e que foi convocada pelo Papa João XXIII (que participou apenas na primeira sessão conciliar) e celebrada sob o seu pontificado e o de Paulo VI (que presidiu às últimas três sessões).

Foi o concílio ecuménico mais representativo dos vinte e um (21) da história da Igreja, com a participação de mais de dois mil bispos do mundo.

Por vontade expressa de João XXIII foi um concílio pastoral, isto é, não foi dedicado a condenar erros, mas a procurar a atualização da doutrina da Igreja face à sociedade contemporânea.

Como resultado deste encontro foram produzidos dezasseis (16) documentos, que se agrupam desta forma: quatro constituições (os de maior importância), nove decretos e três declarações. As constituições são as seguintes:

Constituição sobre a sagrada liturgia (“Sacrosanctum Concilium” (SC), 4.12.1963);

Constituição dogmática sobra a Igreja (“Lumen gentium” (LG), 21.11.1964);

Constituição dogmática sobre a revelação divina (“Dei Verbum” (DV), 18.11.1965);

Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo atual (“Gaudium et spes” (GS), 7.12.1965).

Os decretos foram os que se identificam:

Decreto sobre os meios de comunicação social (“Inter mirifica” (IM), 4.12.1963);

Decreto sobre as Igrejas Católicas orientais (“Orientalium Ecclesiarium” (OE), 21.11.1964);

Decreto sobre o ecumenismo (“Unitatis redintegratio” (UR), 21.11.1964);

Decreto sobre o ministério pastoral dos bispos (“Christus Dominus” (CD), 28.10.1965);

Decreto sobre a formação sacerdotal (“Optatam totius” (OT), 28.10.1965);

Decreto sobre a conveniente renovação da vida religiosa (“Perfectae caritatis” (PC), 28.10.1965);

Decreto sobre o apostolado dos leigos (“Apostolicam actuositatem” (AA), 18.11.1965);

Decreto sobre a atividade missionária da Igreja (“Ad gentes” (AG), 7.12.1965);

Decreto sobre o ministério e vida dos padres (“Presbyterorum Ordinis” (PO), 7.12.1965);

As declarações são as seguintes:

Declaração sobre a educação cristã (“Gravissimum educationis” (GE), 28.10.1965);

Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs (“Nostra aetate” (NA), 28.10.1965);

Declaração sobre a liberdade religiosa (“Dignitatis humanae” (DH), 7.12.1965).

Este Simpósio que a Igreja Algarvia organiza é destinado a todos os membros dos conselhos pastorais e económicos, paroquiais e diocesanos, bem como aos sacerdotes, diáconos, consagrados, seminaristas e movimentos. O evento também pretende mobilizar os leigos da Diocese do Algarve, sobretudo os que têm uma especial participação testemunhal no mundo do trabalho, académico, na vida pública e na cultura da região.

PROGRAMA

Sábado, 23 de novembro

09h00 – Acolhimento/Acreditação

10h00 – Oração de Laudes – Igreja de S. Luís

10h45 – Abertura – Bispo diocesano

11h00 – Conferência: A Igreja: natureza e missão – Pe. Doutor António Martins

Moderador: Pe. Miguel Mário Neto

11h45 – Intervalo

12h15 – Diálogo com o conferencista

13h00 – Almoço

15h00 – Conferência: O contexto eclesial do Concílio Vaticano II.

Esperanças e interrogações – D. Manuel Madureira Dias

Moderadora: Filomena Calão

15h45 – Intervalo

16h15 – Painel: Memória, Receção e desafios conciliares na diocese do Algarve

Memória: Cónego Mons. Joaquim Cupertino

Receção: Cónego Joaquim José Nunes

Desafios: Pe. Rui Guerreiro (contributo do grupo dos Padres jovens)

Moderador: Pe. Carlos Aquino

17h15 – Intervalo

17h30 – Diálogo com os conferencistas da tarde. Moderador: Pe. Carlos Aquino

(intervalo)

18h30 – Sessão de Cinema: Vaticano II, Imagens e testemunhos

Apresentação: Cónego José Joaquim Nunes

Domingo, 24 de novembro

10h00 – Oração da manhã

10h15 – Conferência: Vocação e missão dos leigos na Igreja

Doutora Manuela Silva

Moderador: Carlos Oliveira

11h00 – Intervalo

11h30 – Conferência: Vaticano II, nova evangelização e construção da “polis”

Doutor Guilherme de Oliveira Martins

Moderador: Pe. Carlos Aquino

12h15 – Diálogo com os conferencistas

13h00 – Apresentação das conclusões do Simpósio

– Almoço

15h30 – Eucaristia conclusiva do Ano da Fé: Catedral de Faro

COMUNICAÇÕES E COMUNICADORES

Comunicadores

D. Manuel Madureira Dias nasceu em Cinfães, a 7 de janeiro de 1936 e é atualmente bispo emérito da Diocese do Algarve. Foi ordenado presbítero a 25 de junho de 1961. A 21 de abril de 1988 foi nomeado bispo de Faro pelo Papa João Paulo II. A ordenação episcopal decorreu a 19 de junho desse ano, na Sé Catedral de Évora.1 Foi presidida pelo arcebispo Maurílio Jorge Quintal de Gouveia e teve como co-ordenantes os bispos Ernesto Gonçalves da Costa O.F.M. e Manuel Franco da Costa de Oliveira Falcão. A tomada de posse ocorreu a 10 de julho de 1988 e renunciou ao governo da diocese a 22 de abril de 2004.

Pe. Doutor António Manuel Martins, nascido em S. Bartolomeu de Messines em 1965, pertence ao presbitério da Diocese do Algarve. Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica em 1987, obteve, em 2003, o doutoramento em Teologia Dogmática pela Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, com a tese A condição corpórea da pessoa. Estudo sobre a antropologia teológica de J. L. Ruiz de la Peña (1937-1996).

Desde 2008, é Professor auxiliar da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, na área da antropologia teológica, onde tem produzido várias publicações. Em função da lecionação decorrida da investigação realizada e das publicações, tem orientado o eixo estruturante da sua investigação na relação entre Antropologia Teológica, Cristologia e Mistério de Deus.

Leciona na Faculdade de Teologias a unidades curriculares de Protologia, Escatologia e Antropologia Teológica- Fundamentos. Pertence à Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Atualmente integra o Conselho de Direção da Faculdade de Teologia, exercendo as funções de secretário.

De entre as suas publicações, destacam-se os títulos: «A condição corpórea da pessoa em J. L. Ruiz de la Peña», in  Didaskalia 34 (2004) 79-182; «Cristo, o “tópico” do utópico. Utopia e escatologia», in Communio 24 (2007) 151-165; «Do corpo e do Espírito. A poética somática da salvação», Communio 28 (2011-12) 191-204. Colaborou com o Santuário de Fátima na publicação, Santíssima Trindade adoro-vos profundamente. Itinerário temático do Centenários das Aparições. 1.º Ciclo.

Cónego Mons. Joaquim Cupertino é natural de São Brás de Alportel, onde nasceu a 25 de agosto de 1929.

Em 1945 entrou para o Seminário de São José, em Faro, com quase 16 anos. Efetuou os seus estudo de Filosofia e Teologia nos Seminários de Almada e dos Olivais, em Lisboa, bem como na Universidade Gregoriana de Roma, onde se licenciou em Direito Canónico. Foi ordenado na Basílica de Fátima a 14 de julho de1957.

Diretor diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, Assistente diocesano do Apostolado da Oração e do Renovamento Carismático Católico e ainda Vogal da Comissão de Ética do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, tendo sido ainda Vice-Reitor e Reitor do Seminário de S. José da Diocese do Algarve. Esteve durante muitos anos ausente do Algarve, ao serviço da Igreja portuguesa, como Diretor das Obras Missionárias Pontifícias e Vigário Geral Castrense. Também se destacou como académico em instituições de ensino superior público de nível universitário, tendo sido Diretor Cultural da Academia Militar, onde foi igualmente Professor de Sociologia e de Deontologia Militar, tendo em 1985 publicado uma obra de referência nessa especialidade e lecionou ainda Ética Policial na Escola Superior de Polícia. No âmbito das suas funções de capelão militar e Vigário Geral da Diocese das Forças Armadas aposentou-se com o posto de Coronel do Exército Português.

A sua passagem pela vida militar levou-o à Guiné (1965 a 1967), a Angola (1969 a 1972), bem como ao Algarve, onde foi capelão militar nos quartéis de Tavira, Faro e Lagos e deu assistência às capitanias da Marinha, desde Vila Real de Santo António à Estação Rádio Naval, em Sagres.

Foi nomeado Prelado de Honra de Sua Santidade a 16 de Janeiro de 1987 e nesse mesmo ano passa a ser capitular do Cabido da Sé Catedral de Faro.

Foi Juiz do Tribunal Patriarcal de Lisboa. É juiz do Tribunal Interdiocesano de Évora, Beja e Algarve.

Cónego Joaquim José Duarte Nunes nasceu em Monchique a 11 de novembro de 1954.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras, estudou Teologia pela Universidade Católica.

Foi ordenado a 19 de maio de 1991 e depois de ordenado foi vice-reitor, prefeito e professor do Seminário de São José de Faro.

Foi Administrador Paroquial de Quelfes, bem como Diretor do Departamento Diocesano do Património Cultural da Igreja e do Departamento Diocesano da Pastoral Litúrgica. É Assistente Diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade desde 28 de outubro de 1994.

Fez parte do Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve. É membro do Conselho Pastoral da Diocese do Algarve.

É Chanceler Diocesano desde 2002. É capitular do Cabido Catedralício desde 19 de julho de 2013.

Pe. Rui Guerreiro, natural de Almancil, nascido a 02/02/1974. Formou-se em Assessoria e Administração na Universidade do Algarve e em Teologia no Instituto Superior de Teologia de Évora, entre 1998 e 2003. Ordenado a 22/02/2004, na Sé de Faro, desta data e até ao ano de 2008 foi Prefeito e Ecónomo do Seminário de São José, tendo colaborado pastoralmente na Paróquia da Sé de Faro. Estudou Direito Canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana. É Pároco de Moncarapacho e Fuzeta, Vice-chanceler da Cúria, Diretor Espiritual dos Cursos de Cristandade e dos Convívios Fraternos e também Juiz do Tribunal Interdiocesano de Évora, Beja e Algarve e Vigário da Vara da Vigararia de Faro.

Doutora Manuela Silva é Licenciada em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão/Universidade Técnica de Lisboa. Foi Professora catedrática convidada daquele Instituto, onde lecionou cadeiras de Planeamento, de Política económica e de Política Social. Exerceu também funções docentes no Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa, no Instituto Superior de Sociologia e Gestão de Évora e no Instituto Nacional de Administração, tendo lecionado e dirigido seminários de mestrado nas áreas da Política Social, Planeamento e da Economia portuguesa.

Desempenhou diversos cargos na Administração Pública, nomeadamente os seguintes: Diretora do Gabinete de Estudos Sociais do Ministério da Saúde (1965-70); Diretora do Serviço de Estudos e da contabilidade nacional do Instituto Nacional de Estatística (1970-71); Presidente do Instituto de Tecnologia Educativa (1974-75).

Foi Secretária de Estado para o Planeamento, no I Governo constitucional (1976-77).

Integrou diferentes grupos de peritos e realizou missões de consultadoria no âmbito da UE, Conselho da Europa e BIT.

Desenvolveu investigação e tem livros e artigos publicados no domínio da repartição do rendimento, pobreza, política social e planeamento.

Foi pioneira no estudo do desenvolvimento comunitário em Portugal.

Foi Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz entre 2006-08 e também fundadora e Presidente vitalícia da Fundação Betânia.

Presentemente, é vogal do Conselho Geral da Universidade Técnica de Lisboa e membro do Conselho Geral do Montepio.

Doutor Guilherme de Oliveira Martins nasceu em Lisboa, é licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas, tendo sido assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, consultor jurídico dos Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986 e diretor dos Serviços Jurídicos da Direcção-Geral do Tesouro. Entre 1987 e 1995 foi, também, professor na Universidade Internacional.

Militante fundador da Juventude Social Democrata, em 1974 e secretário-geral adjunto do Partido Popular Democrático, em 1975, acabou por abandonar aquele partido em abril de 1979, na cisão que deu origem à Ação Social-democrata Independente. No mesmo ano foi chamado a exercer funções como chefe de gabinete de António Sousa Franco, então Ministro das Finanças de Maria de Lurdes Pintasilgo. Em 1980 e 1983 tomou assento como deputado à Assembleia da República, eleito pelo Partido Socialista.

Em 1985 envolveu-se na primeira candidatura presidencial de Mário Soares, como membro da Comissão Política e porta-voz do MASP I – Movimento de Apoio Soares à Presidência. Com a vitória de Soares foi designado assessor político da Casa Civil do Presidente da República, até 1991. Com António Guterres ocupou os cargos de Secretário de Estado da Administração Educativa, entre 1995 e 1999, Ministro da Educação, até 2000, das Finanças, entre 2001 e 2002 e da Presidência, de 2000 a 2002.

Entre os restantes cargos que exerceu, contam-se os de representante da Assembleia da República na Convenção para o Futuro da Europa, secretário-geral da Comissão Portuguesa da Fundação Europeia da Cultura, presidente da SEDES e vogal do Conselho de Administração da Fundação Mário Soares.

Atualmente é presidente do Tribunal de Contas, do Conselho de Prevenção da Corrupção e do Centro Nacional de Cultura. É professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Em 1996 foi agraciado com a Medalha de Grande Oficial Ordem do Infante D. Henrique.

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