Quarteira

Centro Comunitário António Aleixo acolheu lançamento do livro infantil “Zita no seu aniversário” em dia de festa (92 fotos)

O Centro Comunitário António Aleixo, em Quarteira, foi palco na tarde ontem, dia 15 de junho, do 19.º aniversário da Fundação António Aleixo (FAA), numa tarde de festa com muita animação com destaque para o lançamento do livro infantil “Zita no seu aniversário”, com texto de Sandra Torres e ilustração de Ana Rita Monteiro, apoiado pelo Montepio Geral e edição da Ver O Verso.

A Fundação António Aleixo (FAA) convidou e a população correspondeu. Casa cheia numa tarde de domingo divertida em família com atividades para os mais pequeninos, que incluíram Insufláveis, Pinturas Faciais, Modelagem de Balões, Espetáculo de Magia com o Mágico Roger, Hip Hop, Ballet, Coro da Fundação, Exposição e Entrega de Prémios dos Trabalhos dos utentes e, claro, não faltou a presença da mascote Zita, semeando ternura e carinho, encantando mais uma vez todos os petizes presentes. De referir que a Zita teve a sua primeira aparição no dia 19 de Dezembro de 2011, na Festa de Natal da FAA.

A tarde de festa contou com as intervenções do presidente da FAA, António Silva Lopes; administrador da FAA, José Galamba; presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo; presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto; as autoras do livro, Sandra Torres (texto) e Ana Rita Monteiro (ilustração); Selma Cazes, em representação da editora; Bruno Reis, em representação do Montepio Geral.

A cerimónia foi apresentada por Nelson Horta, técnico superior da FAA, que partilhou um pouco do historial da Fundação António Aleixo e apresentou os oradores.

Intervenções

António Silva Lopes manifestou o seu regozijo por mais um aniversário e pelo lançamento da nova obra da Instituição, agradecendo o apoio do Montepio Geral através da sua Fundação, não apenas na edição do livro mas também em outras ocasiões. Quanto ao livro, “gosto muito dele. É um legado fabuloso que se deixa à juventude e à criançada. Está muito bem desenhado e muito bem escrito. Obrigado também à nossa amiga Selma, da editora, que está sempre conosco nestas situações”.

Sandra Torres agradeceu a presença de todos. É muito bom estar deste lado e ver a sala cheia. Trabalho na Fundação António Aleixo há algum tempo. Escrever uma história sobre a Zita não foi difícil. A Zita nasceu há cerca de dois anos e vejo-a como um conjunto de vontades entre os técnicos que trabalham nesta casa. A Zita, com o seu ar amistoso, já cativou miúdos e graúdos. Quando a Zita faz um espetáculo, é muito bom ver as crianças felizes por estarem perto dela. Não vou revelar a história porque quero que vocês a leiam. Foi fácil arranjar uma ilustradora para a história. A Ana Rita surgiu-nos num momento oportuno. Caiu-nos do céu. Não foi preciso procurar muito. A Ver o Verso também se prontificou a ajudar-nos. Quero também agradecer à Fundação António Aleixo pela oportunidade. Foi uma experiência fantástica. É como viver um bocadinho dentro do imaginário e espero que gostem do livro”.

Segundo Ana Rita Monteiro, “tive conhecimento deste sonho da Sandra durante uma recolha de fundos em que perguntei como poderia ajudar. Tenho sempre por norma fazer o meu serviço social porque deve estar dentro de nós fazer a nossa parte pela sociedade. Quando ela me falou no livro, entendi que devíamos avançar e a partir daí começámos a trabalhar em conjunto”.

Bruno Reis salientou que “o Montepio tem muito orgulho em estar presente neste evento e em ter apoiado a elaboração e a concretização deste projeto da Fundação António Aleixo. É uma parceria já longa, tem sido construída ao longo de vários anos, temos criado laços com a Fundação e com todos os seus colaboradores. Quando nos foi apresentado este projeto, dissemos logo que sim pela questão de ser um livro que vem proporcionar às crianças uma forma nova de aprenderem porque hoje em dia as tecnologias não são a forma indicada para aprender. Os livros continuam a ser a melhor forma de perceber melhor as histórias, de poderem sonhar e de os pais poderem mostrar o que é a verdadeira essência das histórias e dos sonhos que são criados pelas crianças. Estamos sempre de pedra e cal no apoio ao desenvolvimento dos projetos da Fundação António Aleixo e esperamos que a relação e a parceria entre nós continue a existir nos anos futuros”.

Para Selma Cazes, “é um prazer estar nesta mesa ao lado da Fundação, mais uma vez e com projetos destes. É um namoro muito grande entre a Editora Ver O Verso e a Fundação António Aleixo e eu sou muito apaixonada pelo trabalho que tem feito. Normalmente diz-se que dinheiro chama dinheiro. Eu acho que, neste caso, paixão chamou paixão. Ouvir a Sandra falar na Zita, não há quem não se apaixone”.

Por seu lado, Telmo Pinto revelou ter tido “o privilégio de conhecer a Zita, que tratámos na altura por ‘Abelha da Fundação’, há cerca de um ano atrás. Foi uma situação muito engraçada e tive muito gosto em a conhecer e temos muito gosto em perceber que a Zita vai ganhando o seu espaço aqui na nossa comunidade. Quero dar os parabéns à Fundação, que tem uma ligação muito estreita com a junta de freguesia e com a nossa comunidade. Como disse o Nelson, na apresentação que fez, a Fundação tem uma grande intervenção na comunidade de Quarteira. O trabalho que é feito aqui diariamente, em termos sociais, é importante e a sua importância ainda ganha mais relevo nos dias que vivemos hoje. Portanto, a Fundação e as pessoas da Fundação estão de parabéns e muitas vezes não são valorizados pelo trabalho que fazem. Por vezes, é mais fácil criticar do que valorizar as pessoas que estão sempre prontas para ajudar. A Junta de Freguesia de Quarteira estará sempre pronta para ajudar e trabalhar em conjunto com a Fundação António Aleixo”.

Vítor Aleixo começou por saudar “os meninos e as meninas aqui presentes. São a razão de ser desta instituição. Saúdo também as entidades presentes aqui na mesa. Para mim, como representante da Autarquia de Loulé, é uma satisfação muito grande estar numa instituição que persegue fins tão nobres como sejam cuidar bem dos mais novos e também dos mais velhos. São propostas sociais. Foi para isso que esta instituição foi criada e foi-se afirmando ao longo dos anos como uma das primeiras ferramentas de ajuda á comunidade. Tenho a profunda satisfação e alegria de ela ter o nome do meu avô e de ter sido eu próprio o primeiro fundador e de ter sido presidente da Fundação António Aleixo. Portanto, motivos de sobra para me sentir feliz e satisfeito, neste momento de mais um aniversário da Fundação António Aleixo. Os momentos não são fáceis, há sempre muitos obstáculos mas a instituição cresceu, agregou muita gente, há muitos beneficiários que podem usufruir do bom trabalho que é prestado pela Fundação, de modo que é já uma instituição reconhecida, com sólidos alicerces e terá com certeza ainda muito para dar à comunidade”. Relativamente à obra apresentada, “não basta fazer um livro, dá-lo a ler às crianças e pensar em vendê-lo. Muito mais importante que isso seria ter os pais envolvidos. Os filhos são a coisa mais importante da nossa vida. E ler-lhes um livro é das coisas mais importante para os pais e para as crianças porque o livro é uma coisa extraordinária. Ao contar uma história infantil, o imaginário de uma criança pode voar com asas, pode sonhar mundos maravilhosos e isso é um instrumento fundamental na vida das crianças. Depois, são os momentos de convivência íntima, emocional e gratificante com os pais que a criança guardará para o resto da sua vida. Isso é extremamente importante para um crescimento equilibrado do novo ser, as crianças. Portanto, o que eu peço è que os pais leiam sempre histórias aos meninos e, sobretudo, vejam menos televisão. Leiam e leia muito, leiam histórias como esta da Zita, que eu também conheço de nome já há uns anos. É uma criação da Fundação António Aleixo, um boneco infantil que já vi em representações, cortejos carnavalescos e festas da instituição e que agora tem uma história associada. A Zita também cresceu com a instituição e, por isso, parabéns às autoras”.

Após as intervenções, António Silva Lopes presenteou as entidades que mais se distinguiram com a FAA em 2013, o Rotary Clube de Almancil e o Montepio Geral, destacando igualmente a instituição de solidariedade social de Vale do Lobo, “umas senhoras queridíssimas que nos ajudam aqui todas as semanas”.

De seguida, teve lugar a entrega de prémios aos melhores trabalhos do Concurso Infantil da FAA, sob o tema ‘Zita no país do faz de conta’, lançado no âmbito do lançamento do livro, aberto à participação dos alunos dos Agrupamentos de Escolas Dr.ª Laura Ayres e D. Dinis, bem como das salas de Pré Escolar de Quarteira e das salas de Animação Infantil e Pré Escolar da FAA.

PREMIADOS

1.º prémio – Sala Patinhos da Fundação António Aleixo (trabalho n.º 2)

2.º prémio – Sala Coelhinhos da Fundação António Aleixo (trabalho n.º 3)

3.º prémio – Sala Verde do Jardim de Infância de Quarteira (trabalho n.º 9)

Foram igualmente entregues prémios de participação a todas as salas que participaram no concurso. Todos os prémios incluíram livros, material pedagógico e material lúdico para as respetivas salas.

A Fundação António Aleixo é uma Instituição de Utilidade Pública sem fins lucrativos, tendo completado 19 anos de existência no dia 25 de maio de 2014.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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