Quarteira

Assembleia de Freguesia de Quarteira preocupada com o estado da Saúde

O Auditório do Centro Autárquico de Quarteira acolhe amanhã, 1 de julho, a partir das 21 horas, uma Reunião Ordinária da Assembleia de Freguesia de Quarteira com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Período de intervenção do público;

2 – Discussão e Aprovação do Regimento da Assembleia de Freguesia (aprovado por unanimidade);

3 – Apreciação do Regulamento de Fundo de caixa e Fundo de Maneio (aprovado por maioria com abstenção da Bancada do PSD);

4 – Aprovação do Regulamento Ação Social (aprovado por maioria com abstenção da Bancada do PSD);

5 – Período de intervenção do público.

Períodos de intervenção do público:

Rogério Ferreira abordou a situação no Centro de Saúde de Quarteira. “Seria bom que a Assembleia de Freguesia, no seu conjunto, e se calhar também a Junta de Freguesia, façam uma Petição sobre determinadas coisas que se passam no Centro de Saúde de Quarteira. São pessoas que vão lá fazer determinados exames e têm que voltar para trás por falta de material; São os funcionários que há cerca de 2 anos se andam a cotizar para comprar produtos de limpeza para manter o Centro de Saúde em condições; Vacinas que não há. O estado a que chegou o Centro de Saúde de Quarteira é o reflexo do estado a que chegou a Saúde em Portugal. Era bom que a Assembleia de Freguesia tomasse uma posição em relação a estas questões. Outra coisa que eu gostaria de saber era se agora, no período de verão, haverá ou não um alargamento do horário do Centro de Saúde ou se vai continuar a encerrar às 20 horas. Por outro lado, como alguém aqui dizia, e muito bem, se for só para passar receitas, também não se ganha grande coisa. Estamos numa terra turística, visitada por muita gente e, se houver algum problema, mais uma vez terão de se deslocar a Loulé. Quarteira tem perdido serviços ao longo dos anos e continua a perder”.

Carlos Nunes questionou sobre as obras na Estrada da Fonte Santa. “É uma obra que dura há anos e, nas últimas 3 semanas, houve uma alteração na circulação e foram colocados semáforos que criam grandes congestionamentos no trânsito. Então, nas quartas feiras, dias de mercado, as filas de carros parados chegam à rotunda do Lidl com graves prejuízos para as pessoas que utilizam essa estrada. Alteraram o trânsito, colocaram semáforos, dificultaram e muito o trânsito mas não se vê obra. Há 3 semanas que as obras estão paradas”.

Rui Silva (Bancada do PSD) também abordou a obra na Estrada da Fonte Santa. “Eu também lá passei hoje, que é dia 1 de julho. Entrámos nos meses fortes do turismo e aquele semáforo não permite fluidez de trânsito. Era importante falar com as entidades responsáveis para, pelo menos, ser retirado aquele semáforo e a colocação de alcatrão do outro lado que permita fazer passagem. Eu hoje vi alguns automobilistas a passar pela terra batida”.

O presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto, pronunciou-se relativamente às questões apresentadas. “Relativamente ao Centro de Saúde, tem sido um dos temas que temos abordado muitas vezes. Temos tido reuniões no Centro de Saúde por causa das dificuldades na aquisição de material. A última foi escovilhões porque já não conseguiam dar consultas e anularam consultas por causa disso. A abordagem foi no sentido de dar uma ajuda e tem sido essa a indicação que tivemos em reunião com a Câmara Municipal de Loulé no mês passado com o vice-presidente (Hugo Nunes). Foi no sentido de as juntas de freguesia começarem a ajudar os Centro s de Saúde naquilo que for necessário. E o necessário é, como aconteceu hoje em Loulé, em que nem havia médico para as consultas. Teve que haver uma intervenção da câmara para evitar que se anulassem consultas outra vez. Temos essa sensibilidade e sabemos os problemas que se têm vindo a passar. Temos ajudado dentro das nossas possibilidades, queremos ajudar mais e queremos arranjar maneiras de o fazer. Ainda não temos a Consulta Turista e neste momento ainda não há nada em cima da mesa para resolver essa situação. Temos lutado, junto da Câmara Municipal de Loulé, que tem mais força, mas a verdade é que as dificuldades continuam e as coisas não se vão resolvendo. No que diz respeito à Estrada da Fonte Santa, tem sido outro dos problemas. A abordagem, desde o primeiro dia em que puseram lá os semáforos, foi no sentido de serem retirados. Quem é de Quarteira, quem se movimenta nesta cidade, sabe que hoje já é incomodativo. A partir do dia 15 de julho, é impossível deslocarmo-nos para aquela estrada. Tem havido alguns problemas com a obra desde o início, os projetos foram mal executados, existe uma quantidade de problemas e a verdade é que não se tem resolvido o problema como nós queríamos. Pensávamos que poderia acabar a obra antes deste período do verão mas se calhar esta obra só vai acabar lá para o final do ano. Tenho abordado o vereador Pedro Oliveira pelo facto de não se verem muitos trabalhadores na obra mas tem sido muito complicado porque têm surgido muitos obstáculos. A promessa que tive foi que os semáforos não estariam lá durante o verão”.

Na questão do Centro de Saúde de Quarteira, o presidente da Assembleia de Freguesia, Carlos Carmo, sustentou: “De facto, isto é o estado a que a Saúde chegou. Já não é a primeira vez que o Centro de Saúde de Loulé fica sem médicos durante o dia. Só para terem uma noção, durante o evento que aconteceu há poucos dias em Loulé (Festival MED), um dia antes não havia escala de médicos para um evento que ia receber milhares de pessoas. Os médicos que estão na Urgência durante o dia, fazem depois turnos de 12 horas à noite. Não sei se esta assembleia terá força para fazer seja o que for mas se calhar, todos juntos, ou juntando a nossa voz a outros que têm surgido por todo o país, podíamos fazer chegar a nossa voz pelo estado a que a Saúde chegou. Do conhecimento que tenho, posso referir que a câmara municipal também tem feito algumas compras para que nada falte, aqueles consumíveis necessários para a gestão diária do Centro de Saúde de Loulé e de outros centros de saúde. É um problema que a todos nos atinge e chegar agora ao período do verão, e relembrando aquilo que tínhamos, a chamada Consulta do Turista, acho que nem isso iremos ter. Por outro lado, e pelo que temos tido conhecimento, muito dificilmente o prolongamento do horário irá ser feito como anteriormente”.

Para Jorge Santos (Bancada do PSD), “o problema que continua a existir é que exigimos médicos com médias de 17 e 18 e depois vamos recrutar lá fora com médias de 13 e 14. Sozinhos não podemos fazer nada mas, se calhar, fazer um documento conjunto, na próxima assembleia, e fazê-lo chegar a outras entidades. Se Quarteira começar um movimento, já não era a primeira vez. Já o fizemos no problema dos toxicodependentes, mobilizando a população (o PlanetAlgarve relembra que, essa altura, essa mobilização originou a um Conselho de Ministros Extraordinário em Quarteira para resolver o problema da droga na cidade). Podemos fazer um documento conjunto e fazê-lo chegar o mais longe possível, envolvendo também a comunicação social e avançarmos com um movimento por esta causa aqui e, se calhar, para bem do Algarve”.

Rui Rocha (Bancada do PSD) começou por “deixar aqui uma palavra de conforto pelo nosso colega Eduardo Amador (do executivo da junta) que está a passar um momento difícil no velório da sua mãe”, deixando ainda “as preocupações que estou a sentir, como cidadão de Quarteira, pelo reaparecimento da prostituição na Estrada de Vale Judeu (junto ao Vila Sol)”, alertando ainda para os montes de entulho e monos um pouco por toda a freguesia, “que dão uma imagem degradante. Podemos desafiar os quarteirenses para os identificar e tentar arranjar uma solução”, acrescentando: “Com a chegada do verão, a pintura das estradas (sinalização horizontal) é grave e devia fazer-se quanto antes. As passadeiras não se vêem. Algumas pessoas nesta sala já tiveram alguns dissabores com situações dessas. Pelas crianças e pelos mais idosos, a avenida (Sá Carneiro / Mota Pinto) precisa urgentemente de ser pintada, bem como outras zonas da cidade”. Considerou que a promessa do executivo na inovação ainda não é visível, designadamente na animação da cidade, propôs melhorar as festas existentes, sugerindo, designadamente, que na Festa do Pescador, a Lavada contasse com os pescadores intervenientes vestidos a rigor, a remendar as redes e com uma venda de peixe na praia como se fazia antigamente”.

Rosana Durão (Bancada do PS) manifestou-se “inteiramente de acordo com os nossos colegas da Bancada do PSD e propunha que se criasse uma Moção conjunta de repúdio contra esta situação do Centro de Saúde. Em Loulé já foram feitas algumas manifestações nesse sentido, por que não nós aqui iniciarmos esta luta com uma Moção de repúdio e, a partir daí, avançar para outras medidas se for necessário”. Abordando a questão da inovação, considerou que “as coisas levam o seu tempo. No entanto, têm-se promovido muitas iniciativas, tem-se procurado envolver as pessoas e, dentro das possibilidades, as coisas já começam a mudar”.

Nesta matéria, para Rui Silva (Bancada do PSD), “esta junta pouca diferença tem feito a nível de realizações mas tem feito uma coisa que merece os meus parabéns. Faz uma divulgação muito mais acentuada dos eventos através de todos os meios disponíveis, como é o caso do Facebook. Sabemos praticamente tudo o que aqui se passa e que aqui se faz através desse meio. A anterior junta não utilizava esse meio mas o que eu noto nesta junta é que empola um pouco os eventos e as coisas que tem feito. Como foi referido pelos meus colegas, pouca diferença se vê em relação ao que era feito”.

Isidoro Correia (Bancada do PS) lamentou que este ano as Marchas terem feito apenas duas atuações, uma a meio do calçadão e outra no final do mesmo, ao contrário das três que eram feitas até aqui. “Muita gente se queixou que este ano não viu as Marchas porque faltava mais uma exibição. Além disso, é bom que se acabem as Marchas com um espetáculo melhor, com fogo de artifício, como se fazia no passado. As Marchas também fizeram outras exibições, quer no Alentejo, quer em alguns concelhos do Algarve, deixando lá a sua mais valia. Quarteira demonstrou que tem muita qualidade. Na última deslocação, com a Marcha da Cabine, as velhotas fizeram-me chorar e eu digo uma coisa: Foi um crime nós aparecermos lá com aquela marcha ao lado de todas as outras que lá estavam. Foi uma coisa fora de série. As pessoas não acreditavam que Quarteira fosse assim e ficaram muito impressionadas”. Quanto à sugestão de melhorar a festa do pescador, Isidoro Correia referiu que já tinha sido feito esse contato com o presidente da Quarpesca, tendo o mesmo dito que os pescadores não estavam interessados. “São os próprios que fazem as festas que não as querem melhorar. Por exemplo, a Apromar (organizadora das marchas) perguntou a diversas ruas se queriam engalanar-se e apenas duas é que aderiram. As pessoas não estão dispostas a isso mas, mesmo assim, nós, no próximo ano, voltamos a insistir. Já não sei o que é preciso fazer mais para que as pessoas se mostrem interessadas em melhorar as tradições”.

Rui Rocha (Bancada do PSD) retorquiu: “O que é preciso é mobilizar as pessoas, não apenas um nicho mas todos os quarteirenses. Não olhem para as cores políticas. Olhem para a terra, Quarteira. Há muita gente apenas à espera de um pequeno sinal para se juntar e juntam-se todos”.

Segundo Telmo Pinto, “temos dois ou três problemas que nos prejudicam como Marca. A Marca de Quarteira não é um nome nem um símbolo. É o que Quarteira tem para oferecer às pessoas que cá vêem. Quarteira é a qualidade que temos para dar. Quarteira é andar na estrada e ter as acessibilidades e uma estrutura urbana onde as pessoas se sintam bem, se deslocam, vão às praias e se sintam em segurança, que olhem para as ruas e as vejam limpas e que vejam os espaços verdes tratados. Quando se fala numa Marca, se calhar não se faz uma Marca em 4 anos. Neste momento, Quarteira não é uma cidade limpa nem tratada. A câmara recebeu o PAEL e para receber 14,5 milhões de euros, tinha que obrigatoriamente baixar a qualidade da limpeza urbana”, lembrando que “o entulho não faz parte da limpeza urbana. Por outro lado, não temos as competências e essa é outra das lutas por que tenho lutado junto da câmara, que é a nova Lei 75/2013, relativa às Autarquias e à gestão local que começa a atribuir a Quarteira, uma das maiores freguesias e com maiores responsabilidades, as competências que já devia ter mas, por enquanto, o máximo que podemos fazer é lutar junto da câmara municipal para não deixar que estas coisas aconteçam. Nós temos aqui uns papéis com assinaturas do anterior executivo em que a câmara de Loulé cortou 45% no tratamento dos espaços verdes e 42% na limpeza em Quarteira. Os contratos são feitos por 2 anos. Até há 2 anos, eram 950 mil euros para limpar Quarteira e agora são 700 mil para limpar Quarteira e Almancil. Por este andar, qualquer dia, vamos ter todos de pegar em vassouras”, acrescentando que “as passadeiras estão a ser pintadas. Quanto à inovação, tem havido alguma, as coisas estão a ser feitas e temos outras ideias para desenvolver. Há muito tempo que se falava na Feira de Velharias em Quarteira, nunca se avançou, iniciámos nós, vamos trabalhá-la, tem vindo a crescer e vai crescer muito mais. Temos tentado melhorar aquilo que são as nossas tradições. Quanto às Marchas, este ano conseguimos aumentar 500 lugares. Faltou realmente o fogo de artifício mas temos procurado melhorar. Quanto à prostituição na Estrada de Vale Judeu, concordo plenamente, dá má imagem a Quarteira e tem de ser resolvido. As boas bases é que fazem o bom trabalho e daqui a 4 anos cá estaremos para julgar o trabalho deste executivo da junta de freguesia”.

João Guerreiro (Presidente do PSD Quarteira) considerou “importante estar atento e participar mas, acima de tudo, é importante também ser capaz de ter um espírito mobilizador para que Quarteira tenha capacidade de reivindicar. A união de todos os quarteirenses deve ser no sentido de haver entre todos os intervenientes – com cargos públicos, as associações, a população em geral – uma convergência na capacidade de exigir junto dos poderes existentes, nomeadamente a câmara municipal e outras entidades. Quarteira é uma freguesia que participa com cerca de 40% para o Orçamento Municipal, que neste momento é cerca de 100 milhões, tendo como receita cerca de 60 milhões. Os partidos precisam de se unir e convergir e nunca o fizeram. Reivindicar em sede do orçamento aquilo a que temos direito é unir esforços e fazer efetivamente a pressão. Proponho ao senhor presidente da Assembleia de Freguesia de Quarteira que sejam apresentadas questões à Câmara Municipal de Loulé para que a freguesia de Quarteira seja devidamente tratada. Por exemplo: A entrada de Quarteira pelo Semino podia ter uma dignidade diferente. Pergunto: Há algum projeto para a requalificação da área que vai da Altura de Maio à rotunda (junto à BP)? Segunda questão: Há algum projeto para a área envolvente ao Porto de Pesca? Há sensibilidade da Câmara Municipal de Loulé para investir naquela área, bem como aquilo que está programado para o Passeio das Dunas? E a Marginal de Quarteira? É um investimento? Para nós, quarteirenses, é um dos elementos com mais dignidade que podemos ter. Dignificar a nossa freguesia através da requalificação da marginal com certeza seria uma mais valia. Depois, dentro da lógica da marginal, seria a questão dos esgotos e da área da chamada Vala Real. Não é aceitável que toda esta área seja sistematicamente inundada quando há situações de chuva intensa, maré cheia e marés vivas”, sustentando que “o PSD está disponível para defender os interesses de Quarteira”.

Telmo Pinto respondeu, considerando: “É interesse deste executivo lutar pelos interesses de Quarteira e não aceitarmos este estado de coisas. Isto é uma batalha de 4 anos mas queria projetar Quarteira não numa dimensão populista de querer ganhar votos e sem deixar a estrutura feita. A entrada de Quarteira tem um projeto feito para dignificar aquela área. Outra coisa é entrarmos na cidade por ali e vermos 14 outdoors. Parece uma zona industrial. Para dignificar aquela entrada, tem de se dignificar as próprias rotundas. Devíamos ter rotundas com qualquer coisa alusiva ao mar, à nossa terra. O Passeio das Dunas está para avançar, incluindo a intervenção na Vala Real. A Circular, pela Rua da Pernada, que já regista hoje um movimento impensável, tem de ser feita no próximo ano. A Avenida Infante de Sagres (Marginal) é impensável ser intervencionada em 4 anos porque ainda nem se fez a estruturação de uma avenida daquelas. O principal problema nem passa pela calçada mas sim pelas infraestruturas. É uma das situações que têm sido faladas com a câmara e é objetivo deste executivo não acabar este mandato sem ter um projeto para essa avenida, estruturando toda a frente mar. É a Capitania que licencia todas as atividades naquela zona mas a manutenção é feita pela junta ou pela câmara. Uma das dificuldades deste país é serem muitas instituições a mandar e aqui passa-se o mesmo. É a CCDR, a Capitania, toda a gente interfere na nossa praia, nós queremos desenvolver a nossa terra e dar alguma qualidade para as pessoas cá virem e andamos sempre dependentes de todos os outros que não têm a mesma sensibilidade que nós temos pela nossa terra. Quando aqui se fala da Marca, a Marca que queremos dar a Quarteira é a Marca da Qualidade. Não há nada pior do que promover uma coisa má. Promover uma coisa má é acabar com ela e nós queremos dar qualidade a Quarteira. E isso também passa por consciencializar as pessoas. A Segurança também é qualidade para a nossa terra e estamos a trabalhar nisso. Nunca tivemos um Posto da GNR em Quarteira. Agora temos a GNR numa loja e antes estava naquilo lá em cima que toda a gente sabe o que é. Isso também não dignifica a imagem de Quarteira e da freguesia. É por isso que lutamos, são situações que queremos chegar daqui a 4 anos e saber que conseguimos”.

Francisca Sousa (Bancada do PSD) considerou que, “sobre as tasquinhas – e já tive a oportunidade de falar sobre isso com o presidente -, já estamos na altura de pensarmos em termos umas tasquinhas em Quarteira. Temos dimensão suficiente, uma vez que temos eventos todos os anos, como a Festa do Pescador. Nós, em 12 anos, nunca tivemos essa oportunidade. Temos armazém e temos homens, é uma ideia. Quanto ao Dia da Cidade, acho que deveriam estar representadas nessas tasquinhas não só os privados mas também as associações. Quanto ao resto, houve uma inovação e isso é positivo”.

Telmo Pinto respondeu: “No último mês e meio, a junta de freguesia teve funcionários a montar e desmontar palcos. Por e levantar mesas e cadeiras para as festas, como também para as festas das escolas. Não existe, neste momento, recursos humanos para nos metermos numa confusão dessas. Isto acontece com as barraquinhas, com as mesas, com as cadeiras, com as viaturas. É um volume de trabalho tal que consegue concentrar todos os funcionários da junta. Quanto ao Dia da Cidade, acho que todos devem ser ajudados. As associações já têm contratos-programa e às vezes os nossos comerciantes ficam para trás. Nos eventos, os Motards e os Tubarões são aqueles que nunca faltam e então procurámos promover também alguns espaços comerciais da nossa freguesia que também contribuíram com os artistas a custo zero. As associações precisam mas os comerciantes locais também precisam. Mas também recebemos pedidos de comerciantes de todo o país. Ninguém imagina a quantidade de pedidos que recebemos de todo o país para ocupação da via pública. Então com a crise, isto tem sido uma coisa por demais. A câmara de Loulé recebe pedidos de toda a gente com grandes dificuldades e depois entramos em conflito com aquele comércio local, incluindo a restauração. Temos que ter muito cuidado e esse é um objetivo que nós temos. Temos dito à câmara que a ocupação da via pública tem de ser com aquele comércio que não venha entrar em conflito com o que cá existe. Temos que ajudar os que cá estão que também precisam de vender”.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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