Quarteira

Assembleia de Freguesia de Quarteira | Auditoria apresentada em fevereiro de 2015

Decorreu ontem à noite (29 de dezembro), no Auditório do Centro Autárquico de Quarteira, a última Reunião Ordinária da Assembleia de Freguesia de Quarteira de 2014. O anúncio da noite foi a revelação de que a Auditoria às contas do mandato anterior vai ser apresentado em Reunião Extraordinária da Assembleia de Freguesia na primeira quinzena de fevereiro de 2015, expressamente convocada para o efeito.

A assembleia teve início com o Ponto 1, a intervenção do público, onde Rogério Ferreira colocou questões ao executivo: Ponto da situação relativamente à Auditoria à gerência do anterior executivo (PSD); Relação entre a junta e o Refeitório Social; A liquidação do PAEL por parte da Câmara Municipal de Loulé libertará a autarquia de determinadas obrigações. Perguntou se também a Junta de Freguesia fica liberta de obrigações, nomeadamente nos cortes na recolha de lixo. Por outro lado, manifestou a sua desilusão quanto à iluminação de Natal em Quarteira, considerando-a muito pobre. Disse ainda que a prometida requalificação da EN125, alternativa às portagens na Via do Infante, ficou por fazer, estando reduzida a 20% do projeto inicial “mas anda a três velocidades: devagar, devagarinho e parado. Cada vez morre mais gente naquela estrada. Senti-me visado em relação ao que foi dito sobre os manifestantes à porta da Festa do Pontal. Eu estive lá e estarei sempre para protestar contra as portagens”. Manifestou a sua surpresa quanto à mensagem de Natal do Primeiro-Ministro. “Pela primeira vez, um primeiro-ministro não falou de Portugal. Não sei de que país falou”. A terminar, manifestou a sua indignação pelo tratamento das fotos de Mário Soares quando foi preso pela PIDE nos tempos da Ditadura, que viu no Facebook. É perfeitamente pidesco aquilo que andam a fazer”.

O presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto (PS), respondeu às questões levantadas:

– Auditoria: “Vamos avançar com uma Assembleia de Freguesia Extraordinária na 1.ª quinzena de fevereiro para o efeito” (apresentação do relatório).

– Refeitório Social: O apoio foi feito na mesma e continua o bom entendimento entre as partes”.

– Iluminação de Natal: “Houve um corte e é objetivo da junta e da câmara fazer um investimento na iluminação. Se não há espírito de Natal, não se dinamiza o comércio local. Partilho da sua opinião”.

– Obrigações do PAEL: “A câmara já pode começar a pensar em melhorar o contrato com a SUMA, que é até final de janeiro, e depois com a Eco Ambiente, que foi quem ganhou o concurso (para a recolha de lixo) para 2015”.

– Portagens na Via do Infante: Disse estar de acordo com o que foi dito.

Ponto 2 – Discussão e votação da Ata da Assembleia de Freguesia anterior, realizada em setembro de 2014

Jorge Santos (Bancada do PSD) mostrou-se descontente com a data da marcação da Assembleia de Freguesia, propondo que a mesma devia ser equacionada no futuro, fazendo depois “uma reflexão de coisas que nos foram chegando em 40 anos de Democracia desta freguesia. Pela 1.ª vez, tivemos um executivo que pôs em causa o executivo anterior (Auditoria); As atas nunca foram tão pobres; E m nome de um Regulamento, nunca a Ação Social foi tão pobre; Nunca um presidente de junta mudou tantos secretários num ano; Pela 1.ª vez, a junta foi obrigada a chamar a GNR pelo desaparecimento de documentos; Nunca a junta de freguesia tinha tido uma queixa no Livro Amarelo; Pela 1.ª vez, houve uma baixa psicológica de um funcionário da junta; Pela 1.ª vez, um funcionário saiu descontente”.

Carlos Carmo (Presidente da Assembleia de Freguesia – PS) disse que ao fim de 40 anos de Democracia, chegou a uma Assembleia de Freguesia e não teve um dossier para consulta. Quanto à data da assembleia, “a Democracia é todos os dias. Há freguesias que fazem as suas assembleias amanhã”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira – PS) respondeu à intervenção de Jorge Santos:

– Auditoria: Disse que, de facto, é a 1.ª vez que é pedida uma Auditoria à gestão de um executivo. “No Relatório, vão ver o resultado de 40 anos de Democracia nesta freguesia. Tem demorado tanto tempo porque estão a analisar papel a papel e há documentos em falta”;

– Atas: Salientou que esta última tem 12 páginas;

– Ação Social: “Gerimos dinheiros públicos e não é legal sem Regulamentos. Reunimos com toda uma série de entidades e todas fazem Ação Social e em rede. A Ação Social nunca funcionou tão bem como agora”;

– Secretários: “O Sr. tem falta de informação. Não são secretários, são pessoas com estágios profissionais que recebem elogios pelo trabalho que fazem e pela forma eficaz como o desenvolvem. Temos um eng.º civil com Estágio Profissional. Não é uma advogada que faz um processo para realização de obra. É este engenheiro, como manda a lei. A Democracia é muito gira mas tem que ser controlada. Se calhar, havia Democracia a mais nesta junta. A junta dá muito apoio à câmara de Loulé e isso não era possível com os funcionários que havia. A descentralização de competências é impossível se não houver estudos técnicos para apresentar â câmara, ou seja, um simples Caderno de Encargos. Não é o executivo que deve fazer o trabalho técnico e operacional. Se não, não estrutura. Temos que ter uma equipa para proporcionar esse trabalho. Por exemplo, tem-se falado do senhor sem-abrigo que está no Terminal Rodoviário. As pessoas não imaginam o trabalho que tem sido feito. Já foi institucionalizado cinco vezes e volta sempre ao mesmo local. A lei está errada porque permite que uma pessoa institucionalizada possa sair de lá quando quiser, sem dar satisfações a ninguém e isso tem implicado muito tempo e recursos da nossa parte. Portanto, a junta tem quer ter recursos humanos e financeiros. Só assim pode crescer”;

– Baixa psicológica: “Com a Auditoria, vamos ver porque é que houve uma baixa psicológica;

– Chamada da GNR devido a documentos desaparecidos: “A funcionária Susana disse ao presidente da junta (ele próprio) que ainda ontem (na altura da entrada deste executivo) meteu aqui documentos e já lá não estavam. “Chame a GNR”, disse-lhe eu. É um procedimento.

– Saída de funcionária descontente: “Temos as coisas controladas em termos de contabilidade. A funcionária mostrou-se descontente pela forma como trabalhávamos. Entendemos que os procedimentos não eram os mais corretos. A lei tem mudado e as exigências são outras. A junta de freguesia não pode estar dependente do trabalho de uma pessoa ser a única a saber mexer neste ou naquele programa. Ninguém é insubstituível”.

Ponto 3 – Período Antes da Ordem do Dia

Rui Rocha (Bancada do PSD): “Volto a lamentar a morte de mais uma pessoa naquela rua (estrada N396)”, fazendo depois um balanço de um ano de gestão do atual executivo PS: “Reconheço com agrado que avançaram com algumas obras agendadas; Reconheço a capacidade de mobilização para os eventos, que têm sido melhorados. Deixo aqui um desafio em relação à Cultura, Associativismo, Empreendedorismo e Ação Social: Desafiem os jovens e os empresários. Tragam-nos cá e ouçam-nos”, sugerindo ainda a “requalificação de Quarteira em situações pontuais caso a caso”.

Rui Silva (Bancada do PSD): “A verdade seja dita, tenho que elogiar esta junta nos eventos, com muita gente na organização e na participação. Faço apenas uma pequena crítica ao som na Corrida de S. Silvestre. O resto muito bom”.

Isidoro Correia (Bancada do PS): “Depois de ouvir o nosso amigo Jorge (Santos) falar, tanta asneira, 40 anos de Democracia, parecia o Alberto João Jardim a falar dos 40 anos na Madeira. Tenho assistido a coisas na freguesia que se fosse a tomar nota, o Sr. caía para o lado. Coisas incríveis, até. Devia conhecer melhor a situação e não comentar por comentar. A junta não tem Ação Social? Nunca houve. Vocês (PSD) realmente tinham aqui alguém que fazia Ação Social e muito mais. Fala-se como se isto fosse uma câmara ou um parlamento. Isto ´+e apenas uma freguesia”.

Jorge Santos (Bancada do PSD): “Tenho muito respeito por si (Isidoro Correia), que tem idade para ser meu pai. A comparação a Alberto João Jardim é elogiosa porque é dito que ele diz o que mais ninguém diz. No dia em que a política pôr em causa a amizade que tenho com as pessoas, vou-me embora. Não fiz comentários. Levantei questões na casa própria. Não vou sequer fazer considerandos porque tenho muito respeito por si”.

Isidoro Correia (Bancada do PS): “O Sr. Rui Rocha falou aqui muitas vezes na prostituição na Estrada de Vale Judeu. A GNR andava em cima há 2 anos e finalmente foram apanhados 3 membros da rede desta máfia instalada que trazia as jovens para aqui e para outros lados”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira) respondeu às questões levantadas:

– Livro Amarelo: “Vivemos uma época em que as pessoas andam sobressaltadas. As pessoas chegam aqui exaltadas e chegam a ofender os funcionários da junta. A lei não diz que as pessoas têm que levantar documentos assinados na hora. A lei dá 48 horas para o presidente da junta assinar e não queremos vulgarizar a junta só a tratar de assinar atestados. Quem cá vem, vem no limite da paciência e os funcionários é que devem ter toda a paciência”;

– N396: “É da Rotas do Algarve. Enviámos um Email porque toda a estrada é perigosa mas quem vem de Loulé para Quarteira, a seguir ao Aquashow, há um cruzamento muito perigoso e já contatámos várias vezes a Estradas de Portugal”;

– Arranque de obras agendadas: “O Passeio das Dunas tem que ser concretizado até outubro de 2015 e a Via Distribuidora Norte até julho. Se não forem feitas dentro desses prazos, perdem-se fundos comunitários e a câmara vai ter de devolver verbas”;

– Mobilizar associações: “ A junta não quer centrar em si os eventos e temos procurado envolver as associações e os empresários. A Sónia falará nisso”;

Sónia Neves (executivo da junta – PS): “Começo por dar algumas respostas ao meu amigo Jorge Santos. Não é a 1.ª vez que um executivo coloca outro em causa. Quando Filipe Viegas (PS) foi presidente, foi posto em causa diversas vezes. O que o executivo pretende é avaliar o trabalho de um executivo que esteve 12 anos, clarificar situações que surgiram”. Quanto aos eventos, “tem havido melhorias significativas e até na comunicação social a cobertura tem sido relevante. Continuam a dizer que não houve novidades. Posso referir pelo menos 6 ou 7 eventos novos: Mare Fantastic; Aulas de Zumba; Feira de Velharias; Feira de Natal; BTT Noturno; Baile da Pinha; Workshop de Costura, mais apoio a novos eventos, melhorar outros e inovar alguns deles. Estamos a abrir os eventos e a junta à comunidade. Na feira de Natal, foram convidadas 4 instituições de solidariedade e as 2 associações de pais da freguesia. É uma injustiça muito grande da vossa parte dizer que não temos coisas novas”.

David Pimentel (Executivo da junta – PS), comentando a intervenção de Rui Silva (Bancada do PSD): “Sabe bem e é daqueles gestos que devemos ter cada vez mais. Bem ou mal, a crítica é sempre bem-vinda. O que é preciso é chegar-nos o feedback negativo para podermos melhorar e crescer. No final de cada evento, há sempre um balanço com os participantes e a população em geral. Na S. Silvestre, tivemos 50 voluntários. A junta não se está a substituir a ninguém e estamos cá para ajudar porque Quarteira tem um potencial enorme. Fomos procurar os grupos envolvidos nesta prática desportiva. O fundamental é perceber onde está a pedra de toque, independentemente das simpatias pessoas ou cores políticas porque os benefícios são para todos. Não há protagonismo porque os protagonistas somos todos”.

Eduardo Amador (Bancada do PS): “Jorge Santos disse que a Ação Social nunca foi tão pobre. Gostaria que a Bancada do PSD clarificasse como era feita e quais os critérios utilizados para apoio ao pagamento da água e da luz e na atribuição dos Cabazes de Natal”.

Carlos Catarino (Bancada do PSD): “Fiquei muito agradado por os membros do executivo mostrarem uma grande ênfase na abertura da junta às instituições e associações desportivas e culturais”. Respondendo a Eduardo Amador, “os critérios partiam de uma reunião com 3 entidades: Centro Paroquial, Fundação António Aleixo e Câmara Municipal de Loulé. Os critérios eram avaliados em função do conhecimento que havia da comunidade. O Centro Paroquial tinha verbas para o fazer porque recebia subsídios da câmara e da junta”. A terminar, enalteceu “os eventos que trazem benefícios para a freguesia”.

Ponto 4 – Período da Ordem do Dia

  1. Discussão e Votação da 2.ª Revisão do Plano Plurianual de Investimentos para 2014 (aprovado por unanimidade)

Jorge Guerreiro (Tesoureiro da Junta de Freguesia – PS) esclareceu que a revisão prende-se apenas com a alteração de obras, mantendo-se a verba prevista inicialmente. A obra da Estrada Norte-Poente não foi executada e a requalificação do estacionamento do Largo D. Dinis foi assumida pela Inframoura. Em substituição, foi feita a repavimentação do prolongamento da Travessa da Escola. O documento foi aprovado por unanimidade.

  1. Informação sobre Doação de uma Viatura

O presidente da junta de freguesia, Telmo Pinto, informou que se trata de “uma viatura doada por uma cidadã, que solicitou anonimato. O seu filho está no estrangeiro e decidiu doá-lo à freguesia. Sabíamos que o Centro de Saúde de Quarteira tem carência de uma viatura para consultas domiciliárias e queremos destiná-lo a esse fim. Assim, vai ser assinado um protocolo com o Centro de Saúde para esse efeito”.

Rosana Durão (Bancada do PS) pediu para ficar registado em ata o agradecimento público à cidadã em questão.

Carlos Catarino (Bancada do PSD) defendeu igualmente o agradecimento. “Se há necessidade do Centro de Saúde, acho correto. No entanto, recordo que o problema foi colocado há 3 anos e foi colocada à disposição do Centro de Saúde uma viatura de 9 lugares da junta de Freguesia de Quarteira”, sublinhando, no entanto, que “no Centro de Saúde de Loulé estão 3 viaturas paradas”.

Carlos Carmo (Presidente da Assembleia de Freguesia de Quarteira) defendeu igualmente que “deve ser dado um agradecimento público à freguesa”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira) acrescentou que “há instituições com necessidade de transporte. O Continente propôs doar uma viatura para transporte de crianças e pessoas com mobilidade reduzida, equipada com tudo o necessário, incluindo elevadores para cadeiras de rodas. Nesse sentido, vai ser assinado um protocolo entre a Sonae e o Centro Paroquial”.

  1. Discussão e Votação do Orçamento para o ano de 2015 (aprovado por maioria com abstenção do PSD)

Jorge Guerreiro (Tesoureiro da junta) fez um resumo do Orçamento, que conta com uma verba de 951.118.00 Euros.

Jorge Santos (Bancada do PSD) deixou “um elogio que quero fazer ao Sr. Presidente porque conseguiu mais 2 mil euros da Câmara Municipal de Loulé”.

Carlos Catarino (Bancada do PSD) pediu esclarecimentos sobre o Estágio do IEFP e da Locação Financeira.

David Pimentel (Executivo da Junta) esclareceu, relativamente ao Estágio, que se trata da “equipa de gestão intermédia. Temos perspetivas de manter 2 profissionais. Trata-se de empregos precários para baixar a taxa do desemprego. Essas verbas eram Despesa de Pessoal e agora é verba de Apoio às Famílias. Um exemplo que o país está a dar que, visto de fora, parece que estamos a fazer um brutal apoio social quando afinal é um mero subterfúgio, pura engenharia financeira do Estado. O POCAL tem muitos preciosismos mas quem tiver dúvidas, das bancadas ou do público, pode ir amanhã ou depois à junta que teremos todo o gosto em esclarecer seja o que for”.

Rosana Durão (Bancada do PS) perguntou porque é que se verifica uma acentuada redução da verba destinada ao pagamento de horas extraordinárias de funcionários.

Francisca Sousa (Bancada do PSD) pediu esclarecimentos quanto à ausência da habitual verba de 50 mil Euros destinada a Excursões, perguntando se o atual executivo pretende acabar com elas; Questionou ainda o porquê de voltar a aparecer uma verba de 15 mil Euros para Informática.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia) respondeu às questões levantadas:

– Excursões: O procedimento relativo às estava errado. “A junta passava faturas sem IVA, o que é ilegal. Agora, a verba das Excursões surge como apoio a pessoas carenciadas. Não queremos concorrer com a iniciativa privada. Não é essa a nossa função. As Excursões vão continuar mas em colaboração com entidades externas”.

– Verba para Informática: “Destina-se à aquisição do programa Freesoft para deixar de se trabalhar de papel e caneta. Há recibos que são papéis. Informatizámos a junta como deveria ter sido feito”.

David Pimentel (Executivo da Junta) complementou os esclarecimentos:

– Freesoft: É um programa que várias juntas já têm. Fecha o ciclo de todos os atos económico-financeiros da junta. Vai permitir também uma coisa que nunca foi feita. Por exemplo, o Carnaval é o maior evento que a junta organiza e implica várias despesas. É difícil, por vezes, contabilizar quanto custa determinado evento. Agora, é possível aferir custos do evento A, B ou C. Todos os documentos são classificados. No final de cada evento, é possível saber quais foram os gastos. Este programa interliga todos os intervenientes nos atos administrativos. É um investimento uma única vez para podermos controlar e gerir melhor”;

– Horas Extraordinárias: “Reduzimos a verba porque 6 mil Euros é suficiente”;

– Excursões: “Vamos continuar a fazer. A forma como será feito é que muda. O papel da junta não é ser uma agência de viagens mas sim proporcionar a quem não tem posses para sair da freguesia que o faça a um preço acessível”;

– “Temos uma viatura obsoleta e está a ser oneroso em termos de manutenção e poderá ser adquirida uma viatura nova. A verba que aparece no Orçamento é o leasing”.

Sónia Neves (Executivo da Junta): “Aprovei o Orçamento de 2011/2012 (do anterior executivo) onde havia uma verba de 24.953.17 Euros para horas extraordinárias. Dá que pensar e refletir”.

Jorge Santos (Bancada do PSD) pediu esclarecimentos relativamente à verba destinada a Estudos, Pareceres, Projetos e Consultoria.

Carlos Catarino (Bancada do PSD) sustentou que a verba do anterior executivo para horas extraordinárias “é perfeitamente justificável porque o nosso executivo não tinha o gabinete de funcionários de agora.

Isidoro Correia (Bancada do PS): “Finalmente veio aqui algo de lei. Havia verbas imensas. 17 mil, 16 mil, 15 mil, agora aparece 600 Euros, 700 Euros, assim é que está bem”.

Carlos Catarino (Bancada do PSD) justificou: “É a reclassificação das rubricas que faz com que certas rubricas sejam simuladas”.

David Pimentel (Executivo da Junta) esclareceu a verba destinada a estudos e Pareceres: “É uma excelente questão. A junta de freguesia, para elevar a qualidade daquilo que faz em prol da comunidade, não pode assentar-se em subjetividades ou ‘feelings’. Há a possibilidade de delegação de competências, designadamente na limpeza e espaços verdes. Para se fazer um levantamento, não se pode assentar em casos pontuais. É necessário um Caderno de Encargos. Não temos ninguém com capacidade de partir para uma negociação com a câmara para debater Salubridade e Espaços Verdes. A verba destina-se a contratar profissionais da área para fazerem Cadernos de Encargos”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia): “A rubrica ‘Outros’ diminuiu para haver maior transparência”.

– Estudos e Pareceres: Devemos olhar para Quarteira como um todo e não por áreas. Quero que Quarteira vá no sentido da qualidade de Vilamoura. Quarteira é talvez a melhor frente-mar do país. Temos o clima, esta fantástica avenida marginal e cota zero (terreno direito, sem desníveis nem elevações), que é uma coisa de agora que se fala muito. Temos que melhorar o espaço público mas tem que ser com estudos, por pessoas que saibam o que estão a fazer. Não pode ser ‘eu acho que’. Cada um tem a sua opinião. Deve ser feito por técnicos”;

– Horas Extraordinárias: “A lei é clara quanto a quem devem ser dadas e havia horas extraordinárias dadas a quem legalmente não tinha condições para isso. Não pode ser ‘fico a fazer mais horas porque me apetece’. Havia horas extraordinárias a mais”.

Feita a votação, o Orçamento para 2015 foi aprovado por maioria com abstenção da Bancada do PSD.

  1. Discussão e Votação do Plano Plurianual de Investimentos para 2015 (aprovado por maioria com abstenção do PSD)

David Pimentel (Executivo da Junta) esclareceu que este documento “detalha as Despesas de Capital que perduram no tempo. Reflete a totalidade das despesas de capital e onde devem ser aplicadas: Repavimentação, passadeiras, calçadas, bermas, valetas… Está no PPA mas dissecado”.

Rui Silva (Bancada do PSD): “Participei num evento novo que foi um grande sucesso e não o vejo aqui, o BTT Noturno. É um evento que temos de enaltecer”, acrescentando que “Hugo Nunes (vice-presidente da câmara de Loulé) ofereceu 20 tatamis (tapetes de Artes Marciais) à Academia de Judo de Quarteira e não ajudou outros clubes de artes marciais de Quarteira”.

Francisca Sousa (Bancada do PSD) sugeriu que a verba da Marcha / Corrida da Batata-Doce e da Marcha / Corrida de S. Silvestre devia estar em rubricas separadas e não uma só.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia): “Ficámos a saber que o BTT Quarteirense não recebeu nada do contrato-programa do Quarteirense. Vamos procurar que possam receber alguma verba. Quanto aos tatamis, eu estava presente quando foi feito o pedido. Se calhar, os restantes clubes também o deviam fazer”.

  1. Discussão e Votação do Plano de Atividades para 2015

Jorge Santos (Bancada do PSD) questionou: “Quantos carros vai haver no Carnaval? Que critérios são atribuídos às associações para os temas dos carros?”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia) respondeu: “Os carros vão diminuir e os músicos também. É uma despesa muito grande para a freguesia. Não podemos ir ao encontro do Carnaval de Loulé”.

  1. Informação sobre o Mapa de Pessoal da Junta de Freguesia para 2015

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia) disse que “temos algumas alterações. Abriram-se 3 vagas na junta: O Sr. Raúl reformou-se, a Iolanda pediu cessação do contrato e o Sr. José Maria pediu reforma por invalidez mas entretanto faleceu. O objetivo é manter o coveiro e promover dois quadros superiores. Neste momento, temos dois funcionários com formação superior a receber como operacionais. Não vão receber muito mais mas merecem e pretendemos colocá-los num patamar mais elevado. Deixámos ainda uma vaga em aberto para posteriormente não nos poderem privar de a abrir se for necessário. É uma precaução”.

Carlos Catarino (Bancada do PSD): “Os concursos são abertos a nível nacional. Não se corre o risco como aconteceu com um Sr. de Grândola que queria vir para Quarteira ou uma funcionária da câmara de Odivelas concorrer para a Junta de Freguesia de Quarteira?”.

  1. Apreciação do Relatório de Atividades referente aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2015

Rosana Durão (Bancada do PS) elogiou “o trabalho do executivo nestes 3 meses mas também a participação do público”, elogiando igualmente “as melhorias nos espaços públicos e a Feira das Velharias”.

Carlos Carmo (Presidente da Assembleia de Freguesia) revelou ser “intensão desta assembleia em disponibilizar brevemente no site da Junta de Freguesia de Quarteira as atas e os documentos aprovados nesta casa, que são públicos”.

Finalmente, chegou-se ao Ponto 5, o segundo período de intervenção do público.

Luís Guedes criticou “a situação que Jorge Santos trouxe aqui. Isto não é uma casa de amigos. É uma casa da Democracia. 40 anos de Democracia: O Ezequiel (candidato do PS em 2009) teve um processo em tribunal. Em Loulé, as elites é que decidem o que se passa em Quarteira. Um Natal quase às escuras quando o Natal é luz. Quarteira é um paraíso do concelho. Vilamoura é um paraíso que foi construído para ganhar dinheiro, dar retorno. Qual o retorno para Quarteira dos eventos realizados? Quanto vem da sede do concelho?”.

Mário Abreu: Quarteira merece muito mais do que aquilo que temos. Na política não se pede: exige-se. Quarteira tem milhares de habitantes e aqui só estamos nós. O site da junta deve servir basicamente para chamar as pessoas. Temos que ser mais participativos e Quarteira não é só da avenida para o mar. E do outro lado? O Bairro da Abelheira está há 15 anos por pintar; É pó por todo o lado; Agora os lugares de estacionamento são pagos”.

Telmo Pinto (Presidente da Junta de Freguesia) terminou a reunião magna da comunidade quarteirense: “Não devemos depender tanto da câmara de Loulé para tomar decisões. Quarteira começa a crescer com transferência de competências. A manutenção de jardins que tem acontecido não tem a ver com essa transferência de competências. Temos uma pessoa ao serviço da junta que o tem feito”.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categories: Quarteira

1 reply »

  1. ja foi umas vezes ver se falo com o sro bruno para me dar trabalho mas nunca consigo falar com ele preciso tanto de trabalhar

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.