AGENDA

FERRAGUDO | Parada de estrelas no Festival Sons do Atlântico 2014 | 22 a 24 de maio

O Festival Sons do Atlântico voltau em 2014 com uma nova localização e novas datas. O Festival vai decorrer de 22 a 24 de maio, na bela vila piscatória de Ferragudo, Lagoa, Algarve.

sons_do_atlantico

Neste ano de 2014, que o executivo da Câmara Municipal de Lagoa dedicou ao mar, o Festival Sons do Atlântico ganhou uma nova envolvência e procura incorporar no conceito de festival de World Music, além da descoberta de novas realidades culturais e músicais, a reaproximação da população ao mar e às atividades marítimo-económicas.

Estando o mar tão presente na cultura gastronómica e económica desta região, merece ser celebrado e, desta forma, no festival, além da vertente músical, irá haver uma forte componente gastronómica e uma amostra representativa das atividades marítimas. A organização conta com a presença de pescadores da pesca tradicional com as suas lides e de operadores de atividades marítimo-turisticas com as suas ofertas das belezas da costa Algarvia.

Este ano, o Festival Sons do Atlântico apresenta um cartaz bastante eclético, contando com dois palcos no recinto, um dedicado a novos projectos emergentes do panorama nacional e a projetos regionais e o outro que irá contar com nomes como:

Dia 22 de maio

Palco 1 | Ricardo Ribeiro (fado) e Diabo na Cruz

Palco 2 | Al-Fanfare, Silvia Nazário (Bossa e outras Novas)

Dia 23 de maio

Palco 1 | Souls of Fire e Chambao (Espanha)

Palco 2 | Os Artesãos da Música, OrBlua e I. Rick DJ (roots/dub/revival)

Dia 24 de maio

Palco 1 | Vicente Amigo (Espanha) e Kumpanhia Algazarra, Mawtas do Namibe, Luís Galrito e os Canto Livre, Batida Balcanica.

22 de maio – Palco 1

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Conviveu com o Fado desde muito novo, ouvindo grandes fadistas da época que se tornaram as suas referências: Fernando Maurício, Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Manuel Fernandes, Adelino dos Santos (Guitarra) e José Inácio (Viola) entre outros.

A partir de 2001 recebe convites para participar em festivais nacionais e internacionais de música: “Alu-Casa da atriz Maria Casares”, “Badasom”, “Vocal Jazz Festival Crest”, “Festival de Guitarra de Córdoba”, “Festival de Guitarra de Santo Tirso”, entre outros.

Em 2004 foi editado pela CNM – Coleção Antologia o seu primeiro álbum com o nome “Ricardo Ribeiro”, que conta com a colaboração do guitarrista José Manuel Neto, Jorge Fernando e Marino de Freitas. Participou no “Tributo a Amália Rodrigues” – da editora World Conection, no mesmo ano.

Ao longo destes anos, tem participado nos discos de nomes grandes da Música Portuguesa como: Rui Veloso, Simone de Oliveira, Pedro Joia, Rão Kyao, João Gil e Carlos do Carmo. Colaborou nos espetáculos de homenagem aos grandes fadistas Fernando Maurício, Fernanda Maria, Argentina Santos, Rodrigo e Anita Guerreiro.

Em 2013, Ricardo editou pela Warner Music Portugl “Largo da Memória”, quarto CD e sucessor de “Porta do Coração”, que em 2012 chegou a Disco de Ouro. Este novo CD do jovem fadista recebeu os mais rasgados elogios por parte da crítica especializada e do público.

Em fevereiro deste ano, Ricardo Ribeiro viajou a Nova Iorque e com Pedro Jóia esgotou o Elebash Center, do Cuny Graduate Center, em plena 5.ª Avenida. Esta parceria foi escolhida para o World Music Series desta instituição.

Ricardo Ribeiro. Uma das maiores vozes do panorama músical!

22 de maio – Palco 1

Diabo na Cruz – Vida de Estrada

Diabo na Cruz

Diabo na Cruz

Os Diabo na Cruz são a harmonia perfeita entre o rock‘n roll e a tradição popular portuguesa! Formados pelo músico independente Jorge Cruz, os Diabo na Cruz incorporam também músicos experientes como Bernardo Barata, João Pinheiro, João Gil, Manuel Pinheiro, Sérgio Pires. Este forte alinhamento aperfeiçoou a fórmula de combinar uma base de rock‘n roll com a tradição oral portuguesa bem como instrumentos populares. O resultado é um som único que irá certamente inspirar outros músicos portugueses a arriscar!

Vida de Estrada é sobre a vida portuguesa na atualidade, por um lado, e sobre o Diabo na Cruz, por outro. É sobre as vidas que todos levamos, sobre o que nos ocupa, o que nos distrai, o que nos consome. Mas é também o nosso regresso, enquanto Diabo na Cruz, à nossa vida que é a Vida de Estrada.

Toda a gente precisa de um escape. Toda a gente precisa de encontrar um motivo que seja só seu, precisa de se sentir livre, de se sentir capaz. Para nós, no Diabo na Cruz, esse motivo é esta banda, esta paixão pelo país e pela sua músicalidade. Às portas do terceiro disco, o motivo é também o privilégio de partilharmos esta música com públicos tão distintos, de sensibilidades tão díspares.

Regressamos à Vida de Estrada para nos reencontrarmos com os nossos seguidores, para nos apresentarmos a quem ainda não nos conhece e para anunciar que podem contar comum álbum em 2014 recheado daquilo que o Diabo na Cruz sabe fazer.

22 de maio – Palco 2

Al-Fanfare – World Street Music Band

Al-Fanfare

Al-Fanfare

Abertura do festival dia 22 de maio no centro da vila e no palco com World Music (Balkan Brass, Klezmer & Others).

A Al-Fanfare. O que é!? Pois bem, basicamente é uma banda musical de animação de rua, composta por sopros e percussão, cujos músicos são profissionais e amadores originários da região algarvia, Baixo Alentejo e até da distante República da Moldávia.

O propósito!? Ora, é simples: animar todo o tipo de eventos culturais e populares através de distintos géneros sonoros, desde temas do panorama TRADICIONAL / FOLK ao universo da DIXIELAND, POP-ROCK, SONS LATINOS, MÚSICA DEDANÇA, COMERCIAL, BALKAN BRASS, enriquecidos com muito improviso, movimento, interação, originalidade e folia.

22 de maio – Palco 2

Silvia Nazário Quarteto com o projecto Bossa & Outras Novas

Sílvia Nazário

Sílvia Nazário

A  fiel  Bossa Nova e os seus encantos e encontros com a origem, com as influências, com a essência: O mar, o Sol, o Céu… O som, desde Jobim aos Índios Suruís.

Não esquecendo os novos compositores que continuam a alimenta-la, pois mais que um estilo, é um movimento…

Balanço é o tempero principal desta bossa sempre nova.

Sílvia Nazário – Voz

Victor Zamora – Piano

Cláudio Kumar – Guitarra Acústica

23 de maio – Palco 1

Souls of Fire

Souls of Fire

Souls of Fire

A história de Souls of Fire conta já com muitos capítulos ao longo de 10 anos de existência. Com os primeiros encontros em 2000, a vontade de dar maior voz ao reggae nacional levou o grupo a formar uma banda. Desde o início, até ao presente, os anos foram passando, assim como vários membros, amigos, lugares e muitas palavras que se traduziram em aprendizagem. Todos deixaram a sua marca e contributo, e assim se construiu um caminho com base na partilha de música e palavras de união.

Com 3 álbuns editados (Comunicar-2006, Subentender-2009 e Pontas Soltas-2012), Souls of Fire trazem na bagagem muitos concertos por todo o país e a sorte deter tido encontros com as maiores influências da banda, tais como: The Wailers, Alpha Blondy, I Jahman, Groundation, Ponto de Equilíbrio, Skatalites, DonCarlos, The Gladiators, Black Uhuru, Natiruts, Gentleman, entre muitos outros.

Hoje, Souls of Fire mantêm a chama acesa com a fé e a persistência de que todos os dias são bons para escrever um novo capítulo.

23 de maio – Palco 1

Chambao

Chambao

Chambao

Pode um clássico como “Ai estás tu”, soar completamente novo? A resposta afirmativa é uma das inúmeras surpresas que encerra, o álbum 10 Años Around The World, álbum de aniversário em que o grupo Chambao, revê e renova o seu reportório, mais emblemático com remixes e colaborações de artistas de renome celebrando dez anos de carreira.

Cumprida uma década desde a explosão com o que veio a ser chamado flamencochill, uma década em que o grupo malaguenho desenvolveu uma música única que marcou a tendência no panorama músical espanhol, passando fronteiras e alcançando reconhecimento internacional.

É um novo capitulo de uma banda que emergiu no principio da passada década, e que, a partir de 2005, é liderada por Lamari.

Em 2002 estrearam com o álbum Flamenco chill onde Daniel Casañ, Eduardo Casañ y Henry Takkenberg ajudaram na criação e produção deste estilo. Mas o nome do primeiro álbum era uma definição do estilo da mistura de flamenco com música eletrónica e chill out, que renova os  conceitos músicais da época.

Em 2003 ela lança o seu primeiro álbum a solo, “Endorfinas en la mente”, com a produção de Bob Benozzo, que também participa no álbum Pokito apoko (2005). É com ele que Lamari continua o seu projeto a solo.

O seu trabalho seguinte, ‘Con otro aire’ (2007), buscou influências em sons étnicos sem renunciar à sua forte raiz Mediterrânica.

Em 2009 lançou ‘Chambao En el fin del mundo’, um álbum gravado ao vivo no glaciar argentino Perito Moreno, construído com melodias cativantes que se misturam com toques de poesia.

Em 2012 lança o álbum ‘Chambao’, um álbum que capta o espírito do grupo em toda a sua riqueza de sons.

São dez anos de grande música que agora se estende a este álbum lançado em 2013. Mais Chambao que nunca.

23 de maio – Palco 2

Os Artesão da Música

Os Artesão da Música

Os Artesão da Música

 

Os Artesão da Música: 3 artesãos de diversas partes do país criaram um projeto musical em que tocam repertório tradicional com instrumentos feitos por eles. Sarroncas, rabecas do diabo, violas de lata, ocarinas, canas rachadas…

23 de maio – Palco 2

OrBlua

OrBlua

OrBlua

OrBlua atuam no dia 23 de maio, uma das bandas que vai representar o Algarve este ano.

OrBlua é um projeto criado em 2011 com músicos provenientes de diferentes universos musicais. Em palco 3 músicos utilizam uma panóplia de instrumentos, acústicos, tradicionais, étnicos, para recuar no passado, viver o presente e imaginar o futuro. Um espaço onde se cruzam o tradicional, o contemporâneo e o experimentalismo.

Comum reportório de temas originais, os OrBlua conseguiram criar uma sonoridade única que cheira a Algarve, a mar, a serra, a mediterrâneo, a Europa, a mundo. E também uma sonoridade que recolhe cheiros, cores, histórias, memórias, paisagens e sonhos.

Formação:

Inês Graça | voz, bouzouki, guitarra, baixo, concertina, cana rachada, violoncelo

Nuno Murta | cabaça de água, adufe, darbouka, glockenspiel, percussões variadas

Carlos Norton | voz, gaita de foles, gralha, banjo, harpa, bodhrán, piano, melódica, concertina, duduk, sanfona, loop station RB

24 de maio – Palco 1

Vicente Amigo

Vicente Amigo

Vicente Amigo

Vicente Amigo é hoje um dos grandes mestres da guitarra flamenco.

Em 2013 lançou o seu sétimo álbum, ‘Terra’, que apresenta o músico Cordovan de uma forma mais global e menos virado para o flamenco ortodoxo mas sempre com inspiração e virtuosismo que o caraterizam.

Rodeado por músicos de alto nível e membros dos Dire Straits e da banda de música britânica celta Capercaillie. Álbum produzido por Guy Fechner.

É considerado um dos artistas mais virtuosos da sua geração no ativo. Pesquisador incansável das possibilidades estéticas e sonoras da guitarra flamenca. A sua música agrada a todos.

Em 1988, decidiu começar a sua carreira solo, faz a sua apresentação no Festival Nacional del Cante de las Minas de la Unión, vencendo o primeiro prémio do concurso de guitarra ‘Bordón minero’.

A sua consagração como a primeira figura de guitarra flamenca acontece em maio de1989, vencendo, por unanimidade, o concerto de guitarra Prêmio Ramón Montoya no XII National Flamenco Art Córdoba.

A partir daí, é incrível a sua progressão e reconhecimento dentro e fora do país, dentro e fora do flamenco.

Em 1991, compartilha com Paco de Lucia a apresentação do seu trabalho de  flamenco “Legends of theGuitar” nos principais festivais internacionais. Com o seu trabalho solo, ganhou vários prémios, incluindo o prémio de flamenco ‘Music Awards’ ou o Grammy em 2001 por “Cidade de Ideias”.

Na discografia de Vicente Amigo encontramos “De mi corazón al aire” (1991); “Vivenciasimaginadas” (1995) ; “Poeta” (com a Orquesta de Córdoba e orquestação de Leo Brouwer, originalmente chamado “Concierto flamenco para un marineroen tierra”, inspirado na obra de Rafael Alberti; “Ciudad de lasideas” (2000); “Un momento en el sonido” (2005) e “Paseo deGracia” (2009).

Estes CD e a estética musical, não só no palco mas de toda a equipa, fez o seu público ser muito variado, tanto em idade como em gosto musical ou tradição.

24 de maio – Palco 1

Kumpania Algazarra

kumpania_algazarra

E de repente, a música desce à rua e a festa acontece!

Esta sonora algazarra vagueia pelas músicas dos cinco continentes, transformando os sons em que toca numa festa ambulante, ao estilo das fanfarras europeias. Saltimbancos, filhos da estrada e do vento, músicos em folia permanente submergidos num cocktail de música animada, as suas combinações de notas musicais formam um rendilhado de culturas, onde estão presentes, de forma conjugada ou separada, os sons balcânicos, árabes, latinos, africanos, o ska, o funk e o hiphop, entre outros.

Os Kumpania Algazarra surgem em 2004 pelas ruas de Sintra, inspirados pela energia da folia e boa disposição e levam consigo um percurso bastante animado. Nesse mesmo ano já estavam a tocar no palco principal do Festival Andanças e a fazer vibrar por quem lá passou.

Em 2005 gravam o seu primeiro EP e daí partem à aventura. A caravana anima Portugal de lés-a-lés e inclusive parte para o desconhecido mundo exterior, passando por Espanha, Itália e uma tournée na Eslovénia.
Entretanto era altura de deixar um legado dos anos passados na estrada e eis que surge em Fevereiro de 2008 o lançamento do seu primeiro trabalho de originais com nome homónimo. Ainda em 2008 vencem o Mercè a Banda, concurso internacional de bandas de rua das Festas de La Mercè, em Barcelona.

Daí saltam para os grandes palcos na Festa do Avante, Optimus Alive, SuperBock SurfFest, Sudoeste, Festival de Músicas do Mundo de Sines e muitos mais. A nível internacional passam por países como Espanha, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Suíça, entre outros. Em 2010, foram convidados para representar Portugal nos Encontros Culturais de Língua Portuguesa no Rio de Janeiro.

Pelo caminho, muitos são os DJ e produtores interessados em misturar esta algazarra e surge a ideia de fazer o Kumpania Algazarra Remix (2010), ou seja, as músicas do primeiro CD remisturadas em vários estilos. Xoices, Inner G, Womanin Panic, Ovelha Negra, Sam the Kid, Beat Laden, Yanus e os Breakfast Djs fazem pura alquimia, transformando o som orgânico da Kumpania em algo fresco para novas pistas e novas danças.

A passagem pelo Festival de Músicas do Mundo de Sines em 2011 ficou marcada pelo lançamento de um EP ao vivo, lançado pela Optimus Discos.

24 de maio – Palco 1

Mwatas do Namibe | Música de Angola

Mwatas do Namibe

Mwatas do Namibe

“Mwatas do Namibe” é um duo formado pelos músicos Zé Manel Martins (Voz/Violão) e João Ferreira (Percussão). Ambos são naturais da Cidade do Namibe – Angola, com vasto percurso musical. Integraram desde1976 vários projetos na área da Lusofonia e da World Music.

A proposta dos “Muatas do Namibe” traduz-se numa viagem musical pelos diferentes e interligados ritmos da Lusofonia (Bossa, Samba, Baião, Fado, Corridinho, Morna, Coladeira, etc… em especial a Rebita, Semba e Kilapanga de Angola).

Interpretam alguns dos mais importantes compositores lusófonos, assim como vários originais da autoria de Zé Manel Martins incluídos nos CD Angola Brasil, Brisas, Lundar, Atlântico e Tuga Mwangolê.

24 de maio – Palco 1

Luís Galrito e os Canto Livre

Luís Galrito

Luís Galrito

Luís Galrito é um cantautor que escreve sobre as suas preocupações, perspetivas de olhar o Mundo e sobre o sentido da Vida e o Amor. Escreve canções desde os 15 anos de idade.

A sua principal influência são os cantores acústicos, onde a Guitarra, a Poesia e a Voz são protagonistas.

Trabalhou em vários projetos nos mais variados estilos musicais, quer seja com temas de sua autoria ou de grandes cantautores portugueses, tais como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, Fausto, entre outros.

Nos seus registos discográficos constam músicos tais como: Kalu (Xutos &Pontapés) e Luís Jardim (Produtor que assinou parte da produção do seu projeto a solo).

Um excelente espetáculo cantado em português, de tributo a Zeca Afonso e Adriano com temas originais de Galrito.

Texto da Organização do Festival corrigido e sequenciado por Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categories: AGENDA, Lagoa

1 reply »

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.