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SPP adverte: “Portugueses pouco esclarecidos relativamente a Pneumonia e Prevenção” | Dados do Algarve

Semana Europeia da Vacinação – 22 a 26 de abril

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O alerta é da Sociedade Portuguesa de Pneumologia: a maioria dos Portugueses não conhece os sintomas da Pneumonia e poucos são os que sabem quais as formas de prevenção. Segundo os resultados de um questionário realizado no final do ano passado, apenas 5,4% dos inquiridos estão vacinados contra a Pneumonia, doença que, diariamente, mata uma média de 16 pessoas nos hospitais e obriga a 81 internamentos, só em Portugal.

Apesar da baixa taxa de vacinação, os Farenses conhecem a doença, embora apenas 43,2% tenha afirmado saber quais os sintomas. A maioria admite não saber a diferença entre Gripe e Pneumonia e somente 34,7% conheça as formas de prevenção.

«Os Portugueses ainda estão pouco esclarecidos relativamente à Pneumonia e às principais formas de prevenção», começa Carlos Robalo Cordeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. «Os números falam por si: a nível nacional, 96% dos inquiridos durante o Esquadrão da Pneumonia já tinha ouvido falar de Pneumonia, mas apenas 38,2% conhecia os sintomas. 71% afirmou não saber a diferença entre Gripe e Pneumonia e somente 25,5% sabia as suas formas de prevenção», acrescenta.

Relativamente ao Distrito de Faro: 93,2% dos inquiridos durante o Esquadrão da Pneumonia já tinha ouvido falar de Pneumonia. 43,2% conhecia os sintomas. Apenas 34,2% sabia a diferença entre Gripe e Pneumonia e somente 34,7% sabia as suas formas de prevenção.

Os inquéritos foram realizados aos que se aconselharam no “Esquadrão da Pneumonia”, campanha de sensibilização e prevenção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), que percorreu o País ao longo de duas semanas com o objetivo de alertar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

A nível nacional, 7,6% declarou já ter tido uma Pneumonia, a doença respiratória com maior incidência entre os inquiridos.  No caso de Faro, a Pneumonia teve 4% de incidência.

Dos 1021 participantes em Portugal, apenas 55 (5,4%), estavam vacinados contra a Pneumonia. A precaução e o aconselhamento médico foram as razões apontadas por quem optou pela vacinação. A falta de aconselhamento, de conhecimento ou de informação, por outro lado, foram principais motivos apontados pelos que ainda não tomaram a vacina pneumocócica.

No Distrito de Faro, a taxa de vacinação pneumocócica foi ligeiramente superior à nacional: 8,6%, o equivalente a 19 pessoas, num universo de 222. As razões apontadas pró e contra vacinação foram semelhantes às do resto do País.

Para além da Pneumonia, a Vacina Pneumocócica previne formas graves da infecção por pneumococos como a Meningite e a Septicémia. Durante a Semana Europeia da Vacinação, que se comemora entre os dias 22 e 26 de abril, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia lança o alerta: a vacinação é a melhor forma de prevenção.

Sociedade Portuguesa de Pneumologia alerta para a importância da Vacinação Pneumocócica

A Vacina Pneumocócica previne formas graves da infecção por pneumococos, como a Pneumonia, a Meningite e a Septicémia e outras menos graves como a Otite Média Aguda e a Sinusite.

Prevenível através de vacinação, a infeção por Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é uma causa comum de morbilidade e mortalidade. As crianças e os adultos a partir dos 50 anos, são os mais afetados pela doença pneumocócica, bem como grupos de risco, que incluem pessoas com doenças crónicas associadas como a diabetes, doenças respiratórias ou cardíacas, e que tenham hábitos como o alcoolismo e ou o tabagismo.

Um estudo internacional, que incluiu cerca de 85.000 adultos com 65 ou mais anos de idade, demonstrou a eficácia clínica da Vacina Pneumocócica Conjugada 13 – valente (VPC13) na prevenção da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em adultos. «Excelentes notícias» para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, para quem este resultado se traduz num «avanço significativo no combate à pneumonia».

“Apesar dos eforços das sociedades científicas ao nível local, e das recomendações para a tomada de medidas preventivas, a pneumonia pneumocócica continua a ser um das principais causas de morbilidade e mortalidade nos adultos. Os resultados deste estudo e a consequente consciência do potencial da vacinação, vêm reforçar esta posição. Representam um enorme contributo para a melhoriada qualidade da saúde pública, não só em Portugal, como em todo o mundo”, acrescenta Robalo Cordeiro.

Apesar da maior incidência na época das gripes, a pneumonia não é sazonal e há mortes e internamentos durante os 12 meses do ano. É por isso, fundamental que se faça a vacinação, independentemente do mês ou da estação em que se está.

«A vacinação é a melhor forma de prevenção e pode ser feita em qualquer altura do ano», explica o presidente da SPP. «Ao contrário do que se pensa, a pneumonia não é sazonal. Há internamentos e mortes por pneumonia ao longo de todo o ano, pelo que consideramos que a prevenção deve constituir um acto contínuo na relação médico-doente».

É cada vez maior o número de casos de Pneumonia Adquirida na Comunidade: entre 2000 e 2009, ocorreram cerca de 8 milhões de episódios de internamentos de adultos em instituições do Serviço Nacional de Saúde em Portugal continental. 294.027 tinham Pneumonia como diagnóstico principal.

Sobre o Inquérito

Realizado a 1021 indivíduos, 552 do sexo masculino e 469 do sexo feminino, entre os dias 12  e 26 de novembro de 2014, nas cidades de Lisboa, Faro, Coimbra, Viseu e Matosinhos. Idades compreendidas entre os 16 e os 95 anos.

Todos os inquiridos foram abordados durante a ação Esquadrão da Pneumonia, campanha de sensibilização e prevenção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que percorreu o País o objetivo de sensibilizar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

No Distrito de Faro foram entrevistadas 222 pessoas, 115 do sexo masculino e 107 do feminino.

Sobre a Pneumonia

A pneumonia é uma infeção do pulmão que afeta sobretudo os alvéolos. Trata-se de uma doença com consequências graves para o doente, e elevados custos para a sociedade.

Pode afetar doentes de todas as idades, em especial os mais jovens e os mais idosos. São várias as formas de pneumonia, sendo a mais frequente a adquirida na comunidade.

Estima-se que nos países desenvolvidos ocorram 5 a 11 casos de pneumonia por ano, em cada 1000 habitantes adultos. Em Portugal, verificaram-se, entre 2000 e 2009, 294.027 internamentos de adultos por pneumonia, correspondentes a 3,7% do total de internados.

A pneumonia é responsável por óbitos em todos os grupos etários, mesmo em doentes jovens previamente saudáveis. Os últimos dados publicados no nosso país revelam uma taxa de letalidade intra-hospitalar nos adultos internados por pneumonia de 17,3%.

Por: MultiCOM

Categories: Algarve, Saúde

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