Olhão

UAlg reforça proximidade com o concelho de Olhão

O reitor da UAlg, António Branco, visitou o concelho de Olhão, no passado dia 23 de maio, onde pôde constatar que a Universidade não está afastada do município e que a proximidade física também se verifica nas relações e nas várias sinergias estabelecidas. Este pressuposto é igualmente defendido pelo autarca António Pina que não corrobora com a visão de que a Universidade está de costas voltadas para a região.

Sobre esta visita, António Pina explica: “Pretendemos dar uma panorâmica geral e mostrar o que é a realidade do concelho, a parte empresarial – setor primário, secundário e alguma abordagem ao terciário -, bem como o ensino e a área social, e mostrar as ligações que já existem com a UAlg, desde os quadros superiores e técnicos, aos professores das escolas, aos engenheiros da indústria conserveira, até à área social, muitos dos nossos técnicos são fruto da Universidade do Algarve.” Para António Pina é muito importante continuar a apostar numa maior proximidade da autarquia com a Universidade em áreas como as pescas, a agricultura e o turismo, rejeitando a ideia de que que UAlg está de costas voltadas para a região.

Por seu lado, António Branco considera que se o presidente da autarquia olhanense refere esta ligação e tem noção de que ela já existe, cabe ao reitor torná-la mais visível e reafirmar a sua disponibilidade para que essa relação seja, cada vez mais, útil para as duas partes. “A Universidade não pode ser entendida como uma prestadora de serviços à região, porque a região também presta serviços à Universidade”, defende o reitor. António Banco salientou ainda os vários desafios que têm sido solicitados à Universidade, inclusive em Olhão, garantindo que os tem registado e que os trará para dentro da Instituição para no seu seio encontrar os investigadores ou parceiros que possam estabelecer protocolos de trabalho.

Ciente de que nem sempre a UAlg pode ser líder das redes de investigação, o reitor esclareceu que, muitas vezes, o que faz é incluir-se em redes internacionais que tratam de grandes questões para o mundo, mas que poderão não interessar tanto localmente. “Porém, uma Universidade não pode tratar só de questões particulares, tem que ter uma utilidade que ultrapasse a região em que está enquadrada”, afirma.

Questionado sobre como é que se podem estudar os problemas locais, António Branco esclareceu que muitos desses fundos só estão disponíveis se for estabelecida uma aliança entre as empresas e a Universidade, mas adiantou que em Portugal ainda não se investe o suficiente nas áreas da investigação e desenvolvimento. “A Universidade tem um papel muito importante nessa matéria e já se percebeu que o investimento em investigação e desenvolvimento acaba por ter um custo para as empresas, mas que a médio e longo prazo trará um rendimento enorme porque o salto de qualidade lhes permitirá abrir novas portas”, assegurou.

Das várias áreas em que a UAlg e a própria região ainda poderão fazer mais e melhor, o reitor salientou as indústrias culturais e criativas, defendendo que, para isso, é muito importante que as pessoas percebam a importância da Cultura.

Este périplo pelo Algarve tem-lhe permitido comprovar que, embora existam áreas em que a UAlg ainda não está tão presente como devia, existem muitas outras em que mantém uma relação muito próxima com a sociedade. “O que eu espero despertar nas pessoas é um maior interesse pela Universidade e uma consciência de que ela existe e tem um papel importante no desenvolvimento da região”, frisou António Branco.

Em Olhão, o reitor visitou os viveiros Monterosa, em Moncarapacho, empresa que se dedica à produção de plantas ornamentais e azeite, a Unidade de Desabituação do Algarve, uma unidade de saúde pública para tratamento da toxicodependência,a Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, a empresa conserveira “Freitas Mar”, a Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), uma instituição que presta apoio a crianças, idosos e pessoas com deficiência, o Movimento Juvenil de Olhão (MOJU), uma associação juvenil de intervenção social, terminando este périplo no Conservatório de Música de Olhão, onde foi brindado com um momento musical.

Este foi o 11.º concelho visitado pelo reitor, que em jeito de balanço garantiu que estas visitas têm superado as suas expetativas. Explicou que sentiu necessidade de fazer estas visitas para se dar a conhecer à região, pois tinha consciência de que era pouco conhecido pelas forças vivas do Algarve. António Branco tem agora noção de que estas visitas estão a ultrapassar esta sua ideia inicial e que, por isso, a própria imagem da instituição está a ser colocada no ponto onde é justo ser colocada, ou seja, conclui: “Há uma relação muito íntima entre a UAlg e a região”.

Recorde-se que António Branco elegeu como uma das finalidades estratégicas do seu mandato (2014-2017) estreitar ainda mais a relação da Universidade com a região, para que se possa estabelecer uma colaboração de grande proximidade e construir um espaço privilegiado de reflexão e de ação conjunta. Centrando-se no lema “UAlgarve é o nosso Campus”, o reitor já visitou 11 concelhos do Algarve: Loulé, Lagoa, Castro Marim, São Brás de Alportel, Lagos, Alcoutim, Albufeira, Vila do Bispo, Aljezur, Portimão, Olhão e no próximo dia 13 de junho, visitará o concelho de Monchique.

Por: UAlg

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