Lagos

Lagos comemorou o seu Dia do Município

As comemorações do Dia do Município, que estão a decorrer até ao dia 07 de novembro, tiveram o seu momento mais alto no dia 27 de outubro, feriado municipal, com a realização das cerimónias protocolares e a inauguração de duas exposições no Centro Cultural.

 

O Dia do Município, dedicado ao seu Santo Padroeiro – São Gonçalo de Lagos, teve início com a tradicional Cerimónia do Hastear das Bandeiras, que decorreu na Praça Gil Eanes, na presença de várias coletividades culturais, recreativas e desportivas do concelho e munícipes que se quiseram associar a estas comemorações, seguida da apresentação de cumprimentos por parte do executivo municipal.

A Sessão Solene teve lugar logo a seguir no Salão Nobre dos Antigos Paços do Concelho. A cerimónia contou com a presença do executivo municipal, do Presidente da Assembleia Municipal, Paulo Morgado, da Diretora Regional de Cultura, Alexandra Gonçalves, do Vice-Presidente da CCDRAlgarve, Nuno Marques, de presidentes de Junta de Freguesia; deputados municipais; representantes das forças de segurança, coletividades e demais entidades convidadas.
Da mesa de honra, o primeiro a tomar a palavra foi o Presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paulo Morgado, que dedicou o seu discurso a relembrar as desigualdades sociais existentes na sociedade de hoje em dia, reforçando que “uma comunidade é tanto mais coesa quanto menos desigualdades nela existirem”. Para dar um exemplo concreto da existência dessa mesma desigualdade, o Presidente deu a conhecer números da OCDE que dizem que “os 25 portugueses mais ricos do país valem mais de 10% do nosso PIB”. Falando da existência da “escravatura humana que ainda hoje existe, mesmo nos países ditos civilizados”, e recordando que “em Lagos essa escravatura teve, no passado, grande peso”, Paulo Morgado terminou defendendo que “não podemos esconder essa realidade, mas sim aceitá-la e trabalharmos em conjunto para um mundo melhor”. Daí ter também referido a importância da construção de um Museu da Escravatura em Lagos.

De seguida tomou a palavra a Diretora Regional da Cultural do Algarve, Alexandra Gonçalves que começou por frisar que “Lagos afirma-se, por excelência, nesta área da cultura e do património”. Com mais de 4 mil anos de existência reconhecida, para esta dirigente, “Lagos mantém-se como uma marca de excelência do barlavento algarvio”, relembrando a propósito que o Município “tem sido desde sempre um pólo dinamizador de novas geografias. É por isso reconhecido hoje como Lagos dos Descobrimentos”. E para Alexandra Gonçalves é curioso ter percebido que em Lagos “acontece algo que é muito raro”, uma vez que “é a própria comunidade que reclama esta identidade de Lagos dos Descobrimentos”. Para a Diretora Regional “este é o exemplo a seguir”.

Por fim, foi a vez da intervenção da Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Maria Joaquina Matos, que começou por recordar que há um ano atrás, neste mesmo local, e recentemente empossados, “falámos sobre três ações que seriam a principal preocupação para os meses seguintes: o equilíbrio das finanças municipais, a retoma do PDM e a ligação das duas margens da cidade”. Sobre esses três pontos a autarca afirmou que “a continuação de uma gestão com fortes medidas de contenção na despesa permitiram-nos alcançar algum equilíbrio na situação financeira do município”. Quanto ao PDM “entrará brevemente na fase de discussão pública para, penso eu, ser finalmente aprovado pelos órgãos autárquicos e terminar um longo e penoso percurso”. A obra de ligação das 2 margens da cidade “está em execução, com a reabilitação da Ponte D. Maria”.

A autarca aproveitou a ocasião para frisar, uma vez mais que, por concluir estão ainda as obras de requalificação da EN 125 e a proteção das arribas da Praia da D. Ana, “cuja urgência temos manifestado junto das entidades competentes. Não só Lagos, mas toda a região, exigiu, ao longo deste último ano, ao Governo a atenção que deve merecer a Região, pelo seu trabalho na área do Turismo e pelo forte contributo que dá à economia nacional e aos cofres de Lisboa”.

Neste âmbito, Maria Joaquina Matos voltou a defender “a necessidade de criação da Região Administrativa do Algarve” prometendo da parte executivo municipal “todo o empenho para a sua concretização”.

Em relação a projetos e iniciativas que estão a decorrer, falou da Área de Reabilitação Urbana (ARU), para a zona do Centro Histórico, das pequenas obras de reabilitação do Museu e Igreja de Sto. António, do projeto para a instalação do Núcleo Museológico de Escravatura no espaço do Mercado de Escravos e antiga Alfândega ou ainda do projeto de reabilitação das antigas instalações da PSP, edifício municipal, para extensão da área de exposição do Museu.

Para a Presidente, não há dúvidas de que “temos um enorme potencial histórico cultural, natural e temos o Mar e a agricultura da região que precisa também de reconhecimento e olhar atento…Temos pois que estar preparados e trabalhar com todos os parceiros para, apesar das dificuldades, lançar sementes de futuro para um Lagos cada vez melhor!(ver em baixo PDF com o discurso da Sra Presidente)

A Sessão Solene foi seguida da Missa em Honra de São Gonçalo, Padroeiro da Cidade de Lagos, e da parte da tarde foram inauguradas duas exposições no Centro Cultural de Lagos: “Gentes de Outros Tempos”, de Francisco Castelo e “Ilustrações” de Catarina Cardoso, que estarão patentes até ao final do ano.

O programa das Comemorações, que se estende até ao próximo dia 07 de novembro, inclui ainda concertos, exposições, o XV Encontro Nacional dos Municípios com Centro Histórico, nos próximos dias 30, 31 de Outubro e 1 de Novembro, uma Cerimónia de Descerramento de Placas Toponímicas, entre outros. Consulte as iniciativas em www.cm-lagos.pt.

DISCURSO_Presidente_Dia Municipio2014

Por: Município de Lagos

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