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Vilamoura é norte-americana por 200 milhões de euros

Empresa espanhola que detinha e geria o resort foi comprada pelos fundos Lone Star a preço de saldo, uma vez que ainda há cinco anos valia o triplo.

A Lusort, empresa espanhola detida pelo Catalunya Banc, que detinha os ativos imobiliários de Vilamoura – os já existentes e dois mil hectares de terrenos ainda por construir – e também a concessão da marina, foi vendida por 200 milhões de euros, ou seja, três vezes menos do que valia há cinco anos, antes do início da crise.

E também menos do que os 360 milhões de euros que os espanhóis deram ao anterior proprietário, o empresário André Jordan, em 2004.

Apesar do preço pressionado pela desvalorização do imobiliário, esta foi a maior operação em Portugal de venda de terrenos nos últimos sete anos e o maior negócio de investimento no imobiliário nos últimos oito.

O negócio da compra de Vilamoura foi conduzido a partir de Barcelona e a decisão final do comprador coube ao banco espanhol BBVA. Recorde-se que o empresário André Jordan vendeu em 2005 o empreendimento aos espanhóis da Prasa, que, entretanto, faliu e os ativos da Lusotur passaram para o banco da Catalunha – que por sua vez foi comprado pelo BBVA em julho do ano passado.

Recordamos que, há dez anos, André Jordan vendeu o empreendimento à Prasa por €360 milhões e, na atualidade, os ativos da Lusotur figuram no balancete dos bancos como valendo mais de €500 milhões.

Sobre a Lone Star

A Lone Star foi fundada por John Grayken em 1995. Desde a criação do primeiro Fundo em 1995, a Lone Star organizou catorze fundos com compromissos de capital agregados, totalizando mais de 54 mil milhões dólares.

Durante 1995 e 1996, a Lone Star começou a investir ativamente no Canadá, estabelecendo-se como um grande comprador de dívida naquele país. Com base no sucesso da migração do lado de fora dos mercados norte-americanos, a decisão estratégica foi feita por John Grayken para implementar uma plataforma global em 1997. Desde essa altura, os fundos investiram amplamente em todos os EUA, Europa Ocidental e Leste da Ásia.

De 1998 a 2004, os recursos aplicados principalmente no Leste da Ásia (Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Taiwan), na sequência do colapso da bolha imobiliária no Japão no início de 1990 e da crise financeira mais ampla no leste da Ásia no final de 1990.

Em 2005, a atividade de investimento na Europa começou a intensificar-se após a introdução da Zona Euro, resultando na consolidação e na desalavancagem das instituições financeiras.

Em 2007, a Lone Star começou a ver significativas oportunidades de investimento nos EUA, à medida que os fluxos de capital diminuíram drasticamente e a falta de liquidez tornou-se generalizada.

A Lone Star tem escritórios em Washington D.C., Nova Iorque e Dallas (EUA); Montreal (Canadá); Bermudas; Madrid (Espanha); Londres (Reino Unido); Amsterdão (Holanda); Frankfurt (Alemanha) e Tóquio (Japão).

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categories: Empresas, Quarteira, Turismo

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