Loulé

Agraciados do Município de Loulé 2014 | Autarquia homenageou pessoas e entidades ligadas ao 25 de Abril

Decorreu na passada quinta-feira, Dia do Município de Loulé, no Cine-Teatro Loulé, a cerimónia solene de atribuição das Medalhas de Mérito Municipal aos Agraciados do Concelho de Loulé.

Cerimonia dos Agraciados do Município de Loulé - C.M. Loulé / Mira

Cerimonia dos Agraciados do Município de Loulé – C.M. Loulé / Mira

A título excecional, uma vez que este momento acontece de dois em dois anos, a edilidade decidiu promover em 2014 esta iniciativa de forma a distinguir publicamente instituições e personalidades ligadas ao 25 de Abril, no âmbito do programa comemorativo do 40.º aniversário desta efeméride.

Assim, as Medalhas de Mérito Municipal foram atribuídas à Comissão Administrativa “que cuidou do poder concelhio e integrou as suas gentes no processo democrático que o país então viveu intensamente”. “É tempo de homenagear os cidadãos que, na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia, asseguraram essa transição de poder; que fizeram parte desses órgãos administrativos escolhidos pelo povo e que acompanharam essa mudança social e política, mantendo o funcionamento das instituições e empenhando-se na construção da democracia local”, considerou o autarca.

Também a Associação 25 de Abril mereceu uma distinção (Louvor Público) por parte da Câmara de Loulé, depois de em 1999 ter recebido a Medalha de Honra do Município de Loulé.

Refira-se que há mais de duas décadas que o Município tomou a decisão de, no seu dia festivo, reconhecer e distinguir publicamente instituições e personalidades que tenham demonstrado um comportamento relevante, merecedor de destaque especial em termos de mérito profissional, feitos cívicos ou serviços prestados à comunidade.

Os Agraciados

LOUVOR PÚBLICO

Associação 25 de Abril

A Associação 25 de Abril é uma associação sem fins lucrativos, de natureza altruísta, destinada à consagração e defesa dos valores cívicos, tendo como fins principais «a consagração e divulgação, no domínio cultural, do espírito do movimento libertador de 25 de Abril de 1974, a recolha, conservação e tratamento de material informativo e documental para a história do 25 de Abril e do processo histórico que o precedeu e se lhe seguiu e a divulgação, pedagogia e defesa dos valores e espírito democráticos».

A Associação 25 de Abril, fundada em 22 de outubro de 1982 por oficiais dos quadros permanentes das forças armadas, abriu as portas à participação dos restantes militares profissionais e dos civis.

No entanto, a estes estava impedido o acesso à categoria de sócio efetivo. Para eles foi criada a figura do apoiante, associado que não tinha nem todos os deveres nem todos os direitos dos sócios efetivos. Em março de 1990, a alteração dos estatutos abriria o acesso a sócio efetivo a todos os cidadãos nacionais e em março de 2008 a mesma possibilidade foi estendida a todos os cidadãos e cidadãs que se revejam no espírito do 25 de Abril.

Em 1990, foi também alargado o seu âmbito de ação, passando a envolvê-la na preocupação de assuntos relacionados com o campo da Defesa e das Forças Armadas, nomeadamente no que se refere ao papel do militar e das Forças Armadas numa sociedade democrática.

Congregando, desde o início, a esmagadora maioria dos militares que se envolveram no 25 de Abril (cerca de 95%), a A25A tem, em 2014, mais de 6000 associados, sendo o número de militares sensivelmente o mesmo de civis.

Inicialmente sediada em Lisboa, no Forte do Bom Sucesso, depois num edifício em Linda-a-Velha, ocupa desde 24 abril de 2001 um prédio reconstruído sob a orientação do arquiteto Siza Vieira, também responsável pelo design de todo o mobiliário, e com projeto de engenharia da responsabilidade do engenheiro Segadães Tavares, na Rua da Misericórdia, 95, em Lisboa.

Possui Delegações no Norte (Porto), no Centro (Coimbra), no Alentejo (Grândola) e no Algarve (Faro). Tem vários Núcleos espalhados pelo país e pelo estrangeiro, de que se destaca o de Toronto, no Canadá.

No campo da documentação, estabeleceu um protocolo com o Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, que trata e explora todo o seu espólio documental.

A sua permanente ação na defesa dos valores democráticos, e a sua postura de intransigente apartidarismo, consolidou a sua imagem junto da sociedade e do poder. Pode considerar-se, hoje, uma das instituições de referência do Portugal democrático.

A A25A é membro honorário da Ordem da Liberdade, e possui as Medalhas de Mérito Municipal de Cascais, Sines, Setúbal, Oeiras, Almada, e Palmela e a Chave da Cidade de Santiago do Cacém, gozando do estatuto de pessoa coletiva de utilidade pública. Em 1999, a Câmara Municipal de Loulé atribuiu-lhe a Medalha de Honra do Município de Loulé.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO – GRAU OURO

Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loulé

João Barros Madeira (Presidente)

João Barros Madeira nasceu em Loulé, em 1934, filho de David Mendes Madeira e de Joana d’ Aragão Barros.

Frequentou a escola Conde Ferreira e depois o liceu João de Deus, em Faro, onde fez o ensino secundário. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Durante a vida académica, na década de 60, em tempos de grande agitação estudantil (na qual participou ativamente), foi dirigente do Orfeão e da Tuna, e também da Associação Académica. Dotado de uma boa voz, gravou ainda alguns discos de fados.

Iniciou a sua vida profissional em Loulé, em 1962, no Hospital da Misericórdia. Exerceu também a medicina privada e mais tarde trabalhou no Centro de Saúde, onde foi Diretor.

Foi Presidente da Câmara de Loulé, em 1974, no período de transição para a democracia.

Foi ainda membro do Conselho de Administração da Administração Regional de Saúde do Algarve, e terminou a sua carreira profissional como Diretor do Hospital de Faro.

Enquanto cidadão foi presidente do Louletano por duas vezes e durante vários anos presidiu à comissão organizadora do Carnaval de Loulé. Foi também presidente da Comissão Columbófila do Distrito de Faro, sócio nº1 e fundador da Sociedade Columbófila Louletana, vice-presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Columbofilia, tendo sido ainda o primeiro português a ocupar um cargo na vice-presidência da Federação Columbófila Internacional.

Francisco Manuel Bota Inez

Francisco Manuel Bota Inez nasceu na freguesia de S. Sebastião, em Loulé, em outubro de 1933, filho de Manuel de Sousa Inez Júnior e de Rosa de Jesus Bota. Depois de concluir o Curso Complementar dos Liceus, que frequentou no Liceu Nacional de Faro, concluiu em 1960 a licenciatura pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Contemporâneo de uma geração sacrificada pela guerra colonial, permaneceu em Angola de 1962 a 1964, como médico militar no Batalhão de Cavalaria 345, do então tenente-coronel António de Spínola.

Depois de concluir o curso de Medicina Sanitária no Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge, foi médico municipal do 1º partido do Concelho de Loulé até 1968 e, desde esta data, subdelegado de saúde privativo do mesmo Concelho. Já como delegado de saúde foi diretor do Centro de Saúde de Loulé, desde a sua criação em 1973, onde coordenou o Serviço Médico à Periferia e presidiu à Comissão Integradora dos Serviços de Saúde Locais (CISSL) até à sua extinção. Presidiu igualmente à Comissão Instaladora do Hospital Concelhio/Serviço de Luta Anti-Tuberculose/Centro de Saúde, até 1985, ano em que assumiu as funções e o exercício de Autoridade de Saúde Distrital Substituto, na Administração Regional de Saúde (ARS) do Distrito de Faro.

Integrou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loulé em julho de 1974.

Em 1994 foi nomeado vogal do Conselho de Administração da ARS do Algarve, funções que desempenhou até 1996 e acumulou com as de Delegado Regional de Saúde da Região de Saúde do Algarve, estas até à sua aposentação, em abril de 1998.

De entre outros, frequentou e concluiu, em 1989, na Escola Nacional de Saúde Pública, um Ciclo de Estudos Especiais em Saúde Escolar. Prestou os seus serviços clínicos no Hospital Concelhio de Loulé, na Casa do Povo de Alte e na Casa dos Pescadores de Quarteira e coordenou, na Região de Saúde do Algarve, diversos programas de saúde, em particular nas áreas da Saúde Escolar, da Vacinação, das Doenças Transmissíveis e ainda o Programa Nacional de Controlo das Hemoglobinopatias.

Foi coordenador do Internato Complementar de Saúde Pública no Distrito de Faro e orientador de formação nesta área no Centro de Saúde de Loulé.

Publicou e apresentou, em Seminários e Jornadas de Saúde Pública, diversos trabalhos individuais e de coautoria.

Mantém, desde 2001, no jornal “A Voz de Loulé”, a rubrica “Dom Finório”, minicrónica quinzenal que pretende dar conta das angústias e perplexidades do cidadão comum face ao mundo que o rodeia.

Atualmente é professor da disciplina de Saúde Pública na Universidade Sénior de Loulé.

José Cabrita Cortes – A título póstumo

Natural de São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves, a 19 de março de 1910, filho de João António Cortes e de Maria da Conceição Rosário Cabrita, José Cabrita Cortes foi comerciante durante mais de 50 anos.

Com 12 anos, saiu da sua terra natal para fixar-se em Loulé, tendo começado a trabalhar nos estabelecimentos de tecidos, mercadoria e carruagens do comerciante espanhol Domingos Garcia, onde durante muitos anos foi um empregado de comércio dedicado e proficiente.

Mais tarde, na década de vinte, José Cabrita Cortes estabeleceu-se por conta própria com uma loja sita no atual Largo Dr. Bernardo Lopes, loja de Modas, Tecidos, Fanqueiro e Retrosaria, “José Cabrita Cortes”, e depois, nos anos sessenta, na Praça da República. Mais tarde deu sociedade ao seu empregado, José Francisco Mendonça, e a casa passou a denominar-se “Cortes & Mendonça”.

Durante esse período, foi sempre um cidadão exemplar, íntegro, solidário e com ideais democráticos, o que lhe custou perseguição política efetiva, bem como a alguns dos seus familiares e amigos.

Em 1974 fez parte da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loulé.

Mesmo com as eleições livres, que sempre defendeu, manteve vivos os mesmos ideais de liberdade e de democracia, até ao fim da sua vida.

Deixou muitos textos e poemas de cariz popular e realista, muito críticos socialmente e, também por isso, muito espontâneos e fiéis às mudanças que observava na sociedade.

Faleceu a 11 de dezembro de 1995, com 85 anos.

João dos Santos Simões

João dos Santos Simões, popularmente conhecido por “Guanito”, nasceu em 1940 e cedo abandou os estudos (concluiu a quarta classe). Aos 12 anos começou a trabalhar na Tipografia Comercial, onde iniciou a aprendizagem sobre as artes gráficas.

Teve uma participação ativa na dinamização de vários grupos desportivos. Foi praticante de futebol, fazendo parte dos quadros da equipa sénior do Louletano, situação interrompida pelo serviço militar, integrando uma missão em Angola, entre 1961 e 1963.

De regresso a Portugal, retoma a sua profissão de tipógrafo mas, mais tarde, emigra para França onde permanece até 1966. Nesse mesmo ano volta à Tipografia Comercial e retoma a atividade desportiva.

Algum tempo depois integra a direção do Louletano Desportos Clube e, ao mesmo tempo, faz parte da equipa de futebol como jogador e treinador. Criou uma escola de jogadores de onde saíram juniores e juvenis que irão fazer parte da atividade do clube e do movimento desportivo do Concelho de Loulé.

Nunca abandonou a sua vida profissional e, em 1971, torna-se sócio da Tipografia Comercial.

Em 1969 é convidado pelo movimento de oposição ao regime, mantendo um contato com o Atlético onde o movimento se concentra.

Com a Revolução do 25 de Abril de 1974, a CDE convida-o para a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loulé. Nas primeiras eleições é eleito na coligação FEPU para um mandato e voltaria, mais tarde, a fazer mais dois mandatos como vereador pela APU. Nos quatro mandatos tem a responsabilidade de vários pelouros sem qualquer vencimento. Após a sua passagem pelas funções autárquicas, fomenta o movimento para a criação da Zona Industrial de Loulé que veio dar início aos polos de desenvolvimento comercial e industrial da cidade de Loulé. Em 1984 é feita uma sociedade com mais quatro sócios, sendo esta gerência que lidera e desenvolve a empresa Gráfica Comercial até à atualidade.

Fez parte dos quadros do MDP-CDE regional e da comissão nacional.

Integrou o grupo da ASPROCA que mais tarde se transformaria na Casa da Cultura.

Hoje ainda é Vice-presidente do Louletano e membro da direção nacional da APIGRAF.

Politicamente mantém-se independente de qualquer filiação partidária.

Bruno Adílio Coelho

Nasceu a 15 de setembro de 1938, na freguesia de S. Clemente, Loulé, filho de Bruno Amadeu Coelho e de Adília Rosa.

Iniciou-se na arte tipográfica, aos 14 anos, na Gráfica Louletana, especializando-se na composição. Posteriormente transferiu-se para a Gráfica Comercial, da qual se fez sócio em 1984.

Desempenhou diversas atividades no desporto, na cultura e no recreio. Foi um dos fundadores do Grupo Desportivo “Os Unidos”, em 1956. Ao completar 18 anos de idade, fez parte da direção da Sociedade Recreativa Artística Louletana até ao serviço militar. Em finais de setembro de 1963, em plena Rua Padre António Vieira, o Dr. Manuel M. Gonçalves ofereceu-lhe as chaves da sede do Louletano Desportos Clube, com o recado: “Faz o melhor que puderes, porque o LDC merece!”. Assim, com a colaboração de um largo grupo de amigos do Louletano, não só o clube cresceu como o adormecido Parque Municipal de Loulé acordou.

Colaborou ainda na organização dos festejos carnavalescos de 1973, pelo Louletano, e de 1974, pelo Sporting Clube Atlético.

Em 16 de junho de 1981 foi um dos cinco sócios fundadores do Clube de Ténis de Loulé. Foi colaborador e correspondente de alguns jornais regionais e nacionais.

Após o 25 de Abril de 1974, foi nomeado pelo MDP para fazer parte da Comissão Administrativa que geriu os destinos do Concelho nesta fase transitória do país.

António Maria Andrade de Sousa – Menção Honrosa – A título póstumo

Nascido a 17 de abril de 1927, em Loulé, na freguesia de S. Clemente, António Maria Andrade de Sousa, industrial de profissão, ganhou relevo social e político através do trabalho, da honestidade e de uma verdadeira ética de comportamento.

Desde cedo interessou-se pela política, influenciado pela corrente republicana e democrática que sobreviveu ao 28 de Maio. Aprofundou os seus conhecimentos político-filosóficos assinando a “República”, a “Seara Nova”, “A Vértice” e muitas outras revistas e jornais locais.

Logo após o 25 de Abril de 1974, Andrade de Sousa fez parte da Comissão Administrativa Municipal então empossada e foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Loulé eleito democraticamente, nas listas do Partido Socialista, cargo que ocupou até 1979.

Avesso ao carreirismo político, Andrade de Sousa apenas se preocupou, ao longo da sua vida e durante o seu mandato, em servir o bem-comum e em lutar e defender a sua terra.

Faleceu de morte súbita no dia 16 de agosto de 1992.

Em 1996 foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro. A 29 de novembro de 2003, como homenagem a este dedicado louletano, foi descerrada uma placa toponímica com o seu nome dado a uma avenida da cidade de Loulé.

Celestino Pedro Correia Bota

Natural da freguesia de S. Sebastião, em Loulé, filho de José Alcaría Bota e de Joana Martins Correia, Celestino Pedro Correia Bota nasceu a 1 de agosto de 1947.

Frequentou o ensino primário na Cruz da Assumada, iniciando o secundário, via profissionalizante, na então recém-criada Escola Industrial e Comercial de Loulé. Mudou de curso para a Escola Comercial e Industrial de Faro – Curso Geral de Comércio e Preparatório de ingresso aos Institutos Comerciais.

Iniciou-se então no mundo do trabalho numa empresa local com uma pequena faceta de importação/exportação, nas funções da Contabilidade e Fiscalidade.

Desde muito cedo ganhara interesse pelas atividades desportivas amadoras em várias especialidades do Atletismo e, com um grupo coeso mas heterogéneo, animou a cultura local no “Atlético” durante quase duas décadas, com inúmeras realizações, algumas das quais de significativa projeção pública local e regional.

No início da década de 70, foi dinamizador e um dos fundadores do movimento cooperativo habitacional local e regional.

Abriu uma Delegação em Faro de uma Companhia de Seguros ligada a um grupo económico e aí fez toda a sua carreira profissional, com breve passagem por Loulé (durante três anos).

Integrou a Comissão Administrativa que presidiu à Câmara Municipal de Loulé em 1974.

Atualmente está reformado mas é um ativo colaborador em diversas atividades sociais.

José Manuel Ascensão de Sousa Martins

José Manuel Ascensão de Sousa Martins nasceu em Loulé, freguesia de S. Clemente, a 20 de agosto de 1948, filho de José Centeio de Sousa Martins e Maria Silvestre da Costa Ascensão.

Frequentou o ensino primário na Escola da Barreira, em Loulé, e os estudos secundários no Colégio Infante D. Henrique, terminando-os no Instituto de Santo António, um colégio interno em Castelo Branco.

Frequentou a Escola de Regentes Agrícolas de Évora, concluindo o curso em 1968. Fez o estágio profissional obrigatório em Moura, ligado ao projeto agrícola inerente à construção da barragem do Alqueva, nessa altura em fase de estudo.

Regressou a Loulé e juntou-se ao “Grupo Atlético”. Em 1970 é chamado a cumprir o serviço militar obrigatório, entrando em Mafra no Curso de Oficiais Milicianos.

É mobilizado para Angola no início de 1971 e é colocado em Quicabo, nos Dembos, durante os dois anos de Comissão Militar como Oficial Miliciano.

Regressa a Loulé em 1973 e inicia o seu percurso profissional na Planal, Quinta do Lago, ligado à área da floresta, paisagismo e jardinagem, funções que desempenha durante 37 anos.

Após o 25 de Abril é escolhido para integrar a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loulé, que termina em outubro de 1975.

Integrou o primeiro e único Conselho Municipal em 1976.

É, em várias eleições, eleito deputado municipal, cargo que desempenha durante 12 anos.

Reformou-se por razões pessoais e reside atualmente no Concelho de Sintra.

Joaquim da Silva – A título póstumo

Joaquim da Silva nasceu em Alte, a 20 de dezembro de 1910, filho de Maria da Silva e Silvério Martins.

Frequentou a escola primária em Alte, tendo concluído a quarta classe. Trabalhou como ajudante de balcão em S. Bartolomeu de Messines. Casou com Julieta da Conceição Ribeiro e estabeleceu-se em Alte até ir para Loulé gerir a mercearia do seu tio, Amadeu Pedro da Cruz, situada no edifício da Câmara Municipal de Loulé. Esta mercearia tinha pertencido a António Arez, com a designação “António J. C. Arez, Lda”, que depois vendeu a sua quota a Amadeu da Cruz, mantendo o nome do estabelecimento. Joaquim da Silva foi ajudar o tio e, mais tarde, ficou à frente da mercearia.

Republicano convicto, durante o período da ditadura já recebia o jornal A República e ouvia Manuel Alegre pela Rádio da Argélia, onde estava exilado.

Em 1974 integrou a Comissão Administrativa que presidiu aos destinos da Câmara Municipal de Loulé.

Pertenceu ao Rancho Folclórico da Casa do Povo de Alte.

Joaquim da Silva faleceu a 14 de dezembro de 1996.

MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO – GRAU PRATA

Comissão Administrativa das Juntas de Freguesia

Almancil – Manuel dos Santos Vaquinhas – A título póstumo

ALTE – Analide Martins Lourenço – A título póstumo

AMEIXIAL – Abílio Antunes Mártires – A título póstumo

BOLIQUEIME – Fernando José Barriga Vieira

QUARTEIRA – Daniel Guerreiro João – A título póstumo

QUERENÇA – Joaquim Nunes Viegas Santa Rita – A título Póstumo

SALIR – Manuel Dourado Martins de Sousa Eusébio – A título póstumo

SÃO CLEMENTE – João António dos Santos

SÃO SEBASTIÃO – José Gonçalves Grosso

Por: Município de Loulé

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