As equipas já partiram ontem de Rabat. Após dois dias de viagem, onde se cumpriu a ligação entre França e Marrocos, a cidade marroquina acolheu as participantes do 25.º Rallye Aïcha des Gazelles, tendo sido o ponto de encontro com as equipas vindas de outros continentes e que não realizaram as verificações em Nice. Neste momento, a comitiva está finalmente completa e preparada para se dar inicio à competição.
No ano de celebração das bodas de prata deste grande rali de navegação exclusivamente dedicado a mulheres, as participantes reuniram-se em frente ao Palácio Real, em Rabat, de onde, sob o alto patrocínio do rei de Marrocos, foi dada a partida para esta competição de grande sucesso.
“O facto desta prova só incluir mulheres não corresponde a nenhum tipo de descriminação”, explica Elisabete Jacinto. “Resulta apenas do facto de pressupor um conjunto de características que condizem muito bem com a maneira de ser feminina. Exige muita minucia, perícia, persistência e também paciência. Por outro lado associa uma componente de aventura que é muito desafiante. Esta permite que muitas mulheres descubram que, afinal, são muito mais capazes do que inicialmente supunham. Estes dois aspetos explicam o grande sucesso deste rali”, refere a piloto portuguesa.
Esta grande prova de navegação decorre ao longo de nove dias e termina no dia 4 de Abril em Essaouira. O rali iniciou-se com um prólogo que se cumpre hoje em Erfoud e inclui duas complexas etapas maratona. Estas caracterizam-se por jornadas de dois dias, onde as equipas terão que pernoitar sozinhas no deserto. Têm assim de solucionar, pelos seus próprios meios, todos os problemas que lhes surjam ao longo do percurso, incluindo os de caráter mecânico. A última etapa será a 2 de Abril e, logo depois, segue-se a viagem até Essaouira, onde vai decorrer o habitual desfile das equipas na praia e a cerimónia de entrega de prémios.
Por: Anabela Martinho




