Loulé

PSD/Loulé: 1000 dias perdidos, 10 perguntas para o futuro

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Comemoraram-se, no dia 15 de julho, os mil dias da tomada de posse do executivo socialista à frente dos destinos da Câmara Municipal de Loulé.

Registámos a data e questionamos:

  1. Disponibilidade financeira

Dinheiro a mais, o que saudamos sempre, mas discernimento a menos e falta de investimento, o que repudiamos. A tesouraria da Câmara Municipal de Loulé registava um total 13 milhões de euros (dinheiro disponível na entidade bancária) em dezembro de 2013 e atingiu os 52 Milhões no passado mês de junhoSerá que para os últimos 460 dias estão reservadas obras à pressa, anúncios de projetos sem um planeamento eficaz ou uma política eleitoralista, como desconfiamos?

  1. Obras Municipais

Tal como constatámos no ponto anterior, a Câmara Municipal de Loulé, até agora, ainda não foi capaz de construir nada de novo e que vá ao encontro das necessidades dos seus munícipes. Em suma, os equipamentos sociais existentes no concelho foram da responsabilidade do executivo social-democrata. Assim, para quando a concretização das obras prometidas em 2013?

  1. Direção Municipal

A incapacidade de decisão do Dr. Vítor Aleixo obrigou-o a nomear, não um, mas dois Diretores Municipais, através de concursos que teimam em ficar por concluir, com um impacto económico superior a 300 mil euros. Para quando o fim da escandalosa instrumentalização política do que não deveria ser tratado como tal?

  1. Novas Chefias da Câmara Municipal de Loulé

O saneamento político de 17 dos 22 dirigentes, foi um “ajuste de contas” político e bloqueou o funcionamento da Câmara Municipal. Este saneamento tem um impacto superior a 2 Milhões de euros até ao final do mandato. Será este o melhor exemplo do slogan da campanha do PS de que “ninguém ficaria para trás”?

  1. Desmotivação dos trabalhadores do Municípios

A Câmara de Loulé surge em segundo lugar, dos Municípios de Portugal, como a entidade com maior número de acordos celebrados para rescisões por mútuo acordo com trabalhadores, no total de 15. Foram recusadas mais de 20 propostas de acordo. Em vez de motivação, temos desmotivação. Para quando uma política de recursos humanos que valorize e motive os colaboradores da autarquia louletana?

  1. Os esquecimentos: Comemorações do Centenário da Freguesia de Quarteira, Aniversário da elevação de Loulé a cidade e a Hora do Planeta

Costuma dizer o povo e com razão, quando não se valorizam as coisas é porque por elas não temos preocupação. As atitudes do executivo camarário, liderado por Vítor Aleixo e por Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, já tinham deixado muito a desejar. No entanto, esquecerem-se de comemorar condignamente os cem anos de «Quarteira Freguesia Centenária 1916-2016» foi um ultraje. Contudo, não só.

Loulé, cidade, também teve o mesmo carimbo da falta de memória. Como na altura o PSD denunciou, a elevação de Loulé a cidade a 1 de fevereiro foi ignorada e o mesmo de passou com Hora do Planeta. Será que este tipo de atitude se vai repetir com frequência?

  1. Loulé cidade europeia do desporto 2015, a oportunidade perdida

O executivo anterior deixou a inscrição e qualificação desta candidatura feita. Nem assim. O executivo camarário do PS não só foi a reboque do que já existia, limitando-se à sua função de gestão desportiva, como foi incapaz de valorizar os equipamentos, as associações e os praticantes de tantas modalidades. Pior. Nem sequer conseguiu a comparticipação financeira que tem direito, no valor de 100 mil euros, deste projeto junto do governo português. Será um sinal de inoperância para o futuro?

  1. CicloLoulé – Plano de Mobilidade clicável de Loulé, ficou na gaveta

O plano CicloLoulé, desenvolvido pelo PSD, e que se constitui como um documento estratégico sobre a utilização da bicicleta no concelho, teve um destino, a gaveta. Porém, a irresponsabilidade não termina aqui. Exemplo paradigmático é a colocação de bicicletas de uso comunitário nas escolas, sem que o concelho proporcione as Ciclovias necessárias à circulação em segurança nos principais eixos rodoviários. Uma irresponsabilidade que merece toda a nossa indignação. Para quando o fim dessa visão mesquinha e com consequências imprevisíveis?

  1. Orçamento participativo, não gera um único emprego

Aqui o PS começou bem. Promoveu um orçamento participativo, solicitou a todos os louletanos as suas opiniões de intervenção comunitária e tiveram-nas. Mas ficou por aqui o estímulo inicial. Depois, nada. Nem uma política de investimento com o objetivo de alcançar resultados líquidos, nem um posto de trabalho conseguido, num concelho que tal como os outros também tem carências a nível do emprego. Será que esta visão de futuro em prol de algo mais comunitário e consolidado, vale menos do que as festas consecutivas que o executivo tem feito promovido para outros fins?

  1. A perda de influência regional

Loulé tem vindo a registar uma sucessiva perda de influência regional e um progressivo afastamento dos centros de decisão. A não ser que melhores notícias estejam fechadas a sete chaves, estranhamos a falta de diálogo com os agentes económicos, entre outras, nas áreas do turismo, do comércio e do empreendedorismo. Quanto tempo nos vai custar e quais as implicações políticas e financeiras que terá este emudecimento?

1000 Dias depois, estamos preocupados e precisamos de respostas.

Temos todos ser capazes de exigir mais e exigir mudança!

 

A Comissão Política de Secção do PSD/Loulé

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