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I Festival Literário de Querença (FLIQ) | 5 a 7 de agosto

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O I Festival Literário de Querença (FLIQ) decorre nos próximos dias 5, 6 e 7 de Agosto, por iniciativa da Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

O Algarve conhece na actualidade um pujante movimento criativo que alcança a expressão literária. Não tendo a pretensão de representar a diversidade de vozes que se afirmam, o FLIQ é uma expressão natural desse dinamismo, que obviamente não se limita à região, mas que queremos visibilizar e celebrar.

O FLIQ contará com a presença de cerca 20 poetas portugueses e espanhóis, convidados a tomar a palavra em diferentes espaços públicos da aldeia, conduzindo conversas em torno de questões centrais para a literatura contemporânea. Uberto Stabile, Fernando Esteves Pinto, María Alcantarilla, Gabriela Rocha Martins, Vítor Gil Cardeira, são apenas alguns dos nomes presentes. Poetas consagrados e outros a dar os primeiros passos…  A nossa expectativa é a de que outros criadores se juntem a esta festa criando um diálogo contínuo durante os 3 dias de FLIQ.

Sem distinções artificiais, esta festa estival das letras assume objectivamente a dimensão comunicativa da literatura («Não há poema para si; não há poema sem Outro, a quem, cego, / se ofereça.» CB) e, por isso, quer contribuir para desfazer fronteiras artificialmente criadas, tais como as de literatura erudita/literatura popular; literatura nacional/literatura estrangeira e promover, sem restrições, o interesse e o gosto pelos livros, pela leitura e pela escrita, sem olhar a quem.

Na concepção do FLIQ, foi decidido que em cada ano haverá um escritor homenageado. A decisão foi unânime, tendo recaído a escolha sobre Casimiro de Brito, natural de Loulé com raízes em Querença, cuja obra é testemunho do quebrar de fronteiras a que há pouco aludimos, tanto do ponto de vista genológico e poético, quanto do ponto de vista da sua relação com outras culturas, em particular com a Oriental.

Este ano, passam 60 anos sobre a publicação dos seus primeiros textos, que deu à estampa no jornal A Voz de Loulé, onde fundou e dirigiu a página literária «Prisma de Cristal», dando início a uma polifonia dramática que é a marca da sua Obra.

Pelas suas mãos, ganharam forma diversas iniciativas editoriais que, a partir do Algarve, renovaram a literatura portuguesa da década de 1960. Foram os casos de Cadernos do Meio-Dia, colecções como A Palavra e Silex, ou Poesia 61.

Com um percurso extraordinário, a nível nacional e internacional, a sua obra está publicada em mais de 30 línguas e tem recebido prestigiados prémios internacionais.

O dia 6, sábado, ser-lhe-á totalmente dedicado através de uma sessão na qual participarão prestigiados especialistas em literatura contemporânea, nacionais e estrangeiros, e de uma exposição documental e bibliográfica, que ilustrará a complexa tapeçaria mental que o Poeta tem construído ao longo de 60 anos de vida literária.

Todos os que se juntarem a esta celebração da palavra serão seus protagonistas e poderão usufruir e participar nas conversas, exposições, conferências, música, ateliers, feira do livro, animações de rua e de… bom vinho e boa mesa.

PROGRAMA

Categories: AGENDA, Loulé