Quarteira

Convívio do PS em Quarteira com a presença de António Costa (117 fotos)

O Largo do Centro Autárquico de Quarteira, na Rua Vasco da Gama, foram palco na última segunda feira, dia 22 de junho, de um Convívio do PS com a presença de António Costa, Secretário Geral do PS.

A iniciativa teve início ao fim da tarde com Porco no Espeto e animação musical com Nestor e Nuno. À noite tiveram lugar as intervenções políticas.

O secretário-geral do PS disse que o Governo “não quer fazer mais nem sabe fazer melhor”, deixando a promessa de fazer diferente e de criar mais e melhor emprego se vier a ser primeiro-ministro.

António Costa fez um balanço negativo do estado do país e defendeu que os portugueses têm direito a exigir mais do Governo.
O líder socialista apontou os números da pobreza, do desemprego e da emigração dos jovens. “O atual Governo não quer fazer diferente, nem é capaz de fazer melhor”, sublinhou.

António Costa defendeu o desenvolvimento de políticas que promovam emprego de qualidade em Portugal, como forma de mudar o rumo do país e travar a emigração.

“Temos de ter políticas de emprego que, em vez de continuarem a subsidiar estágios e precariedade e contratos a recibos verdes, se concentrem na criação de emprego de qualidade”.

Apontando questões como o IVA na restauração, a crise do sector da construção, o desemprego agravado pela sazonalidade e a penhora de casas por falta de rendimentos para cumprir prestações bancárias, o líder socialista vincou que, caso seja eleito nas próximas legislativas, a grande batalha do Governo que venha a formar, será “emprego, emprego, emprego, em particular para os jovens e para os jovens qualificados porque isso é essencial para travar esta sangria da emigração e também é fundamental para modernizar as nossas empresas”.

Objetivos que António Costa considera que só serão alcançados com um políticas diferentes das aplicadas pelo atual Governo.

“É assim, tendo políticas corretas, que nós poderemos ter resultados corretos”, acrescentando: “Se continuarmos a fazer mais do mesmo, vamos continuar a ter mais do mesmo”.

O líder do PS diz que há uma “enorme distância” entre o que o Governo e o primeiro-ministro dizem, na Assembleia da República, e a realidade da vida das pessoas. António Costa acusa Passos Coelho de viver num país imaginário e que lida mal com a verdade. “Ainda na sexta-feira passada, o primeiro-ministro se permitiu dizer, com enorme à vontade, que as pessoas de mais baixo rendimento não tinham  sofrido cortes por parte deste governo mas, aquilo que todos sabemos, é a dificuldade do primeiro-ministro em lidar com a verdade”.

António Costa continuou a adjetivar o comportamento de Passos Coelho e do seu executivo, dizendo que o chefe de Governo tem “profundo desprezo” e “absoluta indiferença” pela realidade concreta da vida das pessoas “que batem à porta das juntas, batem à porta das câmaras, porque não têm o dinheiro que precisam de ter para pagar a conta da farmácia, a conta da casa ou manter o filho a estudar em Lisboa”, sustentou.

O secretário-geral do PS reuniu, um pouco antes do comício em Quarteira, com elementos da Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), no Aquashow, que entregaram um dossier com informação e argumentação contra as portagens na Via do Infante.

À saída da reunião, João Vasconcelos, da CUVI, disse ter ficado com a promessa de António Costa de que, caso seja eleito, irá estudar todo o processo e documentação relacionada para perceber se é possível ou não suspender as portagens no Algarve.

“Esperava mais. Ficámos um bocadinho desalentados”, comentou João Vasconcelos, que considerou que o problema da A22 e da Estrada Nacional 125, tanto em termos de segurança, como em termos do impacto económico e social na região, merecem uma tomada de posição forte.

A abolição das portagens na Via da Infante foi igualmente um dos temas abordados pelo presidente da Câmara Municipal de Loulé no convívio socialista em Quarteira.

Por outro lado, Vítor Aleixo considerou “uma vergonha” os cortes a que serviços públicos como a Saúde e a Educação foram sujeitos, criando enormes dificuldades de funcionamento, dando o exemplo do Concelho de Loulé, em que é a câmara municipal que tem assumido determinadas despesas, entre as quais tonners para as impressoras de forma a que os médicos possam imprimir as receitas.

Vítor Aleixo referiu ainda alguns dos pontos do programa eleitoral do PS, sustentando que só com António Costa os portugueses podem tirar o PSD do Governo.

O presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto, abordou a questão das competências das juntas de freguesia, defendendo que têm de ser revistas, apontando a sua freguesia como um caso paradigmático, por tudo o que envolve e pela sua complexidade, superior a muitas câmaras municipais.

O presidente do PS Algarve começou por dar os parabéns a Telmo Pinto pelo seu desempenho à frente dos destinos de Quarteira, revelando que tinha sido seu aluno e, enquanto tal, já revelava um desempenho de excelência.

António Eusébio complementou a sua intervenção com críticas ao Governo, defendendo que só há esperança com a vitória do PS nas próximas legislativas e António Costa como primeiro ministro.

No final do convívio, António Costa foi “engolido” por um “mar de gente”, tendo cumprimentado individualmente quase todos os presentes.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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