Lagos

“O Lugar Que Ocupas”, um filme de Pedro Filipe Marques, filmado no Zoo de Lagos

Rodado no Zoo de Lagos “O Lugar que Ocupas”, de Pedro Filipe Marques e produzido pela Três Vinténs, tem estreia marcada para dia 24 de abril, na edição de 2016 do IndieLisboa.

É com muito orgulho que o Zoo de Lagos se associa a este documentário, anunciado agora a sua estreia.

Um filme a não perder.

banner

Sobre o Filme:

Documentário, 2016, 165′, DCP

Argumento: Pedro Filipe Marques, Rita Palma

Fotografia: Pedro Filipe Marques, Marta Pessoa

Som: Elsa Ferreira, Pedro Filipe Marques

Montagem: Pedro Filipe Marques

Com: Lígia Roque, Maria Duarte, Gonçalo Ferreira d’Almeida, Miguel Loureiro, Cristina Carvalhal, Álvaro Correia, Crista Alfaiate, José Jorge Duarte, Catarina Lacerda, Carlos Paulo, Sara Graça, Carla Galvão, Sofia Dinger, Daniel Martinho, Matamba Joaquim, Zia Soares, Ana Rosa Mendes, Sara Carinhas

Produtor: Pedro Filipe Marques, Marta Pessoa, Rita Palma, João Pinto Nogueira

Produção: Três Vinténs

Países: Portugal

Pedro Filipe Marques é um dos mais experientes e talentosos montadores do cinema nacional, tendo colaborado com Pedro Costa em Colossal Youth e na recente trilogia As Mil e uma Noites de Miguel Gomes. O Lugar que Ocupas é a sua primeira longa metragem depois do sucesso que obteve com A Nossa Forma de Vida, magnífico retrato screwball da dinâmica relacional dos avós do cineasta que lhe valeu vários prémios. Esta é uma reflexão em registo ensaístico sobre espelhos, representação, teatro e a vida que os infiltra.

SINOPSE

Olhamo-nos ao espelho como se a imagem fosse uma arma de defesa pessoal. De noite, escondo-me em camarins de atores para uma experiência de classe. De dia, enfrento a demolição de um velho teatro que dará lugar a um parque de estacionamento. Os graffitis têm cortinas, o cabo de um guarda-chuva ergue-se num monte de areia. Ah, os Dias Felizes! Não é preciso encenar! O bulldozer é um dinossauro que exibe dentes e balança o pescoço gracioso diante duma bandeira da UE. No bastidores, espera-se sempre público. Até quando ninguém vem. Perdido numa representação simbólica da realidade, resta-me assistir ao fim do mundo, onde todas as espécies em perigo sobem à cena e o reflexo labiríntico das suas histórias vivas faz estalar o vidro da Máquina da Gula Económica. Escolhe o lugar certo, pois mesmo quando o céu desaba, há de haver sempre teatro.

Categories: Lagos