Nacional

Hospitais privados fecham a porta a beneficiários da ADSE

Não há pagamentos desde Outubro e teme-se que não haja dotação orçamental para o fazer até ao final do ano, apesar do período de enorme solidez financeira da ADSE.

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Se os pagamentos mensais da ADSE aos hospitais privados, em falta desde Outubro, não se regularizarem a curto prazo, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) vai recomendar aos seus associados que tomem as medidas convenientes à sustentabilidade da sua atividade, mas sempre salvaguardando princípios éticos e de qualidade na prática hospitalar e procurando reduzir o impacto negativo nos beneficiários deste subsistema de saúde, cujos descontos para a saúde estão a ser alvo de apropriação por parte do Estado.

«Apesar de lamentar que acabem por pagar os justos pelos pecadores, só teremos uma solução que desejamos não ser drástica. O Estado está a tratar os descontos para a ADSE como um imposto, a financiar-se indevidamente e, ao reter essas verbas, a usurpar os direitos de quem já contribuiu antecipadamente para os seus cuidados de saúde», critica Artur Osório Araújo, presidente da APHP.

Estas faltas de pagamento da ADSE a vários hospitais privados ameaçam também, de acordo com Artur Osório Araújo, a sobrevivência de algumas unidades.

«Os prestadores de menor dimensão trabalham no limite. A exposição do seu volume de negócios aos serviços prestados a beneficiários da ADSE chega, em alguns casos, aos 50%. Têm que pagar aos seus funcionários e fornecedores e não querem seguir os maus exemplos que grassam num país em que o próprio Estado não é um exemplo de rigor nos prazos de pagamento», alerta o presidente da APHP.

Artur Osório Araújo estranha que alguns dos associados da APHP tenham sido informalmente esclarecidos que este subsistema está sem cabimento orçamental para regularizar os pagamentos até ao final do ano quando é público que a ADSE vive um período de enorme solidez financeira, reforçada pelo aumento do contributo dos seus beneficiários.

«Já solicitamos um esclarecimento e se a situação não se regularizar, os nossos associados terão todo o direito de dizer que não têm dotação orçamental para manter os serviços como até aqui», afirma Artur Osório Araújo.

Por: adverbe

Categories: Nacional, Saúde

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