Loulé

Andaram aos tiros na Casa da Cultura de Loulé

Ontem à noite (15 de janeiro) andaram aos tiros na Casa da Cultura de Loulé. Passaram toda a noite a falar da morte. A embolia foi a forma de morrer mais falada. O serão ficou ainda marcado pela pergunta ““Quem fez esse disparo?”.
Não, não se tratou de nenhuma ocorrência para os tabloides. Foi um momento bem mais cultural. Tratou-se da peça teatral “Quem fez esse disparo?”, numa encenação de Mariana Teiga.

No palco, Pedro Paulino e Renato Brito discutiam a morte, um tema bem macabro mas, estranhamente, ouviam-se gargalhadas da assistência. Afinal, a morte pode ser uma temática divertida.

Tratou-se de uma produção da Casa da Cultura de Loulé baseada no texto de José Cid Cabido.

Escreveu António Aleixo:
A Morte é aborrecida…
mas merece Simpatia.
Porque sem a Morte, a Vida,
Nem sequer Vida seria.

Já segundo a produção da peça, “o Medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta, demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto física como psicologicamente.

O medo da Morte… o medo de não saber o quando e o como da sua chegada.

Esse Medo faz-nos não olhar e não perceber quando ela aparece. Faz-nos ser levianos quando aparece ao resto da Humanidade, esperando, só e apenas, pelo momento em que “ela” chegará a nós. Assim o tempo vai! Não Vives! Nunca Vives!”.

A assistência honrou os atores com uma vibrante salva de palmas, de pé.

Mais um momento cultural enriquecendo o quotidiano dos louletanos.

No final, ainda houve tempo para uma foto de família com os protagonistas da noite, Pedro Paulino e Renato Brito, a encenadora Mariana Teiga e a sua mãe, o ator Hugo Costa Ramos e o diretor da Casa da Cultura de Loulé, João Espada.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categories: Loulé