Algarve

El País e a Via do Infante: “O Algarve segue por vias secundárias”

A autoestrada vazia no Algarve, em contraponto à velha estrada nacional (EN125) cheia de automóveis, simboliza, para o El País, a dificuldade que o país tem de tirar partido dos seus recursos. “A autoestrada moderna torna-se demasiado cara, e até demasiado boa, para o país que a construiu”.

Via do Infante - foto que ilustra o artigo no El País

Via do Infante – foto que ilustra o artigo no El País

A A-22, mais conhecida por Via do Infante, no Algarve, é o paradigma da notícia publicada no diário espanhol. No final de 2011, esta via – uma SCUT – passou a ser paga e nem o facto de se tratar de uma estrutura moderna e funcional serviu para manter automobilistas, que preferem seguir pela estrada nacional para poupar dinheiro. Isto apesar de este caminho ser mais perigoso.

O condutor que passa pela EN-125 fica com “a triste impressão de voltar atrás no tempo, de circular em meados dos anos 70”, diz o artigo escrito a partir de Boliqueime, terra de Cavaco Silva, onde o seu pai teve uma bomba de gasolina. “De outra maneira: de como Portugal se encolhe, retrocede e como de repente carece dos meios suficientes”, entre outras coisas, para manter os seus investimentos, “para que funcione o seu próprio motor”, continua.

Assim, a autoestrada moderna torna-se demasiado cara, e até boa, para o país que a construiu, diz o jornal, apontando ainda outro episódio simbólico de uma ambulância ultramoderna que também se mostrou demasiado avançada para ser utilizada. Tudo isto num país marcado pelo abandono de jovens formados.

O tráfego na autoestrada caiu 50% e “o turismo ressentiu-se em ambos os lados da fronteira”, refere o jornal espanhol. Em Portugal, estimam-se perdas de 30 milhões de euros por ano e, em Espanha, a actividade económica reduziu-se em 25%, de acordo com dados da Comissão de Utentes da Via do Infante, citados no artigo.

Fonte: Económico

Categories: Algarve, Turismo

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