Quarteira

11.º Aniversário do Banco de Tempo de Quarteira recriou o quotidiano da antiga aldeia de pescadores (24 fotos)

A agência do BdT – Banco de Tempo de Quarteira, coordenada por Gilberta Alambre e Isabel Pinto, comemorou ontem (17 de maio de 2014) o seu 11.º Aniversário. As comemorações tiveram lugar no Auditório do Centro Autárquico de Quarteira com ‘Memórias de Quarteira: Recriação de Quadros e Vivências’. Destaque para a presença de Carlos Carmo (Adjunto do presidente da câmara de Loulé e presidente da Assembleia de Freguesia de Quarteira); Sónia Neves (Executivo da Junta de Freguesia de Quarteira); Lígia Brito (Assembleia de Freguesia de Quarteira); e coordenadora do BdT Albufeira, entre outros.

Num auditório completamente lotado, as voluntariosas membros do BdT Quarteira brindaram os presentes com algumas representações teatrais bem conseguidas que despertaram emoções e gargalhadas na assistência. Foram lembradas vivências da Quarteira de outros tempos, então pequena aldeia de pescadores, designadamente os tempos da Fonte Santa onde tantos Quarteirenses curaram problemas de pele nos olheiros das suas águas santas. Foram ainda recriados quotidianos, lembrando locais e pessoas típicas e populares desses tempos de antanho.

Não faltaram os pescadores remendando as redes e a senhora da batata doce.

Foram recordados os espetáculos no antigo Casino de Quarteira com Vítor Rafael a cantar fados clássicos desses tempos, nomeadamente ‘Eu Já Não Sei’, de Carlos Ramos; ‘Rosinha dos Limões’, de Tristão da Silva; e ‘Igreja de Santo Estêvão’, de Fernando Maurício.

Foram ainda recriados os antigos bailes no antigo casino, sem esquecer as populares danças das tabletes, onde os cavalheiros brindavam as damas com a oferta de tabletes, a ver qual oferecia a maior.

Houve ainda lugar a poesia e prosa de Licínia Correia sobre a Quarteira antiga onde foram recordados o Caga Fogo; a menina Maria Domingas; a menina Aurora; a Augusta; a Assunção, o Mané Marau; o Maria Ri Cabana; o Chico Barbudo; o Chambé; a venda da Rocheta; a Ti’Vitória; a Ti’Assunção e muitos outros, com os seus dizeres típicos. Foi ainda recordado o antigo cinema que passava filmes do Joselito e da Marisol; a banca dos rebuçados de mel de uma família espanhola que acabaria por se radicar em Quarteira; a Ti’Dores dos pirolitos, entre outros.

Isabel Pinto agradeceu a presença de todos: “Aquilo que aqui fizemos foi a pensar em vocês. Pensar a Quarteira antiga. A recordação é que faz viver e a história faz parte da nossa vida. Nós, sem história não somos nada”, agradecendo ainda “a todas as boas vontades. Tudo isto é feito só de boas vontades. Tem sido assim que o Banco de Tempo comemora hoje 11 anos e tem sido sempre de boas vontades, a começar pela nossa. Só com muita boa vontade é que se leva este projeto a bom termo”. Agradeceu igualmente “a todas as pessoas que nos ajudam: a junta de freguesia, a câmara municipal e a todas as pessoas em si. Nós nunca nos dirigimos a uma porta que se tivesse fechado. Todas as pessoas a quem nos dirigimos têm consciência que não estamos a pedir para nós. Estamos a pedir para todos, para a nossa Quarteira. Só desejamos que estas coisas continuem e que nos ajudem porque a idade passa, nós queremos fazer cosas e já não temos tanta capacidade. Queremos fazer mas as forças já nos deixam”. Agradeceu ainda “a um jovem que temos hoje conosco cheio de boa vontade, o Fábio Nobre. Com jovens assim, não falha mais nada. Nem o Banco de Tempo nem Quarteira”.

Gilberta Alambre deixou “uma palavra a uma pessoa que durante muito tempo nos acompanhou. Aliás, desde o início do Banco de Tempo. Ele foi nosso parceiro e hoje fiquei muito satisfeita de o ver aqui. Ainda neste fim de semana, em que estivemos num Encontro Nacional de Bancos de Tempo em Évora. Um dos temas era a relação dos Bancos de Tempo com a comunicação social e falámos muito nele. Foi graças a ele que muito se divulgou o Banco de Tempo em Quarteira. O Jorge (Matos Dias, na altura, com o jornal A Voz de Quarteira, agora com o PlanetAlgarve) também está aqui hoje, para ele uma grande salva de palmas. Comunicação social regional e local não temos. Isso é muito importante para dar a conhecer aquilo que se faz nas comunidades; é importante para as entidades, que dão conta daquilo que fazem; é importante para nós, para a sociedade civil, para aqueles carolas como nós, que fazemos umas coisas, que nos vamos aqui encontrando e partilhando aquilo que sabemos. Portanto, Jorge, obrigada por aquilo que fez e por aquilo que esperamos que venha a fazer”.

Seguidamente, os presentes participaram num baile ao som de canções antigas, tangos e valsas.

As comemorações encerraram com um lanche convívio proporcionados pelas membros do Banco de Tempo de Quarteira.

Tratou-se de uma organização do Banco de Tempo de Quarteira com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Quarteira.

Sobre o Banco de Tempo de Quarteira

O Banco de Tempo é uma rede de infraestruturas de apoio social baseada na gestão do tempo para troca de serviços.

Esta rede apoia-se no Banco Central, coordenado pelo Graal, e nas Agências, inseridas em cada comunidade, resultado da parceria entre instituições locais e o Graal.

A agência do BdT Quarteira foi criada por Teresa Branco e é hoje coordenada por Gilberta Alambre e Isabel Pinto.

São parceiros da Agência do Banco de Tempo de Quarteira:

– Câmara Municipal de Loulé
– Junta de Freguesia de Quarteira
– Fundação António Aleixo
– Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres de Quarteira
– APROMAR – Associação para a Promoção das Marchas Populares de Quarteira
– DOINA – Associação do Algarve de Imigrantes Romenos e Moldavos
– Jornal “A Voz de Quarteira”, que hoje não se publica (Protocolo assinado por Jorge Matos Dias, hoje com o PlanetAlgarve)

Missão

– Apoiar a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar;
– Construir uma cultura de solidariedade e promover o sentido de comunidade;
– Valorizar o tempo e o cuidado dos outros, estimular talentos e promover o reconhecimento das capacidades de cada um.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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