Quarteira

Nota pública da Universidade do Algarve sobre o julgamento do artista Élsio Menau

Sendo do conhecimento público o julgamento, em curso, do antigo aluno do Curso de Licenciatura de Artes Visuais da Universidade do Algarve, Élsio Menau, vem esta instituição de ensino superior, por intermédio do seu Reitor, Professor Doutor António Branco, manifestar solidariedade, inequívoca, para com o artista Élsio Menau, de Quarteira.

O País na Forca, de Élsio Menau

O País na Forca, de Élsio Menau

António Branco entende que não houve ofensa à Bandeira Nacional já que: «o artista utilizou simbolicamente a bandeira para fazer uma instalação artística, num contexto de crítica social e, ao contrário do que possa parecer, a ideia não era atacar a bandeira, mas sim, defender o que ela representa de facto naquele contexto: a nação que se sente ameaçada e «enforcada» pelas limitações impostas por factores externos de cariz económico e, internamente, por questões de foro político». Por isso, o Reitor da Universidade do Algarve, subscreve a posição do advogado do antigo aluno da UAlg, Dr. Fernando Cabrita, quando afirma que: «Do ponto de vista judicial, se for um ato para ofender a Bandeira de Portugal, é um crime. Mas não foi isso que aconteceu».

Segundo o Reitor da UAlg «a história da arte, nacional e internacional, conta com vários artistas que utilizaram os símbolos nacionais como uma forma de crítica ao sistema, não ao símbolo em si, mas àquilo que ele passou a representar em determinados momentos. Basta pensarmos nas bandeiras do artista norte-americano Jasper Johns ou, mais recentemente, da artista Barbara Kruger. Recordamos ainda o caso do ator João Grosso que, em 1986, acabou por ser absolvido num caso semelhante, instaurado por ter cantado o hino nacional em estilo rock».

Conclui o Reitor da Universidade do Algarve que «o trabalho de Élsio Menau é um exercício da liberdade de expressão (neste caso, artística) consagrado na Constituição da República Portuguesa».

Por: UAlg

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